Pack Man
24/03/2008, 11:16
“É inaceitável que o futebol seja colocado em segundo plano para realização de um evento de música axé no gramado do estádio!”
Erguido em 1963 o gigante da Pampulha foi palco de grandes e memoráveis espetáculos. Com capacidade inicial de 130.000 pessoas, tornou-se o segundo maior estádio do país atrás apenas do Maracanã.
http://crufotos.files.wordpress.com/2007/06/foto_01.jpg?w=445&h=318
O projeto de construção do Mineirão antecede em mais de 25 anos a sua data real de inauguração quando na década de 1940 pretendia-se erguer em BH um estádio com grande capacidade já que os três maiores clubes da capital possuíam seus próprios estádios mas estes sem estrutura para receber a crescente demanda de torcedores. Todos com capacidade máxima de 10.000 pessoas.
No fim dos anos de 1940 com Belo Horizonte sendo confirmada uma das sedes da Copa do Mundo de 1950, a cidade se viu obrigada a construir um estádio maior e que comportasse um evento do porte de uma Copa. O modesto clube Sete de Setembro ficou encarregado de comandar as obras do novo campo. Nascia assim o estádio Independência, que apesar dos receios quanto a sua conclusão a tempo da Copa do Mundo acabou sendo entregue em tempo para a partida entre Iugoslávia e Suíca em 25 de junho de 1950 com a prefeitura de Belo Horizonte tendo assumido a frente do projeto .
No início da década de 1950 inicia-se em BH um processo para construção de um estádio ainda maior, a principio um projeto para um estádio universitário nas imediações do campus da Universidade Federal na Pampulha.
Surgiram outras propostas, inclusive para construção do estádio no terreno que hoje é o BH Shopping mas em 1959 o governador Bias Fortes assinou a lei para criação do Mineirão aumentando e muito o projeto inicial para 100.000 torcedores.
Neste mesmo ano começaram as obras, em terreno cedido pela Universidade Federal que via na construção do estádio eficiente medida para ocupação da ainda deserta região da Pampulha.
A construção do Mineirão foi um marco para a engenharia nacional, com inúmeros avanços em sua construção. Seus engenheiros fizeram uma grande análise do Maracanã localizando deficiências a não serem repetidas no projeto. Foram inclusive ao Japão que acabara de erguer arenas olímpicas de onde vieram muitas das inovações de sua construção
Com trabalhos em três turnos, 24 horas de construção, mais de 5000 pessoas envolvidas no projeto o gigante da Pampulha foi finalmente erguido com sua estréia em 5 de setembro de 1965 com uma partida amistosa entre Seleção Mineira e o River Plate da Argentina.
Desde então o Mineirão foi palco de memoráveis momentos, sem nenhum fanatismo, todos eles do Cruzeiro já que não existe sequer um registro de uma grande conquista das cocotas no estádio.
Na história recente é fácil lembrar de duas Super Copas em 1991 e 1992, Libertadores de 1997, Copa do Brasil e Brasileiro de 2003 que junto com o Mineiro 2003 deram a Tríplice Coroa ao Cruzeiro.
Fora das quatro linhas, também foi palco de outros momentos dignos de estarem imortalizados na história do estádio como a quebra do recorde de publico na final do Mineiro de 1997 quando o Cruzeiro levou 132.834 torcedores ao estádio para assistirem a mais uma conquista celeste.
Em 1992, a torcida Cruzeirense proporcionou a maior média de público pagante em todas as competições do futebol mundial até hoje. Nunca uma torcida manteve uma regularidade tão grande em todas as partidas de sua equipe em uma competição. Na campanha da Supercopa daquele ano, os cruzeirenses estabeleceram uma média de 73 mil pagantes nas partidas realizadas em Belo Horizonte. Empurraram o time para o título de bi-campeão da Supercopa lotando o Mineirão em todos os jogos. Uma marca mundial.
Qual a razão de trazer esse pedaço da história do nosso estádio?
Qual a razão de trazer alguns episódios memoráveis da história do estádio que se fundem com a história do Cruzeiro?
Por quê toda a luta de 5 mil operários, todo empenho de políticos e governantes para que Belo Horizonte tivesse um grande palco para o espetáculo único e exclusivamente do futebol está sendo desrespeitada?
