22/01/2006, 22:59
Excelente! Esse jogo consegue misturar "GTA" com "Driver" sem parecer forçado, sem puxar a sardinha mais para um dos lados.
Nunca joguei o primeiro, mas parece que o enredo desse novo game não tem nada haver com o original. Enfim, o jogo te coloca na pele de um policial novato (pelo que entendi, ele era criminoso, mas agora é tira graças a ajuda de outro detetive que encobriu várias sujeiras dele do passado). Logo no começo a coisa muda de figura, ao contrário do que muitos poderiam pensar durante a primeira e a segunda fase. Bom, no caso do enredo é o suficiente pra quem tiver interesse saber só isso, o resto vai acontencendo. :D
Gráficos
Sobre os gráficos, eles são muito bons, embora o framerate seja instável demais. Mas como costumo dizer, para retratar cidades enormes e cheias de "efeitos", qualquer um merece crédito já pela coragem de tentar, e no caso da Nova York de True Crime, o pessoal conseguiu um trabalho muito bem feito.
Claro, dezenas de bugs e pequenos defeitos aqui e ali, sem falar no framerate instável como já citei, ainda assim, não podem ser motivos para alguém crucificar o jogo, pois é muito difícil recriar tanta vida com o poder do PS2. Elementos como enredo, som e jogabilidade também devem ser analisados com muito cuidado.
Sobre a cidade em si, ela é enorme, cheia de vida, carros de vários tipos, pedestres em vários lugares, lixo voado pelas ruas, chuva, neve, pistas molhadas, reflexos, partículas etc. Tudo isso é a Nova York como a conhecemos nos filmes e jogos, a cidade que nunca dorme.
Som
Partindo para o lado sonoro da coisa, também não posso reclamar. Os carros e motos contam com um music player que toca muita coisa, desde Punk Rock, passando por Rap, até música alternativa. Não é rádio, vale lembrar, já que não existem comerciais nem DJs pra encher lingüiça. Até agora estou bem no começo, mas pelo mapa da cidade vejo que alguns lugares (Music Stores) provavelmente liberam mais músicas ou algo relacionado a elas. (edit: sim, nesses lugares é possível comprar mais músicas de vários estilos).
Os efeitos ficaram bem bacanas também. O som das armas, as falas e os gritos dos pedestres e os do personagem são bem convincentes, bem como a dublagem durante as cut-scenes e o feeling cinematográfico delas também.
Jogabilidade
Sou muito suspeito para falar sobre isso. Até pouco tempo atrás eu era PC gamer em tempo integral, mouse e teclado eram meus conpanheiros e eu sempre soube que eles são os melhores. Claro, o DualShock 2 é a opção mais comum do PS2, então é com ele que vamos nos virar para controlar o personagem principal.
Desse modo, claro, podem esperar por um controle meio desengonçado em relação à câmera e à mira. Contudo, a mira automática parece ser bem eqüilibrada, pois de longe você não acerta os tiros, mas de perto são pouquíssimas balas pra despachar um criminoso. A mira de precisão (R3) deixa o cenário em bullet-time (nem tanto assim) para auxiliar durante os tiroteios envolvendo reféns ou durante as perseguições de carro, onde dirigir e atirar não é tarefa fácil.
O controle dos carros é mais pesado, diferente do que existe de certa forma em GTA. Você pode ir comprando skills na garagem da delegacia para melhorar sua capacidade de dirigir e pilotar, bem como comprar carros novos e melhores. Eu diria que o controle dos veículos em True Crime não permite o jogador brincar tanto, mesmo porque o tráfego de NY é pesado. É pegar o carro/moto, dirigir até determinado local e pronto. Também existem motos, mas essas são mais difícies ainda de se pilotar. Enfim, tudo mesmo é uma questão de necessidade, não de "brincadeira" pelas ruas.
Os movimentos dos personagens, pelo que eu sempre escutei sobre o primeiro True Crime, são caracterizados por lutas envolvendo uma variedade de golpes considerável, sem falar que eles "mudam" de impacto dependendo do armamento que você tenha equipado na ocasião. Por exemplo: pegue um suspeito pulando e o agarrando, ficando então em cima dele enquanto o mesmo está deitado. Você pode daí bater a cabeça dele no chão ou dar socos na cara do infeliz até ele desistir (o som dos socos é demais). Agarrando alguém em pé, pelas constas ou pela frente, também permite ao jogador outras várias formas de neutralizar a ameaça (pela frente você pode socar a cara do maluco; pelas costas você pode dar socos nos rins do coitado e finalmente nocauteá-lo com um soco na nuca). O mesmo pode ser feito com o cassetete ou tacos de baseball.
Dependendo do modo e a situação onde você faz isso com alguém, sua conduta pode subir para qualificá-lo com um policial ruim ou bom, tudo vai depender da necessidade de tanta violência.
