NintendoGuy
29/10/2008, 20:12
Pouca gente sabe, mas o Windows Vista que está nas lojas não é o que a Microsoft tinha em mente. O projeto original, codinome Longhorn, era muito mais ambicioso. Entretanto, em Agosto de 2004 a Microsoft decidiu que ele tinha se tornado complexo demais e anunciou que iria redimensionar o escopo de seu próximo sistema operacional.
Na prática, a empresa abandonou o Longhorn, baseado no código-fonte do Windows XP, e começou o desenvolvimento do Windows Vista tendo como base o código do Windows Server 2003 (mais sobre isso aqui (http://www.windows-now.com/blogs/robert/archive/2004/08/29/4987.aspx) e aqui (http://www.windows-now.com/blogs/robert/archive/0001/01/01/5163.aspx)). Alguns recursos, como a interface Aero, foram portados para a nova base de código. Outros, como o novo sistema de arquivos WinFS, foram cortados.
Mas alguns fãs, desapontados com o Windows Vista, se reuniram com a missão de “ressuscitar” o Longhorn com um projeto chamado Longhorn Reloaded (http://longhorn-reloaded.org/).
A idéia é terminar o que a Microsoft começou, completando o sistema operacional. Sem dúvida uma tarefa complexa. A base para o projeto é uma versão do Longhorn (6.0.4074) distribuída entre desenvolvedores durante a WinHEC (Windows Hardware Engineers Conference) em 2004.
O primeiro fruto do projeto, Longhorn Reloaded Milestone 1, pode ser baixado gratuitamente no site oficial. Para instalação, uma chave de ativação (fornecida junto com a imagem ISO) é necessá¡ria. Esta versão ainda é um “early alpha”, com pouco suporte a hardware, mas a julgar por um screenshot no site da ZDNet (abaixo), esta versão traz interface com sidebar, janelas do Explorer com temas diferentes de acordo com o conteúdo e, aparentemente, uma implementação do WinFS (a julgar pelo que parece um campo para queries no screenshot).
http://zumo.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2007/05/longhorn-reloaded.jpg
É difícil determinar o quão longe os desenvolvedores poderão chegar sem acesso ao código-fonte do sistema, ou sem que o esquadrão legal da Microsoft os mande para o espaço. Entusiastas do BeOS estão tendo sucesso ao construir uma versão Open Source de seu sistema operacional favorito (o Haiku (http://haiku-os.org/)), tendo como base apenas a documentação das interfaces de programação (APIs) do sistema.
Mas aqui devemos levar em conta que o BeOS é um sistema menor (e muito melhor documentado) que o Windows, e que sua natureza altamente modular ajuda no processo, possibilitando que os desenvolvedores substituam um “pedacinho” de cada vez até terem algo completamente novo. Como o Longhorn era algo em desenvolvimento, documentação não deve ser algo abundante.
De qualquer forma, o Longhorn Reloaded um projeto no qual vale a pena ficar de olho, nem que por pura curiosidade. E pra arrematar, um video-conceito de como a Microsoft imaginava o Longhorn, mostrado durante uma conferência em 2003:
http://www.youtube.com/watch?v=b9ifQvQCO7Y b9ifQvQCO7Y Fonte: Verdana (http://zumo.uol.com.br/2007/05/28/windows-longhorn-volta-do-mundo-dos-mortos/)
Na prática, a empresa abandonou o Longhorn, baseado no código-fonte do Windows XP, e começou o desenvolvimento do Windows Vista tendo como base o código do Windows Server 2003 (mais sobre isso aqui (http://www.windows-now.com/blogs/robert/archive/2004/08/29/4987.aspx) e aqui (http://www.windows-now.com/blogs/robert/archive/0001/01/01/5163.aspx)). Alguns recursos, como a interface Aero, foram portados para a nova base de código. Outros, como o novo sistema de arquivos WinFS, foram cortados.
Mas alguns fãs, desapontados com o Windows Vista, se reuniram com a missão de “ressuscitar” o Longhorn com um projeto chamado Longhorn Reloaded (http://longhorn-reloaded.org/).
A idéia é terminar o que a Microsoft começou, completando o sistema operacional. Sem dúvida uma tarefa complexa. A base para o projeto é uma versão do Longhorn (6.0.4074) distribuída entre desenvolvedores durante a WinHEC (Windows Hardware Engineers Conference) em 2004.
O primeiro fruto do projeto, Longhorn Reloaded Milestone 1, pode ser baixado gratuitamente no site oficial. Para instalação, uma chave de ativação (fornecida junto com a imagem ISO) é necessá¡ria. Esta versão ainda é um “early alpha”, com pouco suporte a hardware, mas a julgar por um screenshot no site da ZDNet (abaixo), esta versão traz interface com sidebar, janelas do Explorer com temas diferentes de acordo com o conteúdo e, aparentemente, uma implementação do WinFS (a julgar pelo que parece um campo para queries no screenshot).
http://zumo.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2007/05/longhorn-reloaded.jpg
É difícil determinar o quão longe os desenvolvedores poderão chegar sem acesso ao código-fonte do sistema, ou sem que o esquadrão legal da Microsoft os mande para o espaço. Entusiastas do BeOS estão tendo sucesso ao construir uma versão Open Source de seu sistema operacional favorito (o Haiku (http://haiku-os.org/)), tendo como base apenas a documentação das interfaces de programação (APIs) do sistema.
Mas aqui devemos levar em conta que o BeOS é um sistema menor (e muito melhor documentado) que o Windows, e que sua natureza altamente modular ajuda no processo, possibilitando que os desenvolvedores substituam um “pedacinho” de cada vez até terem algo completamente novo. Como o Longhorn era algo em desenvolvimento, documentação não deve ser algo abundante.
De qualquer forma, o Longhorn Reloaded um projeto no qual vale a pena ficar de olho, nem que por pura curiosidade. E pra arrematar, um video-conceito de como a Microsoft imaginava o Longhorn, mostrado durante uma conferência em 2003:
http://www.youtube.com/watch?v=b9ifQvQCO7Y b9ifQvQCO7Y Fonte: Verdana (http://zumo.uol.com.br/2007/05/28/windows-longhorn-volta-do-mundo-dos-mortos/)