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Ver Versão Completa : Fantasia Mega Drive: Amado e odiado


04/06/2006, 12:43
http://img353.imageshack.us/img353/9168/logoretroanalise6ci.png

Há jogos são verdadeiras obras de arte. Há inúmeros e seu valor artístico
é indiscutível. Logo se tornam clássicos e referências para os novos
jogos. Neste tópico vamos tratar de um caso um pouco diferente: um
jogo baseado numa obra de arte, Fantasia.

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Antes da avaliarmos o jogo, para podermos analisar o que se esperava do
game e entender por que chamou tanta atenção, um breve resumo sobre
o que representou FANTASIA na trajetória do estúdio de Walt Disney.


O FILME

Fantasia surgiu quando a Disney começou a produzir O Aprendiz de
Feiticeiro como um curta independente. O resultado ficou tão caro, que o
estúdio decidiu seguir o conselho do maestro Leopold Stokowski e criar
uma antologia de curtas, para recuperar os gastos originais. Contava com
a participação também da da Philadelphia Orchestra. Após sucessos
anteriores, Walt Disney sonhava alto com esse longa metragem, que
considerava na ocasião uma obra-prima de seus estúdios.

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Fantasia se inicia com uma breve seção introdutória na qual Deems
Taylor fixa a cena; enquanto “Toccata And Fugue In D Minor” do
compositor Johann Sebastian Bach começa. Nesse início houve
muita experimentação visual com ilustrações bastante inventivas e
modernas. Essa parte, executada com extremo talento, mas muito
abstrata e ousada, não foi aproveitada no game.

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O próximo segmento se trata do famoso balé "The Nutcracker Suite" de
Tchaikovsky. O diretor Samuel Armstrong faz um competente trabalho
interligando todas as partes individuais do balé em apenas uma peça,
com cada uma delas simbolizando uma estação do ano. Tecnicamente,
essa parte é brilhantemente executada e impressiona ainda hoje pelo
fato de ter sido produzido sem os atuais recursos de computação gráfica.

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O terceiro número é o menos audacioso, “O Aprendiz de Feiticeiro” de
Paul Dukas. Não por coincidência, é a mais famosa e querida das peças
entre o público, sendo que foi o pontapé inicial para a produção de todo o
resto do filme. Este é um dos únicos segmentos que retrata exatamente a
história idealizada pelo compositor ao escrever a música. Vemos Mickey
no papel do feiticeiro afobado que quer aprender seu ofício antes da hora.
Ele rouba o chapéu mágico de seu mestre e dá vida a uma vassoura
para carregar água em seu lugar. Como resultado de sua preguiça e
atrevimento, o camundongo cria algo que não pode controlar.

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Fred Moore é o diretor de animação do Mickey neste segmento. É incrível
que tenha conseguido convencer Disney a alterar sua personagem mais
preciosa. Mickey ganhou olhos muito mais expressivos e um corpo com
formas mais flexíveis justamente para interpretar o aprendiz.

A música de “O Aprendiz de Feiticeiro” foi a única não gravada pela
orquestra da Filadélfia. Ela foi gravada por uma orquestra formada para
uma gravação no antigo Pathe Studios, em Culver City, Los Angeles, por
volta de 1938, 1939. Todas as outras composições foram gravadas pela
orquestra da Filadélfia, na Filadélfia.


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Dos músicos cujas composições foram usadas em FANTASIA, o único vivo
na época era Igor Stravinsky, cuja criação "The Rite of Spring" é vista na
tela como uma explicação científica da evolução da vida na Terra, desde
os primeiros seres microscópicos aos gigantes dinossauros. Stravinsky,
que na época disse que a interpretação de Disney era exatamente o que
ele havia imaginado, anos depois declarou uma certa descontentação com
o desenho, mas isso provavelmente se deve às alterações feitas na
música sem sua permissão.