É inaceitável que o futebol seja colocado em segundo plano para realização de um evento de música axé no gramado do estádio!
Para agravar a situação e deixar perplexos qualquer amante do futebol, no ano em que o Cruzeiro está participando da Copa Libertadores, maior competição do continente o time se vê obrigado a mudar a praça do jogo para Ipatinga pois o nosso lendário Mineirão estará sendo preparado para o show de tosco-music.
E não pensem que minha rixa é apenas devido a ser um show de músicas débeis-rebolativas. Estive dia 2 de março no Parque Antártica em São Paulo para o show do Iron Maiden e comentei sobre a cobertura que usaram sobre a grama. Uma manta emborrachada, você percebia que era uma coisa tecnológica e até pensei que aquilo realmente iria amortecer o impacto sobre o gramado e permitir seu uso para o futebol na logo na sequência. Mas na semana passada Wanderley Luxemburgo reclamou na imprensa do estado do gramado após o show, pois a grama foi compactada de tal maneira que acabou com a drenagem do campo.
Agora, além do prejuízo de jogar sem o apoio de grande parte da torcida, o Cruzeiro corre o risco de nos jogos seguintes enfrentar um gramado danificado, e que pode levar a sérias lesões nos jogadores.
Belo horizonte tem dezenas de outras área, o próprio estádio do Independência foi palco de vários shows como este, agora , por quê o Mineirão? Temos o Mega Space, temos o Expominas. O tal do “Espaço Folia” no bairro Olhos D’água não foi criado para reunião dos seres que querem ficar rebolando e requebrando? MAS POR QUE O MINEIRÃO?
MINEIRÃO É ESTÁDIO DE FUTEBOL! E PONTO FINAL!
Se você assim como eu está revoltado, deixe o seu comentário. Vamos reunir todos eles e entregá-los na ADEMG, Federação Mineira de Futebol e no próprio Cruzeiro.!
Marcão TFC (perfil completo (http://cruzeirense.wordpress.com/colunistas-do-bc-marcao-tfc/))
marcão@torcidafanaticruz.com.br (marc%C3%A3o@torcidafanaticruz.com.br)
Fonte: http://cruzeirense.wordpress.com/
Erguido em 1963 o gigante da Pampulha foi palco de grandes e memoráveis espetáculos. Com capacidade inicial de 130.000 pessoas, tornou-se o segundo maior estádio do país atrás apenas do Maracanã.
http://crufotos.files.wordpress.com/2007/06/foto_01.jpg?w=445&h=318
O projeto de construção do Mineirão antecede em mais de 25 anos a sua data real de inauguração quando na década de 1940 pretendia-se erguer em BH um estádio com grande capacidade já que os três maiores clubes da capital possuíam seus próprios estádios mas estes sem estrutura para receber a crescente demanda de torcedores. Todos com capacidade máxima de 10.000 pessoas.
No fim dos anos de 1940 com Belo Horizonte sendo confirmada uma das sedes da Copa do Mundo de 1950, a cidade se viu obrigada a construir um estádio maior e que comportasse um evento do porte de uma Copa. O modesto clube Sete de Setembro ficou encarregado de comandar as obras do novo campo. Nascia assim o estádio Independência, que apesar dos receios quanto a sua conclusão a tempo da Copa do Mundo acabou sendo entregue em tempo para a partida entre Iugoslávia e Suíca em 25 de junho de 1950 com a prefeitura de Belo Horizonte tendo assumido a frente do projeto .
No início da década de 1950 inicia-se em BH um processo para construção de um estádio ainda maior, a principio um projeto para um estádio universitário nas imediações do campus da Universidade Federal na Pampulha.
Surgiram outras propostas, inclusive para construção do estádio no terreno que hoje é o BH Shopping mas em 1959 o governador Bias Fortes assinou a lei para criação do Mineirão aumentando e muito o projeto inicial para 100.000 torcedores.
Neste mesmo ano começaram as obras, em terreno cedido pela Universidade Federal que via na construção do estádio eficiente medida para ocupação da ainda deserta região da Pampulha.