Você pode revistar as pessoas ao invés de bater (já que a ordem certa mesmo é revistar e, caso seja necessário, depois bater, hehehe). Fazendo isso, você pode encontrar coisas ilegais (armas, pornografia, drogas etc, mas é só a idéia, claro, nada disso aparece em forma de objeto, só em forma de quantidade no menu). Se você não encontrar nada, ainda, você pode plantar evidências falsas na pessoa e justificar um espancamento e uma prisão (os civis dizendo "Ei, isso não é meu! Você nem parece um policial!!!" é impagável :-D). Alguns ainda tentam te subornar, ficando a cargo do jogador decidir (bad cop) ou não (good cop) pegar a grana.
Agora, ser mau de verdade é entrar em uma loja e agarrar o(a) gerente com um mata-leão e ameaçá-lo(a) com tapas ou com uma arma apontada na cabeça. Uma barra que mostra três "!" aparece, e você então deve apontar o marcador no centro três vezes. Se a vítima ficar muito nervosa: tapões no rosto dela mesma ficar mais "zem"; Se ela ficar confiante demais em sua bondade, experimente apontar a arma e o coração dela vai a mil. Terminando essa sessão violenta, você ganha pontos para bad cop e uma grana extra.
A opção é vender esses produtos apreendidos em pawn shops (bad cop) ou entregá-los na delegacia (good cop).
Fora da estória principal, você basicamente deve ganhar dinheiro trabalhando como policial. Numa viatura ou carro de civil, você recebe pelo rádio informações de crimes em andamento (brigas de rua, assaltos, estupros etc) e deve ir até lá resolver, mesmo que pra isso seja necessário matar o(s) criminoso(s) e apreender tudo que for ilegal na ocasião. Seu dinheiro (seja fruto de bad ou good cop, serve para muitas coisas, mas que ainda não sei, pois estou no começo).
____________________
Finalmente, termino essa pequena análise (sério, eu ia postar só perguntando se alguém gostou, mas acabei escrevendo isso tudo :P). Me desculpem pelas falhas de coerência e coesão, não costumo escrever muito sem revisar minuciosamente, mas dessa vez foi. Ah, se esquci de citar algo interessante sobre o jogo, por favor, citem (sem spoilers, claro). Agradeço qualquer ajuda! :rox
O jogo é bom, mesmo com todos esses defeitos, garante uma boa diversão. Sendo um jogo sério, onde o fator liberdade não permite que você saia bagunçando por aí sem ser punido, True Crime é um trabalho de policial com um enredo meio clichê ao fundo, mas que serve muito bem pra mostrar mais uma vez NY e suas peculiaridades.
Ótimo para quem não é chato e bota defeito em tudo, hehehe.
Nota: 8/10. :lol :lol :lol :lol
Nunca joguei o primeiro, mas parece que o enredo desse novo game não tem nada haver com o original. Enfim, o jogo te coloca na pele de um policial novato (pelo que entendi, ele era criminoso, mas agora é tira graças a ajuda de outro detetive que encobriu várias sujeiras dele do passado). Logo no começo a coisa muda de figura, ao contrário do que muitos poderiam pensar durante a primeira e a segunda fase. Bom, no caso do enredo é o suficiente pra quem tiver interesse saber só isso, o resto vai acontencendo. :D
Gráficos
Sobre os gráficos, eles são muito bons, embora o framerate seja instável demais. Mas como costumo dizer, para retratar cidades enormes e cheias de "efeitos", qualquer um merece crédito já pela coragem de tentar, e no caso da Nova York de True Crime, o pessoal conseguiu um trabalho muito bem feito.
Claro, dezenas de bugs e pequenos defeitos aqui e ali, sem falar no framerate instável como já citei, ainda assim, não podem ser motivos para alguém crucificar o jogo, pois é muito difícil recriar tanta vida com o poder do PS2. Elementos como enredo, som e jogabilidade também devem ser analisados com muito cuidado.
Sobre a cidade em si, ela é enorme, cheia de vida, carros de vários tipos, pedestres em vários lugares, lixo voado pelas ruas, chuva, neve, pistas molhadas, reflexos, partículas etc. Tudo isso é a Nova York como a conhecemos nos filmes e jogos, a cidade que nunca dorme.
Som
Partindo para o lado sonoro da coisa, também não posso reclamar. Os carros e motos contam com um music player que toca muita coisa, desde Punk Rock, passando por Rap, até música alternativa. Não é rádio, vale lembrar, já que não existem comerciais nem DJs pra encher lingüiça. Até agora estou bem no começo, mas pelo mapa da cidade vejo que alguns lugares (Music Stores) provavelmente liberam mais músicas ou algo relacionado a elas. (edit: sim, nesses lugares é possível comprar mais músicas de vários estilos).
Os efeitos ficaram bem bacanas também. O som das armas, as falas e os gritos dos pedestres e os do personagem são bem convincentes, bem como a dublagem durante as cut-scenes e o feeling cinematográfico delas também.
Jogabilidade
Sou muito suspeito para falar sobre isso. Até pouco tempo atrás eu era PC gamer em tempo integral, mouse e teclado eram meus conpanheiros e eu sempre soube que eles são os melhores. Claro, o DualShock 2 é a opção mais comum do PS2, então é com ele que vamos nos virar para controlar o personagem principal.