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O segundo ato é iniciado com sexta composição de Bethoven, "The
Pastoral Simphony", que se trata do segmento mais gracioso. Com seu
cenário mitológico, o Monte Olimpo, o elenco de personagens é composto
de figuras fantasiosas, como cavalos alados que cortam o céu, sátiros que
saltam pelos campos, cupidos e ainda centauros. Curiosamente, a
música originalmente escolhida para a peça era "Cydalise" de Pyerné,
mas Walt resolveu mudar para Bethoven quando considerou que não
fornecia o suporte suficiente para desenvolver a história. Por isso
nem sempre a movimentação das personagens pareça sincronizada
com a música de fundo.

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Após tantas músicas dramáticas, os primeiros bocejos já poderiam
começar a surgir. E no momento propício para agitar e preparar todos
para o final que se aproximava, "Dance of the Hours" de Ponchielli entra
em cena. É uma sátira muito divertida ao balé clássico que representa as
horas do dia por um grupo de animais - avestruzes, hipopótamos,
elefantes e jacarés. O resultado é hilariante. Um hipopótamo fêmea
num tutu insignificante faz piruetas como se não pesasse uma grama.
Dança das Horas tornou-se um clássico da animação cômica.
Visualmente, o segmento deve muito ao estilo decorativo e ilustrado
dos anos 30. Os fundos são extremamente elegantes e aprazíveis (Art
Riley, Claude Coats e Ray Huffine levam o crédito junto com os layouts
de Ken Anderson e Hugh Hennesy), combinando formas de curvas suaves
com um inovador uso de cores.

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O grande final de FANTASIA vem na forma da união de duas peças que
completam uma à outra. A primeira é "Night on Bald Montain" de Modeste
Mussorgsky, ilustrada pelo demônio Chernabog que vive no alto da
montanha, e na noite de Hallowen vem atormentar as almas do vilarejo.
Esse poderoso desenho se afirma ainda nos dias de hoje como a mais
sinistra e adulta obra já produzida pelo estúdio. A maravilhosa animação
de Chernabog por Vladimir Tytla ajuda ainda mais a complementar a
apresentação.

http://edi-nei.sites.uol.com.br/outerspace/fantasia_fil_008.jpg

Interligado com o "Bald Montain", vem a belíssima "Ave Maria" de
Franz Schubert, que fecha o filme com os intrincados design de Kay
Nielsen e um dos mais extensivos usos da câmera multiplanos.



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Mas Fantasia não fez o sucesso esperado, pelo contrário. Surpreendeu a
platéia, que esperava algum conto de fadas similar à Branca de Neve. O
carismático camundongo aparecia poucos minutos no filme, frustrando os
fãs. Enfim, o público não estava preparado para assistir à Fantasia,
desejava outra coisa e, pode-se até arriscar a dizer que, em seu
lançamento, Fantasia foi um fiasco. Disney ficou muito magoado com
o público e jurou não fazer mais arte, mas apenas tentar ganhar
dinheiro. Algum tempo depois Bambi era lançado (Argh!)


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Agora vamos que interessa:

O JOGO

Fantasia é um jogo side-scrolling produzido pela Sega da América e
Infogrames, baseado no hoje popular musical da Disney. No game, de
single player, o jogador controla o Mickey Mouse durante várias fases na
tentativa de coletar as várias notas musicais que de alguma forma
sumiram. Cada nível ou obstáculo foi baseado na animação original.
Pode-se derrotar os inimigos saltando sobre eles ou, após coletar as
bolhas mágicas, usar um disparo mágico. Em cada nível é necessário
coletar um determinado número de notas mágicas escondidas para que
o musical de Fantasia ocorra.