A construção do Mineirão foi um marco para a engenharia nacional, com inúmeros avanços em sua construção. Seus engenheiros fizeram uma grande análise do Maracanã localizando deficiências a não serem repetidas no projeto. Foram inclusive ao Japão que acabara de erguer arenas olímpicas de onde vieram muitas das inovações de sua construção
Com trabalhos em três turnos, 24 horas de construção, mais de 5000 pessoas envolvidas no projeto o gigante da Pampulha foi finalmente erguido com sua estréia em 5 de setembro de 1965 com uma partida amistosa entre Seleção Mineira e o River Plate da Argentina.
Desde então o Mineirão foi palco de memoráveis momentos, sem nenhum fanatismo, todos eles do Cruzeiro já que não existe sequer um registro de uma grande conquista das cocotas no estádio.
Na história recente é fácil lembrar de duas Super Copas em 1991 e 1992, Libertadores de 1997, Copa do Brasil e Brasileiro de 2003 que junto com o Mineiro 2003 deram a Tríplice Coroa ao Cruzeiro.
Fora das quatro linhas, também foi palco de outros momentos dignos de estarem imortalizados na história do estádio como a quebra do recorde de publico na final do Mineiro de 1997 quando o Cruzeiro levou 132.834 torcedores ao estádio para assistirem a mais uma conquista celeste.
Em 1992, a torcida Cruzeirense proporcionou a maior média de público pagante em todas as competições do futebol mundial até hoje. Nunca uma torcida manteve uma regularidade tão grande em todas as partidas de sua equipe em uma competição. Na campanha da Supercopa daquele ano, os cruzeirenses estabeleceram uma média de 73 mil pagantes nas partidas realizadas em Belo Horizonte. Empurraram o time para o título de bi-campeão da Supercopa lotando o Mineirão em todos os jogos. Uma marca mundial.
Qual a razão de trazer esse pedaço da história do nosso estádio?
Qual a razão de trazer alguns episódios memoráveis da história do estádio que se fundem com a história do Cruzeiro?
Por quê toda a luta de 5 mil operários, todo empenho de políticos e governantes para que Belo Horizonte tivesse um grande palco para o espetáculo único e exclusivamente do futebol está sendo desrespeitada?
É inaceitável que o futebol seja colocado em segundo plano para realização de um evento de música axé no gramado do estádio!
Para agravar a situação e deixar perplexos qualquer amante do futebol, no ano em que o Cruzeiro está participando da Copa Libertadores, maior competição do continente o time se vê obrigado a mudar a praça do jogo para Ipatinga pois o nosso lendário Mineirão estará sendo preparado para o show de tosco-music.
E não pensem que minha rixa é apenas devido a ser um show de músicas débeis-rebolativas. Estive dia 2 de março no Parque Antártica em São Paulo para o show do Iron Maiden e comentei sobre a cobertura que usaram sobre a grama. Uma manta emborrachada, você percebia que era uma coisa tecnológica e até pensei que aquilo realmente iria amortecer o impacto sobre o gramado e permitir seu uso para o futebol na logo na sequência. Mas na semana passada Wanderley Luxemburgo reclamou na imprensa do estado do gramado após o show, pois a grama foi compactada de tal maneira que acabou com a drenagem do campo.
Agora, além do prejuízo de jogar sem o apoio de grande parte da torcida, o Cruzeiro corre o risco de nos jogos seguintes enfrentar um gramado danificado, e que pode levar a sérias lesões nos jogadores.
Belo horizonte tem dezenas de outras área, o próprio estádio do Independência foi palco de vários shows como este, agora , por quê o Mineirão? Temos o Mega Space, temos o Expominas. O tal do “Espaço Folia” no bairro Olhos D’água não foi criado para reunião dos seres que querem ficar rebolando e requebrando? MAS POR QUE O MINEIRÃO?
MINEIRÃO É ESTÁDIO DE FUTEBOL! E PONTO FINAL!
Se você assim como eu está revoltado, deixe o seu comentário. Vamos reunir todos eles e entregá-los na ADEMG, Federação Mineira de Futebol e no próprio Cruzeiro.!
Marcão TFC (perfil completo (http://cruzeirense.wordpress.com/colunistas-do-bc-marcao-tfc/))
marcão@torcidafanaticruz.com.br (marc%C3%A3o@torcidafanaticruz.com.br)
Fonte: http://cruzeirense.wordpress.com/