01/01/2005, 00:41
Matéria especial: 15 anos do lançamento de The Simpsons!
Atendendo a centenas :-D de pedidos dos leitores Retrospace, resolvi criar um tópico e homenagear um dos grandes arcades lançados pela Konami. Desnecessário descrever o famoso desenho criado por Matt Groening, que originou este conhecido jogo de fliperama.
The Simpsons estreou nos arcades em 1991, e chamou a atenção pela abertura – similar a do desenho – e por ser muito divertido, de uma criatividade que só o pessoal da Konami sabia ( e ainda sabe) fazer. É claro que, na elaboração do roteiro do jogo, foram deixadas as cenas, os comentários ácidos e politicamente incorretos do desenho passado na tv, deixando que a estória do game se desenvolvesse de uma forma que agradasse o público mais jovem. Assim o game se tornou mais acessível às famílias que iam aos shoppings nos fins de semana se entreter com jogos eletrônicos sem maiores constrangimentos. Foram utilizados gráficos simples, mas muito cativantes e coloridos. A riqueza dos detalhes apresentados não somente nos personagens principais mas também nos inimigos, cenários etc., contribuiu para que o jogo se mostrasse o mais vivo e atraente possível. Naquela época, os jogos de fliperama deviam apresentar imperativamente características marcantes, e com The Simpsons não foi diferente. O jogo fez bastante sucesso!
Os combates contra alguns chefes eram memoráveis! Principalmente contra o urso na floresta, e também com a assustadora bola de boliche! É isso mesmo, ela aparecia na fase dos sonhos (dreamland), quando um dos personagens jogáveis, durante o curso do jogo, caía na cachoeira e desmaiava. A fase dos sonhos era totalmente non sense (sem sentido), mas simplesmente hilário.
O jogo.
Acontece um roubo numa joalheria de Springfield. Os Simpsons passeiam tranqüilamente quando são surpreendidos pelo ladrão (Smitters, o assistente de Burns) fugindo do local. Com o choque, um valioso diamante voa pelos ares e acaba caindo na... boca da Maggie! (“Suck! Suck!”).O ladrão, todo afobado, acaba raptando Maggie junto com o diamante, para desespero de Homer e Marge. A aventura então começa... e você pode escolher entre quatro personagens jogáveis, da esquerda para a direita: Marge, Homer, Bart e Lisa. Suas características de ataque e defesa são semelhantes, variam muito pouco de um para outro. O que é mais interessante na jogabilidade é a possibilidade de realizar junto com seu companheiro de jogo uma combinação de ataque especial, que age temporariamente e de forma eficaz contra os oponentes. Combine por exemplo Bart e Homer ou Lisa e Bart para ver o que acontece.
Os controles eram bem simples, os golpes eram o típico padrão Konami: Um botão para golpes físicos (socos e chutes), um botão para saltos e a alavanca para locomover os personagens na tela. A combinação de movimentos resultava em novos golpes, como voadoras.
O jogo era dividido nas seguintes fases:
- Downtown Springfield: o jogo começava na cidade, na frente da joalheria onde ocorreu o rapto de Maggie. O chefe de fase era um engraçado “wrestler”, que às vezes deixava seu calção cair... Bonus Stage: aqui o objetivo é encher seu balão apertando rapidamente os dois botões;
- Amusement Park: aqui no parque de diversões aparecia Milhouse, o amiguinho de Bart que carregava um poderoso martelo, uma ótima arma para enfrentar o boss dessa fase;
- The Cemetery: Bart podia utilizar crânios e até um estilingue para derrubar seus oponentes. O destaque ficava por conta da coreografia estilo “Michael Jackson’s Thriller” dos mortos- vivos. Os chefes dessa fase eram os irmãos cara- de- pau, que guardavam uma das portas da Moe’s Tavern;
- Moe’s Tavern: a ação se passava dentro da Taverna do Moe. No seu balcão havia uma torta para repor as energias. Na sala de jogos tinha mais um estilingue e também uma bola de bilhar para usar como arma. Costumava reparar nos jogos de fliperama. Também dava uma paradinha na frente do palco das dançarinas para curtir! O bêbado era outro chefe hilário do jogo! Ele literalmente tava de fogo!