Fantasia
Developer: Infogrames
Publisher(: Sega
Release date: 1991
Genre: Platform game
Mode: Single player
Platform: Mega Drive/Genesis

Vamos ver as referências da animação na concepção das fases e
cores do game:

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CRÍTICA

Ao contrário dos tradicionais jogos com personagens Disney para Mega
Drive, Fantasia não foi bem sucedido. Talvez até tenha gráficos e sons
superiores, em alguns momentos, mas a jogabilidade deixa a desejar.
Apesar de ser um game para Mega Drive, reconhecido por seu
processador veloz, Fantasia é lento. Há um atraso sempre que Mickey
salta ou dispara os projéteis mágicos. Freqüentemente, no que seria um
pulo simples a atingir os adversários que meramente seguem seu
caminho, sem qualquer inteligência ou agressividade, Mickey esbarra no
inimigo e pronto: energia perdida ou morte de um modo bem frustrante.

Os sons do jogo têm a força das composições dos grandes mestres da
música. Talvez pudessem ser um pouco melhor trabalhadas, mas os 16Mb
do cartucho não seriam suficientes para muito mais do que foi feito. À
parte a trilha sonora brilhante, mas um pouco simplificada, não há sons
extras que chamem a atenção. Quase não se ouve outra coisa que não as
músicas.

Os cenários são baseados na animação do cinema, mas com certeza não
contam com a mesma inspiração. Chegam, às vezes, a dar a impressão de
que o jogo é mal acabado. Só percebemos que certas áreas da tela são
buracos que causam danos quando caímos ali. E algumas plataformas em
que precisamos subir se confundem com as cores e detalhes do
background. Mas na medida do possível, percebe-se uma preocupação
em manter a linguagem visual dos atos, suas cores e estilo.

Como agravante está a dificuldade do game, imprópria para o público
desse tipo de jogo. Mickey atrai uma legião de fãs, boa parte crianças,
que logo se frustram com a fragilidade e limitações de movimento do
camundongo, e que não têm paciência para ficar recomeçando o jogo
trezentas vezes, após tomar um game over.

Um pouco como o filme original, Fantasia é um produto de que
esperamos uma coisa e que nos apresenta outra. A animação do
cinema conseguiu se redimir com o tempo, provando que era um
material de absoluta qualidade e que foi incompreendida em seu
tempo. O game Fantasia parece que não fará esse caminho, embora
apareça em diversas listas de melhores jogos de Mega. Com certeza,
amado ou odiado, é um jogo marcante.

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ELOGIOS EXAGERADOS:

As revistas, na época, eram especialistas em gerar expectativas demais
sobre jogos comuns. Vejam que fantasia é destaque de capa, com os
dizeres "O Reino encantado em seu videogame" ! Como dizem por aí,
seria cômico, se não fosse trágico!

http://edi-nei.sites.uol.com.br/outerspace/Supergame2.jpg


A capa peguei do interessante projeto GAME SCANS postado
pelo João Luís no tópico
http://outerspace.terra.com.br/phpbb/viewtopic.php?t=3548&highlight=projeto

Já tive essa revista. Enche o jogo de elogios, com o
único porém da dificuldade, que admite ser elevada.

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DICAS:

Retiradas de: http://portaldosgames.click21.com.br/

Vidas Infinitas:
No mundo 1-2, pegue uma nota musical em cima de uma plataforma e
ganhe uma vida. Vã para a frente até achar uma arca. Pule dentro dela e
volte para o começo da fase. Repita tudo de novo até conseguir nove
vidas.

Vassoura generosa:
No Castelo, pule na primeira vassoura quando ela estiver no canto
esquerdo para fazer aparecer três cristais, duas estrelas e um livro.


Vida e Magia:
No mundo da Terra, entre na primeira caverna. Depois, ande até a
primeira plataforma móvel para fazer aparecer uma nota musical. Pule
na rocha em frente para surgir um livro. Continue em frente para pegar
uma segunda nota. Mate Mickey e repita a operação.

04/06/2006, 14:29
Po, a criação do novo Retroindex animou o povo. Agora todo dia sai um tópico de extrema qualidade. Tomara que continue assim.

04/06/2006, 16:45
Assisti ao desenho Fantasia em 1991, quando tinha 12 anos na época e o achei interessante, apesar de não ter feito sucesso na época de seu lançamento.
Fantasia era uma produção que estava a frente de seu tempo.