Desse modo, claro, podem esperar por um controle meio desengonçado em relação à câmera e à mira. Contudo, a mira automática parece ser bem eqüilibrada, pois de longe você não acerta os tiros, mas de perto são pouquíssimas balas pra despachar um criminoso. A mira de precisão (R3) deixa o cenário em bullet-time (nem tanto assim) para auxiliar durante os tiroteios envolvendo reféns ou durante as perseguições de carro, onde dirigir e atirar não é tarefa fácil.
O controle dos carros é mais pesado, diferente do que existe de certa forma em GTA. Você pode ir comprando skills na garagem da delegacia para melhorar sua capacidade de dirigir e pilotar, bem como comprar carros novos e melhores. Eu diria que o controle dos veículos em True Crime não permite o jogador brincar tanto, mesmo porque o tráfego de NY é pesado. É pegar o carro/moto, dirigir até determinado local e pronto. Também existem motos, mas essas são mais difícies ainda de se pilotar. Enfim, tudo mesmo é uma questão de necessidade, não de "brincadeira" pelas ruas.
Os movimentos dos personagens, pelo que eu sempre escutei sobre o primeiro True Crime, são caracterizados por lutas envolvendo uma variedade de golpes considerável, sem falar que eles "mudam" de impacto dependendo do armamento que você tenha equipado na ocasião. Por exemplo: pegue um suspeito pulando e o agarrando, ficando então em cima dele enquanto o mesmo está deitado. Você pode daí bater a cabeça dele no chão ou dar socos na cara do infeliz até ele desistir (o som dos socos é demais). Agarrando alguém em pé, pelas constas ou pela frente, também permite ao jogador outras várias formas de neutralizar a ameaça (pela frente você pode socar a cara do maluco; pelas costas você pode dar socos nos rins do coitado e finalmente nocauteá-lo com um soco na nuca). O mesmo pode ser feito com o cassetete ou tacos de baseball.
Dependendo do modo e a situação onde você faz isso com alguém, sua conduta pode subir para qualificá-lo com um policial ruim ou bom, tudo vai depender da necessidade de tanta violência.
Você pode revistar as pessoas ao invés de bater (já que a ordem certa mesmo é revistar e, caso seja necessário, depois bater, hehehe). Fazendo isso, você pode encontrar coisas ilegais (armas, pornografia, drogas etc, mas é só a idéia, claro, nada disso aparece em forma de objeto, só em forma de quantidade no menu). Se você não encontrar nada, ainda, você pode plantar evidências falsas na pessoa e justificar um espancamento e uma prisão (os civis dizendo "Ei, isso não é meu! Você nem parece um policial!!!" é impagável :-D). Alguns ainda tentam te subornar, ficando a cargo do jogador decidir (bad cop) ou não (good cop) pegar a grana.
Agora, ser mau de verdade é entrar em uma loja e agarrar o(a) gerente com um mata-leão e ameaçá-lo(a) com tapas ou com uma arma apontada na cabeça. Uma barra que mostra três "!" aparece, e você então deve apontar o marcador no centro três vezes. Se a vítima ficar muito nervosa: tapões no rosto dela mesma ficar mais "zem"; Se ela ficar confiante demais em sua bondade, experimente apontar a arma e o coração dela vai a mil. Terminando essa sessão violenta, você ganha pontos para bad cop e uma grana extra.
A opção é vender esses produtos apreendidos em pawn shops (bad cop) ou entregá-los na delegacia (good cop).
Fora da estória principal, você basicamente deve ganhar dinheiro trabalhando como policial. Numa viatura ou carro de civil, você recebe pelo rádio informações de crimes em andamento (brigas de rua, assaltos, estupros etc) e deve ir até lá resolver, mesmo que pra isso seja necessário matar o(s) criminoso(s) e apreender tudo que for ilegal na ocasião. Seu dinheiro (seja fruto de bad ou good cop, serve para muitas coisas, mas que ainda não sei, pois estou no começo).
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Finalmente, termino essa pequena análise (sério, eu ia postar só perguntando se alguém gostou, mas acabei escrevendo isso tudo :P). Me desculpem pelas falhas de coerência e coesão, não costumo escrever muito sem revisar minuciosamente, mas dessa vez foi. Ah, se esquci de citar algo interessante sobre o jogo, por favor, citem (sem spoilers, claro). Agradeço qualquer ajuda! :rox
O jogo é bom, mesmo com todos esses defeitos, garante uma boa diversão. Sendo um jogo sério, onde o fator liberdade não permite que você saia bagunçando por aí sem ser punido, True Crime é um trabalho de policial com um enredo meio clichê ao fundo, mas que serve muito bem pra mostrar mais uma vez NY e suas peculiaridades.
Ótimo para quem não é chato e bota defeito em tudo, hehehe.
Nota: 8/10. :lol :lol :lol :lol