- Springfield Butte: era a conhecida fase da floresta, onde enfrentávamos o urso que havia escapado no parque de diversões. Páreo duro! Aqui Bart tenta salvar Maggie, que está boiando na água do rio, mas ela é raptada novamente pelo assistente de Burns. Bart acaba sendo levado pela correnteza e jogado no leito de uma cachoeira. Começa uma das fases mais legais do game...
- Dreamland: Rosquinhas ambulantes, diabinhos em forma de Bart, saxofones voadores e fantasmas usando uniformes anti- radiação. Todos os elementos presentes na vida da família Simpson estavam aqui, na forma de um pesadelo. O chefe dessa fase era aquela assustadora bola de boliche que tomava variadas formas. Era um dos chefes mais desafiantes do jogo. Bônus Stage: a tarefa aqui era fazer Bart acordar do pesadelo, dando tapas no seu rosto. Aqui segue- se uma animação onde Bart flagra o helicóptero descendo num dos estúdios do Canal 6;
- Channel 6: aqui a ação se desenrolava dentro dos estúdios de tv, e passava para o cenário de aliens, onde os Simpsons enfrentavam um robô (sub- chefe). O cenário seguinte era o palco de teatro Kabuki, onde enfrentávamos ninjas e um forte guerreiro japonês armado com uma lança;
- Springfield Nuclear Power Plant: os confrontos finais contra Smitters e com o dono da usina nuclear, Mr. Burns.
Pontos positivos do jogo:
- personagens bem caracterizados;
- ótimos gráficos;
- abertura similar à do desenho animado;
- ótima trilha sonora e efeitos de som;
- muito divertido, principalmente se jogado entre quatro jogadores;
- bom roteiro;
- The Simpsons agradava toda a família com um tema bem leve e não apelativo;
- os combates contra os chefes eram memoráveis.
Pontos negativos do jogo:
- não gostava daquela cor azul- claro do gabinete do arcade. Era horrível!
- o jogo poderia parecer tolo e infantil para alguns jogadores.
Curiosidade: as outras versões de The Simpsons, presented by Konami.
O arcade The Simpsons nunca teve uma versão exclusiva para nenhum sistema de consoles – para tristeza de muitos proprietários de um SuperNES, por exemplo. Por que será? A Konami tratou logo de lançar jogos alternativos com a marca “The Simpsons” tanto para a plataforma SuperNES quanto para o Gênesis Mega Drive, Game Boy e até para o já aclamado, mas defasado NES. Mas infelizmente a versão arcade tornou- se exclusiva dos fliperamas. Confira as outras versões:
Sistema NES (Nintendo Entertainment System):
para os proprietários do “nintendinho” 8- bit, a Konami lançou em 1990 “The Simpsons: Bart Vs. The Space Mutants”, um jogo de aventura do tipo plataforma, bem no estilo “ame ou odeie”. Motivos para amar o jogo: muitos desafios, lugares para fuçar e truques secretos. Motivos para odiar o jogo: gráficos e acabamento polêmicos - muitos acharam que a Konami tinha produzido “garranchos”, ao invés de gráficos decentes para esse jogo - e uma trilha sonora de qualidade duvidosa. Mesmo com toda essa polêmica, o jogo saiu- se relativamente bem. Mas rendeu uma versão meio pavorosa para o Master System, que saiu em 1991.
Ainda para o sistema NES, em 1991 a Konami lançou Bart Vs. World, um joguinho no mesmo estilo plataforma, sem grandes pretensões quanto a gráficos e som. O título também saiu para o Master System posteriormente. Os outros jogos da série:
Sistema SuperNES.
The Simpsons: Itchy & Scratchy
The Simpsons: Bart's Nightmare
The Simpsons in the Krusty's World
The Simpsons: Krusty's Super Fun House
Sistema Gênesis Mega Drive.
The Simpsons: Virtual Bart
The Simpsons: Bart's Nightmare
The Simpsons: The Itchy & Scratchy Game
The Simpsons: Bart vs. Space Mutants
Algumas fotos da versão arcade:
http://uploads.savefile.com/redir/77408.jpg
http://uploads.savefile.com/redir/77410.jpg
http://uploads.savefile.com/redir/77412.jpg
http://uploads.savefile.com/redir/77413.jpg
O arcade The Simpsons fez grande sucesso e possibilitou à Konami lançar uma série de jogos alternativos aos diferentes sistemas de vídeo- game. Com ótimos gráficos e som, The Simpsons ficou marcado como um dos grandes arcades lançados pela empresa.