Quanto ao jogo baseado no desenho de mesmo nome, eu o achei inferior ao Castle of Illusion que também é estrelado pelo Mickey.
O jogo tem belos gráficos, bem próximos ao do desenho, mas a sua jogabilidade é fraca, quando se compara com Castle of Illusion.

04/06/2006, 19:54
Muito bom! Gosto bastante do filme mas o game é injogável. Em 94, quando o joguei, com muita paciência e persistência cheguei na segunda fase. Foi o máximo que consegui.

04/06/2006, 20:54
Antes de mais nada, um duplo "congratulations", Edinei: fez uma puta pesquisa sobre o filme pra depois falar do jogo (não cometendo assim essa penca de vaciladas que vemos em outros reviews pela internet). Como diria meu irmão: "ficou 'profissa'!".

Retrospace também é cultura! [:king]

Quanto ao game, eu achei bem sacado o lance das fases serem baseadas nos 4 elementos. Era uma fórmula que nunca falhava, além de ser bem legal. No entanto, o jogo apenas se limitou a "adaptar" um jogo de plataforma dentro de fases com o "contexto" do filme. Nada além disso (infelizmente...).

Esse lance da velocidade e outros detalhes também contavam contra a qualidade do jogo. Uma pena, pois a premissa do jogo tinha, pelo menos pra mim, um bom potencial, mas que não foi bem aproveitado.

É foda isso...

...

Mas Fantasia não fez o sucesso esperado, pelo contrário. Surpreendeu a
platéia, que espera algum conto de fadas similar à branca de Neve. O
carismático camundongo aparecia poucos minutos no filme, frustrando os
fãs. Enfim, o público não estava preparado para assistir à Fantasia,
desejavam outra coisa e, pode-se até arriscar a dizer que, em seu
lançamento, Fantasia foi um fiasco. Disney ficou muito magoado com
o público e jurou não fazer mais arte, mas apenas tentar ganhar
dinheiro. Algum tempo depois Bambi era lançado (Argh!)

...

Esse comentário foi demais! :D

Dependendo da análise, podemos dizer que Disney deu um "OWNED" no seu próprio "princípio"... Hehehe...

Assisti ao desenho Fantasia em 1991, quando tinha 12 anos na época e o achei interessante, apesar de não ter feito sucesso na época de seu lançamento. Fantasia era uma produção que estava a frente de seu tempo.

Quanto ao jogo baseado no desenho de mesmo nome, eu o achei inferior ao Castle of Illusion que também é estrelado pelo Mickey.
O jogo tem belos gráficos, bem próximos ao do desenho, mas a sua jogabilidade é fraca, quando se compara com Castle of Illusion.

Também assisti o filme (em VHS) nessa época. Achei tudo muito bonito, mas como era um piá "burro", não entendi algumas cenas... Só o tempo mesmo pra fazer a gente entender sacar certas coisas... :smile

Quanto ao Castle Of Illusion, você disse uma bela verdade. Apesar do visual bonito de Fantasia, Castle Of Illusion era bem melhor (infelizmente, pois dá pena quando um jogo com potencial dá errado).

Acontece... :(

04/06/2006, 21:23
Valeu gente.

Não esperava participação no tópico, por tratar de
um game que não é bom.

Ufa! ;D

Quanto ao game, eu achei bem sacado o lance das fases serem baseadas
nos 4 elementos. Era uma fórmula que nunca falhava, além de ser bem
legal. No entanto, o jogo apenas se limitou a "adaptar" um jogo de
plataforma dentro de fases com o "contexto" do filme. Nada além disso
(infelizmente...).
Sim, Bazuca. É a dura verdade...

04/06/2006, 23:45
Parabéns pelo tópico! Realmente o jogo tem 2 problemas fundamentais que são a má jogabilidade aliada a dificuldade acima da média. Isso mata qualquer jogo. Na época que eu joguei era moleque, e senti muita dificuldade. Às vezes me confundia com o fundo do cenário achando que era plataforma, e morria. Ficava muito puto com isso! Então nunca mais joguei esse jogo. Realmente foi uma decepção, achei que fosse ser pelo menos do mesmo nível do Castle of Illusion. Não chega nem aos pés.

04/06/2006, 23:57
Tópico bacana, mas Fantasia tem uma jogabilidade muito ruim mesmo...

05/06/2006, 23:37
Sim. Fantasia é medíocre.

Escolhi como tema do tópico justamente por ser um jogo
que me decepcionou muito. Tinha lá meu Master System,
conhecia e admirava a animação e era louco para jogar
o Fantasia do Mega Drive, que só conhecia por fotos
(que eram belíssimas).

Desejei muito ter esse jogo nas mãos, era fã de
Castle of Iluision, mas, quando finalmente adquiri
o Mega e pude jogar Fantasia... decepção total.
Nem tanto pela dificuldade, mas por ser um
jogo muito limitado e quase sem graça.

Me divertia mais em ouvir as músicas que jogar e
isso não tem cabimento. Foi uma tremenda
oportunidade perdida de se fazer um grande jogo.

05/06/2006, 23:52
...

Desejei muito ter esse jogo nas mãos, era fã de
Castle of Iluision, mas, quando finalmente adquiri
o Mega e pude jogar Fantasia... decepção total.
Nem tanto pela dificuldade, mas por ser um
jogo muito limitado e quase sem graça.

...
Foi uma oportunidade perdida de se fazer um grande jogo.

Porra, Edinei... Que foda... :(

Se o seu "caso" com Fantasia foi desse jeito (e olha que você fez um tópico bala...), eu nem vou contar o meu "caso" com o jogo Daikatana do PC (é isso mesmo, você não leu errado). Falo daquele FPS do famoso John Romero que levou 5 anos pra ser feito e que diria ser o "Half-Life killer"). Eu conheci a palavra "hype" com esse jogo... Que desgraça de título!

Pelo menos, uma coisa boa eu conseguir tirar dessa situação extremamente ruim: nunca, mas nunca mesmo, espere algo grandioso de um jogo. Se ele for excelente, ótimo (tá no lucro). Agora, se ele não for metade do que você esperou... meu amigo... você vai acabar passando muito, mas muito nervoso... Depois daquela vez, nunca mais deixo o "hype" me controlar!

Melhor eu parar por aqui... (vai ver é por isso que acho esse "hype" todo dos Next-Gen tá me dando dor de cabeça!)

06/06/2006, 00:12
Santas palavras, Bazuca.
Gerar uma expectativa muito grande só traz frustração.
Às vezes a culpa é nossa, às vezes da propaganda enganosa.

A gente também tem que tomar cuidado com os marketeiros
da indústria de games, que prometem, prometem e depois
adiam, adiam e quando o produto tá na loja... não é bem aquilo
que víamos nos vídeos e fotos.

06/06/2006, 10:01
Pelo visto muita gente foi atrás do Fantasia após jogar Castle of Illusion.

Como Fantasia também é estrelado pelo Mickey Mouse muitos esperavam um jogo do mesmo nível de Castle of Illusion.

Eu era um deles que tinha esta expectativa.

06/06/2006, 12:00
Edineilopes, tu é foda. Parabéns pelo artigo. Espero por mais!

É uma pena terem transmitido o espírito musical da animação em um side-scroller. Limitações técnicas, infelizmente. Podiam ter feito algo ao exemplo de Loom, aquele adventure da LucasArts. É uma pena, o Genesis não é aberto para esse tipo de jogo.

Aquele demônio me dá arrepios, até hoje. Icônico, na verdade. Até gerou uma paródia em um episódio dos Castores Pirados.

06/06/2006, 12:54
O filme Fantasia já pra poucos. Quando pirralha eu queria distancia dele. Só depois de velho é que comecei a dar valor.

já o jogo...esse era pra ninguem. Como o filme não chegou a ser muito popular entre a criançada, o jogo tinha o apelo concentrado em cima do Mickey.

Como o proprio Review falou, a jogabilidade é sofrivel e os controles não respondem nada bem, e agora eu sei pq: O jogo era totalmente americano. Até o fim da era 16 bits, era quase impossivel encontrar um jogo ocidental que tivesse uma boa jogabilidade. Os jogos por si, quase nem tinham carisma, muito menos tecnica na hora de controlar.

06/06/2006, 13:05
Uuhuu!Retrospace tá voltando à ativa!Bem, eu sempre achei o jogo muito lindo,pena que nunca conseguir ir muito além da fase da água....um amigo meu já passou dela,chegando numa fase parecida com uma caverna.Não sei se ainda é no começo,ou onde é,mas me desestimulou pelo fato de ser muito difícil.
Ps.: O som desse jogo é beeeem marcante!

06/06/2006, 13:58
Parabéns, excelente tópico...

O filme eu ainda nao tive a oportunidade de assistir. Já o jogo, eu tinha, nem me lembro como consegui... era mto foda mesmo, eu só conseguia chegar até a fase do hipopótamo bailarino... mesmo assim o jogo era engracado, e até me deu vontade de jogar de novo
hehehe

06/06/2006, 14:14
Espero por mais!

Opa! Valeu. Se Deus quiser. ;D


um amigo meu já passou dela,chegando numa fase parecida com uma caverna.Não sei se ainda é no começo,ou onde é,mas me desestimulou
Essa é uma subfase da fase pré-histórica. Entra nela ao tocar numa
fadinha que tá no meio dessa fase. Depois da fase da água, ia retornar
ao castelo e depois surgia a fase pré-histórica. Essa fase já está perto da
metade do game. Fantasia é curto, apesar de difícil. A coisa ia piorar
bastante daí pra frente :-(


só conseguia chegar até a fase do hipopótamo bailarino... mesmo assim o jogo era engracado, e até me deu vontade de jogar de novo hehehe
Essa fase é difícil, mas já tava perto do final. Se deu vontade, joga
que não faltava muito.

06/06/2006, 15:29
Belo tópico, Edinei !

Confesso que eu achei meio estranho quando você citou que estava fazendo um tópico sobre Fantasia, que é reconhecidamente um jogo ruim. Fiquei pensando: "Será que esse cara vai fazer um super tópico elogiando essa porcaria ?"

Ainda bem que estava errado. Você expôs muito bem os defeitos do jogo e também suas qualidades. De sobra ainda falou sobre o desenho, que eu ainda não tive oportunidade de assistir.

Eu tive o cartucho de Fantasia e felizmente consegui vendê-lo [kcool]
Quando comecei a jogar achei o game muito bom. Os gráficos eram lindos e a música bacana. Pena que meu interesse não durou muito. Devia tê-lo alugado antes de comprar, mas sabe como é né ? O "Castle of Illusion" era ótimo e esse era o segundo jogo da Disney para o Mega Drive que saía aqui. Estava certo que seria um jogão e acabei quebrando a cara.

Cansei de morrer naquela fase que tem que ficar pulando de folhinha em folhinha. Quando raramente passava daí morria na outra que tinha que pular de nuvem em nuvem.
Após perder a paciência parti para a força bruta para terminar o jogo (afinal de contas tinha comprado e era questão de honra pra mim terminar essa bosta). Instalei o Game Genie e joguei ele com vidas infinitas. Terminei Fantasia e o vendi na primeira oportunidade que tive. Pela dificuldade que tinha, o final poderia ser melhor.

Com certeza eu faço parte do grupo dos que odeiam este jogo.


eu nem vou contar o meu "caso" com o jogo Daikatana do PC (é isso mesmo, você não leu errado). Falo daquele FPS do famoso John Romero que levou 5 anos pra ser feito e que diria ser o "Half-Life killer"). