Sonymaster
11/09/2007, 01:07
http://img158.imageshack.us/img158/9569/x2especiaisrr6.png
http://acorn.cybervillage.co.uk/emulation/msx/msxtit.gif
O microcomputador MSX foi criado em 1983, com a intenção de ser um padrão de microcomputadores domésticos de fácil expansão, simples uso e manuseio, e total compatibilidade. A concepção do padrão MSX veio penetrar numa faixa de mercado promissora: um microcomputador que poderia ser ligado numa televisão, usar periféricos feito por fabricantes diferentes e mesmo assim, manter a facilidade de uso e a compatibilidade. Algumas empresas investiram no MSX, como SONY, PANASONIC, SANYO, PHILIPS, NATIONAL, PIONEER, YAMAHA, TOSHIBA, entre outras, cujo total alcançava 40 empresas.
http://www.livingabutterflyeffect.com/images/expert_02.jpg
Em 1985 foi lançada a segunda versão, MSX2, com novidades na parte gráfica, gerenciamento de memória e vídeo, como poder controlar um superimpose (usado para produção de vídeo). Foi um sucesso retumbante, alcançando um enorme sucesso no Japão e Europa em geral. No mesmo ano,
no Brasil, a SHARP e a GRADIENTE fabricaram e lançaram seus MSX, ambos da primeira versão (MSX 1). Seus micros, HOTBIT HB-8000 e EXPERT GPC-1 (respectivamente) foram a grande vedete de feiras de informática e eletrodomésticos, alcançando ao longo dos anos o total de 400.000
máquinas fabricadas.
Em 1988, o MSX chegava a 2 milhões de micros vendidos no mundo, e o título de "melhor microcomputador de 8 bits do mundo", assim como o MSX2+ era lançado. Suas melhorias enfocavam novamente a parte gráfica e a capacidade de geração de som, tornando o MSX um microcomputador
multimídia, antes mesmo que o termo tivesse sido cunhado. Em 1990, 4 milhões de MSX já tinham sido vendidos ao redor do mundo.
Vários periféricos haviam sido desenvolvidos ao longo dos anos, desde disk-drives, portas seriais, interfaces MIDI (para comunicação com teclados eletrônicos), digitalizadores de imagem, expansões de memória (até o limite de 4 Mb), interfaces para conexão de discos rígidos,
modems, canetas óticas, mouses, leitoras de código de barras, impressoras coloridas, e até mesmo pequenos robôs que poderiam ser controlados pelo MSX. Software também foi produzido: compiladores, aplicativos, utilitários e é claro, muitos jogos. Tudo isso, ao longo dos anos, contribuiu e muito para a popularização do MSX pelo mundo.
No ano de 1990 aconteceu o último episódio (oficial) da saga MSX que trouxe um inédito avanço para o padrão; em outubro de 1990 foi lançado o MSX Turbo-R FSA1ST. O MSX Turbo-R é semelhante a um MSX2+, com a diferença de que a CPU central não era mais o Z80 mas o veloz R800 que
agora sim passaria a ser de 16 bits. Logo, um Turbo-R consegue ser em média até 10 vezes mais rápido que um MSX2+ normal. O Turbo-R também continha um processador de som auxiliar o PCM (Pulse Code Modulator) para digitalizar (sampler) e reproduzir sons com até 15,75 KHz de
velocidade de amostragem.
Em 1991 foi lançado o MSX Turbo-R FSA1GT, que trazia mais RAM (512 Kb, ao invés dos 256 Kb do ST), além de uma interface MIDI para conexão digital de instrumentos musicais, controlando até 32 canais de som simultâneos. O GT também trazia embutido em ROM um ambiente gráfico, o
MSX-View. O View contém programas como editores de texto, editores gráficos, planilhas integradas, gerenciador de arquivos, tudo sendo acionado por um mouse (o que hoje popularizou-se mais com o Windows dos PC's).
Em 1993, para tristeza dos usuários, o MSX, depois de mais de 5 milhões de micros vendidos em todo o mundo, pára de ser fabricado. A Panasonic alegou que o problema não era queda nas vendas (que estavam muito boas), mas porque a empresa não tinha mais interesse em microcomputadores, investindo então no desenvolvimento do videogame 3DO (mais tarde, fãs do MSX descobriram que o 3DO tinha quase 90% dos componentes internos do Turbo-R). Mas nesta época, já existiam vários grupos de usuários organizados que produziam software e hardware de
qualidade para o MSX, e ainda incontáveis usuários espalhados pelos quatro cantos da terra. Na sua maioria estes usuários eram (e são) jovens estudantes que sabem explorar bem os recursos da máquina, e não é difícil conhecer entre eles engenheiros eletrônicos e exímios programadores. Alguns, inclusive, se encontram aqui no Brasil.
Daí veio a atual fase, a dos usuários tomando a consciência de que são eles é que fazem o MSX, criaram-se então muitos mais grupos de usuários e de programadores que criam programas de qualidade para o MSX, fazem feiras só de MSX onde demonstram e comercializam seus programas e
equipamentos, se reunem, discutem, publicam fanzines e revistas, se organizam, trocam programas; e principalmente criam uma razoável quantidade de software e hardware com uma qualidade profissional de fazer inveja a micros de 32 bits! Na Internet, inúmeras homepages surgem falando de MSX, trazendo jogos antigos e novos, discutindo aplicações, esquemas de hardware, vendendo produtos, entre muitas outras coisas.
Recentemente, a empresa japonesa ASCII Corp. (detentora mundial da marca MSX) anunciou que tem novos planos para o padrão, que incluem o relançamento do microcomputador no Japão em 2003, para entrar no mercado que já lhe pertenceu: o mercado dos microcomputadores de baixo
custo e fácil uso. Resta a nós, usuários, aguardar, ansiosos, pela volta do "mais mágico dos computadores" ao mercado.
MSX foi o nome dado a uma arquitetura de micro computadores pessoais criado no Japão nos anos 80, que definia um padrão para os desenvolvedores de hardware. Foi desenvolvido por Kazuhiro Nishi, vice-presidente da ACSSI, empresa japonesa que era representante da Microsoft no Japão até 1986.
http://www.geocities.com/andre_nho/jmsx/hotbit.jpg
O significado da sigla é controverso. Faz parte da lenda que seu nome significa "MicroSoft eXtended". Certa vez seu criador, em visita aos paises baixos , afirmou que MSX é "Machine with Software eXchangeability". Em outra conversa, o próprio Nishi afirmou que o nome significava naquela época Matsushita Sony X-power.
http://www.geocities.com/andre_nho/jmsx/billecia.jpg
O padrão MSX fez sucesso nos anos 80 tanto no Brasil como no mundo (Japão, Países Baixos, Inglaterra, Corea do Sul, Argentina, entre outros).
Muitos de seus usuários costumavam usá-lo apenas como um Videogame de luxo, estereótipo este uma conseqüência da grande qualidade dos jogos diponíveis. Eles eram distribuídos por empresas como a Konami, Capcom e outras, que se aproveitaram da capacidade gráfica e de som do MSX para produzir jogos muito mais atraentes que os encontrados nos videogames da época. Ainda assim serviu como base de estudo para muitos estudantes de Informática e Engenharia eletronica, que desenvolveram nele projetos variados.
Bastante sofisticado para um computador equipado com um microprocessador de 8 bits, quando na época já começavam a surgir os primeiros computadores IBM-PC de 16 bits, o MSX despertou paixões em muitos usuários. Sua arquitetura interna o fazia tecnicamente superior aos seus concorrentes da época, como o ZX Spectrum, o Apple II e o TRS-80 Color. Seu baixo custo, em comparação à linha IBM-PC, bem como a possibilidade de usar Disquetes e o Sistema operacional DOS fez muitos usuários adotarem o MSX para uso comercial.
O padrão MSX era baseado no Microprocessador Z-80A (Zilog) de 8 bits, com um Clock de 3,58Mhz. O microprocessador era capaz de operar a até 4MHz, mas, provavelmente por questão de economia, os fabricantes preferiram usar um cristal comum de TV em cores. Havia também um processador para vídeo e outro para o áudio (General Instruments AY-3-8910). Outro chip, denominado PPI (Intel 8255A (Programmable Pheripheral Interface), controlava os periféricos de entrada e saída, como o teclado e o gravador cassete. A memória de vídeo, de 16KB, era independente da memória principal, e endereçada diretamente pelo processador de vídeo.
Concorrentes como o ZX Spectrum, embora usassem o mesmo Z-80A a 3,58MHz, eram muito mais lentos, porque todas as tarefas internas (vídeo, áudio, varredura de teclado, endereçamento das memórias de vídeo, som, etc.) eram executadas pelo processador principal.
A primeira geração do MSX dispunha de 64KB de RAM. Nas especificações técnicas do Gradiente Expert, era declarada uma RAM de 80KB, pois o fabricante somou a memória de vídeo à principal. O sistema possuía ainda na ROM um interpretador BASIC (criado pela Microsoft) que não necessitava de mídias externas para carregar, bastando ligar o computador.
Seus usuários freqüentemente tornavam-se apaixonados pela linha e continuaram desenvolvendo Programas mesmo depois que saiu de linha. No final dos anos 80 e início da década de 90 havia, tanto no Brasil como no exterior, várias revistas voltadas para o público de usuários de MSX, e uma comunidade formou-se em torno dessa linha de computadores.
Sharp HotBit HB-8000
Este equipamento, lançado em 1985, contava com o teclado integrado à CPU e tinha a versão do sistema 1.1 Br. Entre seus periféricos estavam presentes o gravador de fita cassete (HB-2400), o drive de disquete (HB-3100) e o expansor de memória (HB-4200). Contava com suporte à linguagem de programação MSX Basic, e opcionalmente com os sistemas operativos MSX-DOS e CPM.
http://www.msxarchive.nl/pub/msx/photos/hardware/Sharp_HotBit_HB-8000_1.2.jpg
O processador de som era da Yamaha (três vozes). O processador era Zilog Z80, que contava com 8 bits de barramento, 16 bits de endereçamento e 3.57MHz de velocidade de processamento. As portas disponíveis eram duas DB9 de entrada, para o Joystick Atari, e duas portas de expansao para acesso direto à periféricos.
O modelo original era branco e cinza. Em 1987 foi lançado um modelo em preto com o sistema 1.2 Br e como periférico o gravador de fita cassete.
Gradiente Expert
Este equipamento, lançado em 1985, era parecido com o modelo da Sharp, diferindo por contar com o teclado separado da CPU. Entre seus periféricos estavam presentes o gravador de fita cassete, o monitor monocromático e um modem.
http://www.msxarchive.nl/pub/msx/photos/hardware/Gradiente_Expert_1.1_5.jpg
Uma versão Gradiente Expert Plus foi lançada em 1989 com o periférico adicional cartão de 80 colunas, sem a presença do monitor monocromático e o modem. No mesmo ano foi lançado também o Gradiente Expert DD Plus, como um drive de disquete de 3 1/2 embutido.
Propaganda no Brasil sobre o MSX Gradiente Expert
http://cobit.mma.com.br/propagandas/expert_1986.jpg
http://www.mci.org.br/micro/outros/expert_cpu_1g.jpg
http://cobit.mma.com.br/propagandas/expert_perif_1986.jpg
MSX 2 e 2+
Não houve fabricação dos MSX 2, 2+ e Turbo-R no Brasil, porém havia os kits para transformação:
2.0 - para transformar o Expert e o HotBit em 2.0, fabricado pela ACVS e DDX.
2+ - para transformar o Expert e o HotBit em 2+, fabricado pela ACVS e DDX.
cartucho 2+ - transformava qualquer MSX em 2+; fabricado pela ACVS.Houve quatro gerações do equipamento:
* MSX 1 (1983)
* MSX 2 (1986)
* MSX 2+ (1988)
* MSX turboR (1990)
Enquanto na Europa e Japão as versões se sucediam, no Brasil ficou-se estagnado na primeira versão do sistema. Contudo no final da década de 1980 surgiram kits de transformação para MSX 2.0 e MSX 2+, que ampliavam a memória para 256 KB e a VRAM para 128KB, além de algumas outras melhoras no sistema.
http://www.msxarchive.nl/pub/msx/photos/hardware/Philips_NMS-8280_3.jpg
Ao longo do tempo surgiram diversos periféricos para MSX, ou adaptados para o MSX. No Brasil lançaram drives de 5 1/4 externos, expansões de memória (megaram e memory maper), joysticks, expansores de slot e até mouses. Fora do Brasil lançaram CD-ROM para MSX.
O sistema foi descontinuado em 1993 pela Panasonic, que fabricava o Turbo-R. Atualmente há emuladores do sistema MSX para computadores IBM PC compatíveis. E as patentes referentes ao padrão são mantidas pela MSX
Association.
Muitos ainda se juntam e criam pequenas empresas para desenvolvimento de jogos no MSX e programas.
Programação
O BASIC é a linguagem que vem junto com o MSX, e é a primeira coisa a aparecer na tela, caso o MSX não seja ligado com um disco ou cartucho. O BASIC do MSX (ao contrário do QuickBASIC e do VisualBASIC) , pertence à segunda geração das linguagens de programação, a seqüencial (isto é, os número de linha antecedem os comandos e há vários GOTOs dentro do programa.
http://www.fcm.co.jp/products/msxrobo/about-msx/image/basic-1.gif
Nesse link tem um Applet em Java com o Basic do MSX se alguem quiser operar por curisoidade.
Link: http://www.geocities.com/andre_nho/jmsx/basic.html
Foi lançado um MSX comacto e super chamativo para colecionadores, com entrada USB, PS2 e para cartão de memoria SD.
Fotos:
http://img.photobucket.com/albums/v614/MosKitoBR/MSX/P8290070.jpg
http://img.photobucket.com/albums/v614/MosKitoBR/MSX/P8290071.jpg
http://img.photobucket.com/albums/v614/MosKitoBR/MSX/P8290072.jpg
Algumas fotos de enventos e grupos de desenvolvimento para o MSX
http://www.grauw.nl/interests/msx/oss2005/photos/100_1250.jpg
http://www.grauw.nl/interests/msx/oss2005/photos/100_1252.jpg
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Sites Relacionados so MSX.
The MSX Files - Site com notícias, jogos e programas de MSX (http://www.icongames.com.br/msxfiles/)
MSX História (http://www.msxhistory.msxall.com/) - Site com Entrevistas, etiquetas, jornais, revistas, livros, artigos, vídeos, cursos e músicas de MSX
MSX Rio (http://msxrio.cipsga.org.br/) - Encontro anual de usuários no Rio de Janeiro
MSXBR-L (http://www.msxbrl.cjb.net/) - Lista nacional de MSX
Velhos e Bons Tempos do MSX (http://www.geocities.com/andre_nho/jmsx/)
História do MSX (http://www.dhnet.org.br/ciber/democratizar/msx/msxhist.htm)
MSXPro (http://www.msxpro.com/)
((en (http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_inglesa))) MSX-ALL - Tudo para MSX (http://www.msxall.com/)
MSX.bas - Programas MSX Basic (http://www.basic.msxall.com/)
MSX By Marcelo Eiras (http://www.marceloeiras.com.br/msxsite/hist.htm)
((ja (http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_japonesa))) MSX Association (http://www.msxa.fcm.co.jp/)
((en (http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_inglesa))) Informações sobre MSX (http://msxposse.com/)
MSX Resource Center Foundation (http://br.msx.org/)
((en (http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_inglesa))) blueMSX, um emulador de MSX para Windows (http://www.bluemsx.com/)
MarMSX Develop - Site dedicado ao desenvolvimento de jogos e programas para o MSX (http://www.eng.uerj.br/%7Emarcelo/msx/)
http://acorn.cybervillage.co.uk/emulation/msx/msxtit.gif
O microcomputador MSX foi criado em 1983, com a intenção de ser um padrão de microcomputadores domésticos de fácil expansão, simples uso e manuseio, e total compatibilidade. A concepção do padrão MSX veio penetrar numa faixa de mercado promissora: um microcomputador que poderia ser ligado numa televisão, usar periféricos feito por fabricantes diferentes e mesmo assim, manter a facilidade de uso e a compatibilidade. Algumas empresas investiram no MSX, como SONY, PANASONIC, SANYO, PHILIPS, NATIONAL, PIONEER, YAMAHA, TOSHIBA, entre outras, cujo total alcançava 40 empresas.
http://www.livingabutterflyeffect.com/images/expert_02.jpg
Em 1985 foi lançada a segunda versão, MSX2, com novidades na parte gráfica, gerenciamento de memória e vídeo, como poder controlar um superimpose (usado para produção de vídeo). Foi um sucesso retumbante, alcançando um enorme sucesso no Japão e Europa em geral. No mesmo ano,
no Brasil, a SHARP e a GRADIENTE fabricaram e lançaram seus MSX, ambos da primeira versão (MSX 1). Seus micros, HOTBIT HB-8000 e EXPERT GPC-1 (respectivamente) foram a grande vedete de feiras de informática e eletrodomésticos, alcançando ao longo dos anos o total de 400.000
máquinas fabricadas.
Em 1988, o MSX chegava a 2 milhões de micros vendidos no mundo, e o título de "melhor microcomputador de 8 bits do mundo", assim como o MSX2+ era lançado. Suas melhorias enfocavam novamente a parte gráfica e a capacidade de geração de som, tornando o MSX um microcomputador
multimídia, antes mesmo que o termo tivesse sido cunhado. Em 1990, 4 milhões de MSX já tinham sido vendidos ao redor do mundo.
Vários periféricos haviam sido desenvolvidos ao longo dos anos, desde disk-drives, portas seriais, interfaces MIDI (para comunicação com teclados eletrônicos), digitalizadores de imagem, expansões de memória (até o limite de 4 Mb), interfaces para conexão de discos rígidos,
modems, canetas óticas, mouses, leitoras de código de barras, impressoras coloridas, e até mesmo pequenos robôs que poderiam ser controlados pelo MSX. Software também foi produzido: compiladores, aplicativos, utilitários e é claro, muitos jogos. Tudo isso, ao longo dos anos, contribuiu e muito para a popularização do MSX pelo mundo.
No ano de 1990 aconteceu o último episódio (oficial) da saga MSX que trouxe um inédito avanço para o padrão; em outubro de 1990 foi lançado o MSX Turbo-R FSA1ST. O MSX Turbo-R é semelhante a um MSX2+, com a diferença de que a CPU central não era mais o Z80 mas o veloz R800 que
agora sim passaria a ser de 16 bits. Logo, um Turbo-R consegue ser em média até 10 vezes mais rápido que um MSX2+ normal. O Turbo-R também continha um processador de som auxiliar o PCM (Pulse Code Modulator) para digitalizar (sampler) e reproduzir sons com até 15,75 KHz de
velocidade de amostragem.
Em 1991 foi lançado o MSX Turbo-R FSA1GT, que trazia mais RAM (512 Kb, ao invés dos 256 Kb do ST), além de uma interface MIDI para conexão digital de instrumentos musicais, controlando até 32 canais de som simultâneos. O GT também trazia embutido em ROM um ambiente gráfico, o
MSX-View. O View contém programas como editores de texto, editores gráficos, planilhas integradas, gerenciador de arquivos, tudo sendo acionado por um mouse (o que hoje popularizou-se mais com o Windows dos PC's).
Em 1993, para tristeza dos usuários, o MSX, depois de mais de 5 milhões de micros vendidos em todo o mundo, pára de ser fabricado. A Panasonic alegou que o problema não era queda nas vendas (que estavam muito boas), mas porque a empresa não tinha mais interesse em microcomputadores, investindo então no desenvolvimento do videogame 3DO (mais tarde, fãs do MSX descobriram que o 3DO tinha quase 90% dos componentes internos do Turbo-R). Mas nesta época, já existiam vários grupos de usuários organizados que produziam software e hardware de
qualidade para o MSX, e ainda incontáveis usuários espalhados pelos quatro cantos da terra. Na sua maioria estes usuários eram (e são) jovens estudantes que sabem explorar bem os recursos da máquina, e não é difícil conhecer entre eles engenheiros eletrônicos e exímios programadores. Alguns, inclusive, se encontram aqui no Brasil.
Daí veio a atual fase, a dos usuários tomando a consciência de que são eles é que fazem o MSX, criaram-se então muitos mais grupos de usuários e de programadores que criam programas de qualidade para o MSX, fazem feiras só de MSX onde demonstram e comercializam seus programas e
equipamentos, se reunem, discutem, publicam fanzines e revistas, se organizam, trocam programas; e principalmente criam uma razoável quantidade de software e hardware com uma qualidade profissional de fazer inveja a micros de 32 bits! Na Internet, inúmeras homepages surgem falando de MSX, trazendo jogos antigos e novos, discutindo aplicações, esquemas de hardware, vendendo produtos, entre muitas outras coisas.
Recentemente, a empresa japonesa ASCII Corp. (detentora mundial da marca MSX) anunciou que tem novos planos para o padrão, que incluem o relançamento do microcomputador no Japão em 2003, para entrar no mercado que já lhe pertenceu: o mercado dos microcomputadores de baixo
custo e fácil uso. Resta a nós, usuários, aguardar, ansiosos, pela volta do "mais mágico dos computadores" ao mercado.
MSX foi o nome dado a uma arquitetura de micro computadores pessoais criado no Japão nos anos 80, que definia um padrão para os desenvolvedores de hardware. Foi desenvolvido por Kazuhiro Nishi, vice-presidente da ACSSI, empresa japonesa que era representante da Microsoft no Japão até 1986.
http://www.geocities.com/andre_nho/jmsx/hotbit.jpg
O significado da sigla é controverso. Faz parte da lenda que seu nome significa "MicroSoft eXtended". Certa vez seu criador, em visita aos paises baixos , afirmou que MSX é "Machine with Software eXchangeability". Em outra conversa, o próprio Nishi afirmou que o nome significava naquela época Matsushita Sony X-power.
http://www.geocities.com/andre_nho/jmsx/billecia.jpg
O padrão MSX fez sucesso nos anos 80 tanto no Brasil como no mundo (Japão, Países Baixos, Inglaterra, Corea do Sul, Argentina, entre outros).
Muitos de seus usuários costumavam usá-lo apenas como um Videogame de luxo, estereótipo este uma conseqüência da grande qualidade dos jogos diponíveis. Eles eram distribuídos por empresas como a Konami, Capcom e outras, que se aproveitaram da capacidade gráfica e de som do MSX para produzir jogos muito mais atraentes que os encontrados nos videogames da época. Ainda assim serviu como base de estudo para muitos estudantes de Informática e Engenharia eletronica, que desenvolveram nele projetos variados.
Bastante sofisticado para um computador equipado com um microprocessador de 8 bits, quando na época já começavam a surgir os primeiros computadores IBM-PC de 16 bits, o MSX despertou paixões em muitos usuários. Sua arquitetura interna o fazia tecnicamente superior aos seus concorrentes da época, como o ZX Spectrum, o Apple II e o TRS-80 Color. Seu baixo custo, em comparação à linha IBM-PC, bem como a possibilidade de usar Disquetes e o Sistema operacional DOS fez muitos usuários adotarem o MSX para uso comercial.
O padrão MSX era baseado no Microprocessador Z-80A (Zilog) de 8 bits, com um Clock de 3,58Mhz. O microprocessador era capaz de operar a até 4MHz, mas, provavelmente por questão de economia, os fabricantes preferiram usar um cristal comum de TV em cores. Havia também um processador para vídeo e outro para o áudio (General Instruments AY-3-8910). Outro chip, denominado PPI (Intel 8255A (Programmable Pheripheral Interface), controlava os periféricos de entrada e saída, como o teclado e o gravador cassete. A memória de vídeo, de 16KB, era independente da memória principal, e endereçada diretamente pelo processador de vídeo.
Concorrentes como o ZX Spectrum, embora usassem o mesmo Z-80A a 3,58MHz, eram muito mais lentos, porque todas as tarefas internas (vídeo, áudio, varredura de teclado, endereçamento das memórias de vídeo, som, etc.) eram executadas pelo processador principal.
A primeira geração do MSX dispunha de 64KB de RAM. Nas especificações técnicas do Gradiente Expert, era declarada uma RAM de 80KB, pois o fabricante somou a memória de vídeo à principal. O sistema possuía ainda na ROM um interpretador BASIC (criado pela Microsoft) que não necessitava de mídias externas para carregar, bastando ligar o computador.
Seus usuários freqüentemente tornavam-se apaixonados pela linha e continuaram desenvolvendo Programas mesmo depois que saiu de linha. No final dos anos 80 e início da década de 90 havia, tanto no Brasil como no exterior, várias revistas voltadas para o público de usuários de MSX, e uma comunidade formou-se em torno dessa linha de computadores.
Sharp HotBit HB-8000
Este equipamento, lançado em 1985, contava com o teclado integrado à CPU e tinha a versão do sistema 1.1 Br. Entre seus periféricos estavam presentes o gravador de fita cassete (HB-2400), o drive de disquete (HB-3100) e o expansor de memória (HB-4200). Contava com suporte à linguagem de programação MSX Basic, e opcionalmente com os sistemas operativos MSX-DOS e CPM.
http://www.msxarchive.nl/pub/msx/photos/hardware/Sharp_HotBit_HB-8000_1.2.jpg
O processador de som era da Yamaha (três vozes). O processador era Zilog Z80, que contava com 8 bits de barramento, 16 bits de endereçamento e 3.57MHz de velocidade de processamento. As portas disponíveis eram duas DB9 de entrada, para o Joystick Atari, e duas portas de expansao para acesso direto à periféricos.
O modelo original era branco e cinza. Em 1987 foi lançado um modelo em preto com o sistema 1.2 Br e como periférico o gravador de fita cassete.
Gradiente Expert
Este equipamento, lançado em 1985, era parecido com o modelo da Sharp, diferindo por contar com o teclado separado da CPU. Entre seus periféricos estavam presentes o gravador de fita cassete, o monitor monocromático e um modem.
http://www.msxarchive.nl/pub/msx/photos/hardware/Gradiente_Expert_1.1_5.jpg
Uma versão Gradiente Expert Plus foi lançada em 1989 com o periférico adicional cartão de 80 colunas, sem a presença do monitor monocromático e o modem. No mesmo ano foi lançado também o Gradiente Expert DD Plus, como um drive de disquete de 3 1/2 embutido.
Propaganda no Brasil sobre o MSX Gradiente Expert
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MSX 2 e 2+
Não houve fabricação dos MSX 2, 2+ e Turbo-R no Brasil, porém havia os kits para transformação:
2.0 - para transformar o Expert e o HotBit em 2.0, fabricado pela ACVS e DDX.
2+ - para transformar o Expert e o HotBit em 2+, fabricado pela ACVS e DDX.
cartucho 2+ - transformava qualquer MSX em 2+; fabricado pela ACVS.Houve quatro gerações do equipamento:
* MSX 1 (1983)
* MSX 2 (1986)
* MSX 2+ (1988)
* MSX turboR (1990)
Enquanto na Europa e Japão as versões se sucediam, no Brasil ficou-se estagnado na primeira versão do sistema. Contudo no final da década de 1980 surgiram kits de transformação para MSX 2.0 e MSX 2+, que ampliavam a memória para 256 KB e a VRAM para 128KB, além de algumas outras melhoras no sistema.
http://www.msxarchive.nl/pub/msx/photos/hardware/Philips_NMS-8280_3.jpg
Ao longo do tempo surgiram diversos periféricos para MSX, ou adaptados para o MSX. No Brasil lançaram drives de 5 1/4 externos, expansões de memória (megaram e memory maper), joysticks, expansores de slot e até mouses. Fora do Brasil lançaram CD-ROM para MSX.
O sistema foi descontinuado em 1993 pela Panasonic, que fabricava o Turbo-R. Atualmente há emuladores do sistema MSX para computadores IBM PC compatíveis. E as patentes referentes ao padrão são mantidas pela MSX
Association.
Muitos ainda se juntam e criam pequenas empresas para desenvolvimento de jogos no MSX e programas.
Programação
O BASIC é a linguagem que vem junto com o MSX, e é a primeira coisa a aparecer na tela, caso o MSX não seja ligado com um disco ou cartucho. O BASIC do MSX (ao contrário do QuickBASIC e do VisualBASIC) , pertence à segunda geração das linguagens de programação, a seqüencial (isto é, os número de linha antecedem os comandos e há vários GOTOs dentro do programa.
http://www.fcm.co.jp/products/msxrobo/about-msx/image/basic-1.gif
Nesse link tem um Applet em Java com o Basic do MSX se alguem quiser operar por curisoidade.
Link: http://www.geocities.com/andre_nho/jmsx/basic.html
Foi lançado um MSX comacto e super chamativo para colecionadores, com entrada USB, PS2 e para cartão de memoria SD.
Fotos:
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Algumas fotos de enventos e grupos de desenvolvimento para o MSX
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Sites Relacionados so MSX.
The MSX Files - Site com notícias, jogos e programas de MSX (http://www.icongames.com.br/msxfiles/)
MSX História (http://www.msxhistory.msxall.com/) - Site com Entrevistas, etiquetas, jornais, revistas, livros, artigos, vídeos, cursos e músicas de MSX
MSX Rio (http://msxrio.cipsga.org.br/) - Encontro anual de usuários no Rio de Janeiro
MSXBR-L (http://www.msxbrl.cjb.net/) - Lista nacional de MSX
Velhos e Bons Tempos do MSX (http://www.geocities.com/andre_nho/jmsx/)
História do MSX (http://www.dhnet.org.br/ciber/democratizar/msx/msxhist.htm)
MSXPro (http://www.msxpro.com/)
((en (http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_inglesa))) MSX-ALL - Tudo para MSX (http://www.msxall.com/)
MSX.bas - Programas MSX Basic (http://www.basic.msxall.com/)
MSX By Marcelo Eiras (http://www.marceloeiras.com.br/msxsite/hist.htm)
((ja (http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_japonesa))) MSX Association (http://www.msxa.fcm.co.jp/)
((en (http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_inglesa))) Informações sobre MSX (http://msxposse.com/)
MSX Resource Center Foundation (http://br.msx.org/)
((en (http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_inglesa))) blueMSX, um emulador de MSX para Windows (http://www.bluemsx.com/)
MarMSX Develop - Site dedicado ao desenvolvimento de jogos e programas para o MSX (http://www.eng.uerj.br/%7Emarcelo/msx/)