Até mais! :D
Atendendo a centenas :-D de pedidos dos leitores Retrospace, resolvi criar um tópico e homenagear um dos grandes arcades lançados pela Konami. Desnecessário descrever o famoso desenho criado por Matt Groening, que originou este conhecido jogo de fliperama.
The Simpsons estreou nos arcades em 1991, e chamou a atenção pela abertura – similar a do desenho – e por ser muito divertido, de uma criatividade que só o pessoal da Konami sabia ( e ainda sabe) fazer. É claro que, na elaboração do roteiro do jogo, foram deixadas as cenas, os comentários ácidos e politicamente incorretos do desenho passado na tv, deixando que a estória do game se desenvolvesse de uma forma que agradasse o público mais jovem. Assim o game se tornou mais acessível às famílias que iam aos shoppings nos fins de semana se entreter com jogos eletrônicos sem maiores constrangimentos. Foram utilizados gráficos simples, mas muito cativantes e coloridos. A riqueza dos detalhes apresentados não somente nos personagens principais mas também nos inimigos, cenários etc., contribuiu para que o jogo se mostrasse o mais vivo e atraente possível. Naquela época, os jogos de fliperama deviam apresentar imperativamente características marcantes, e com The Simpsons não foi diferente. O jogo fez bastante sucesso!
Os combates contra alguns chefes eram memoráveis! Principalmente contra o urso na floresta, e também com a assustadora bola de boliche! É isso mesmo, ela aparecia na fase dos sonhos (dreamland), quando um dos personagens jogáveis, durante o curso do jogo, caía na cachoeira e desmaiava. A fase dos sonhos era totalmente non sense (sem sentido), mas simplesmente hilário.
O jogo.
Acontece um roubo numa joalheria de Springfield. Os Simpsons passeiam tranqüilamente quando são surpreendidos pelo ladrão (Smitters, o assistente de Burns) fugindo do local. Com o choque, um valioso diamante voa pelos ares e acaba caindo na... boca da Maggie! (“Suck! Suck!”).O ladrão, todo afobado, acaba raptando Maggie junto com o diamante, para desespero de Homer e Marge. A aventura então começa... e você pode escolher entre quatro personagens jogáveis, da esquerda para a direita: Marge, Homer, Bart e Lisa. Suas características de ataque e defesa são semelhantes, variam muito pouco de um para outro. O que é mais interessante na jogabilidade é a possibilidade de realizar junto com seu companheiro de jogo uma combinação de ataque especial, que age temporariamente e de forma eficaz contra os oponentes. Combine por exemplo Bart e Homer ou Lisa e Bart para ver o que acontece.
Os controles eram bem simples, os golpes eram o típico padrão Konami: Um botão para golpes físicos (socos e chutes), um botão para saltos e a alavanca para locomover os personagens na tela. A combinação de movimentos resultava em novos golpes, como voadoras.
O jogo era dividido nas seguintes fases:
- Downtown Springfield: o jogo começava na cidade, na frente da joalheria onde ocorreu o rapto de Maggie. O chefe de fase era um engraçado “wrestler”, que às vezes deixava seu calção cair... Bonus Stage: aqui o objetivo é encher seu balão apertando rapidamente os dois botões;
- Amusement Park: aqui no parque de diversões aparecia Milhouse, o amiguinho de Bart que carregava um poderoso martelo, uma ótima arma para enfrentar o boss dessa fase;
- The Cemetery: Bart podia utilizar crânios e até um estilingue para derrubar seus oponentes. O destaque ficava por conta da coreografia estilo “Michael Jackson’s Thriller” dos mortos- vivos. Os chefes dessa fase eram os irmãos cara- de- pau, que guardavam uma das portas da Moe’s Tavern;
- Moe’s Tavern: a ação se passava dentro da Taverna do Moe. No seu balcão havia uma torta para repor as energias. Na sala de jogos tinha mais um estilingue e também uma bola de bilhar para usar como arma. Costumava reparar nos jogos de fliperama. Também dava uma paradinha na frente do palco das dançarinas para curtir! O bêbado era outro chefe hilário do jogo! Ele literalmente tava de fogo!
- Springfield Butte: era a conhecida fase da floresta, onde enfrentávamos o urso que havia escapado no parque de diversões. Páreo duro! Aqui Bart tenta salvar Maggie, que está boiando na água do rio, mas ela é raptada novamente pelo assistente de Burns. Bart acaba sendo levado pela correnteza e jogado no leito de uma cachoeira. Começa uma das fases mais legais do game...
- Dreamland: Rosquinhas ambulantes, diabinhos em forma de Bart, saxofones voadores e fantasmas usando uniformes anti- radiação. Todos os elementos presentes na vida da família Simpson estavam aqui, na forma de um pesadelo. O chefe dessa fase era aquela assustadora bola de boliche que tomava variadas formas. Era um dos chefes mais desafiantes do jogo. Bônus Stage: a tarefa aqui era fazer Bart acordar do pesadelo, dando tapas no seu rosto. Aqui segue- se uma animação onde Bart flagra o helicóptero descendo num dos estúdios do Canal 6;
- Channel 6: aqui a ação se desenrolava dentro dos estúdios de tv, e passava para o cenário de aliens, onde os Simpsons enfrentavam um robô (sub- chefe). O cenário seguinte era o palco de teatro Kabuki, onde enfrentávamos ninjas e um forte guerreiro japonês armado com uma lança;
- Springfield Nuclear Power Plant: os confrontos finais contra Smitters e com o dono da usina nuclear, Mr. Burns.
Pontos positivos do jogo:
- personagens bem caracterizados;
- ótimos gráficos;
- abertura similar à do desenho animado;
- ótima trilha sonora e efeitos de som;
- muito divertido, principalmente se jogado entre quatro jogadores;
- bom roteiro;
- The Simpsons agradava toda a família com um tema bem leve e não apelativo;
- os combates contra os chefes eram memoráveis.
Pontos negativos do jogo:
- não gostava daquela cor azul- claro do gabinete do arcade. Era horrível!
- o jogo poderia parecer tolo e infantil para alguns jogadores.
Curiosidade: as outras versões de The Simpsons, presented by Konami.
O arcade The Simpsons nunca teve uma versão exclusiva para nenhum sistema de consoles – para tristeza de muitos proprietários de um SuperNES, por exemplo. Por que será? A Konami tratou logo de lançar jogos alternativos com a marca “The Simpsons” tanto para a plataforma SuperNES quanto para o Gênesis Mega Drive, Game Boy e até para o já aclamado, mas defasado NES. Mas infelizmente a versão arcade tornou- se exclusiva dos fliperamas. Confira as outras versões:
Sistema NES (Nintendo Entertainment System):
para os proprietários do “nintendinho” 8- bit, a Konami lançou em 1990 “The Simpsons: Bart Vs. The Space Mutants”, um jogo de aventura do tipo plataforma, bem no estilo “ame ou odeie”. Motivos para amar o jogo: muitos desafios, lugares para fuçar e truques secretos. Motivos para odiar o jogo: gráficos e acabamento polêmicos - muitos acharam que a Konami tinha produzido “garranchos”, ao invés de gráficos decentes para esse jogo - e uma trilha sonora de qualidade duvidosa. Mesmo com toda essa polêmica, o jogo saiu- se relativamente bem. Mas rendeu uma versão meio pavorosa para o Master System, que saiu em 1991.
Ainda para o sistema NES, em 1991 a Konami lançou Bart Vs. World, um joguinho no mesmo estilo plataforma, sem grandes pretensões quanto a gráficos e som. O título também saiu para o Master System posteriormente. Os outros jogos da série:
Sistema SuperNES.
The Simpsons: Itchy & Scratchy
The Simpsons: Bart's Nightmare
The Simpsons in the Krusty's World
The Simpsons: Krusty's Super Fun House
Sistema Gênesis Mega Drive.
The Simpsons: Virtual Bart
The Simpsons: Bart's Nightmare
The Simpsons: The Itchy & Scratchy Game
The Simpsons: Bart vs. Space Mutants
Algumas fotos da versão arcade:
http://uploads.savefile.com/redir/77408.jpg
http://uploads.savefile.com/redir/77410.jpg
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O arcade The Simpsons fez grande sucesso e possibilitou à Konami lançar uma série de jogos alternativos aos diferentes sistemas de vídeo- game. Com ótimos gráficos e som, The Simpsons ficou marcado como um dos grandes arcades lançados pela empresa.
Até mais! :D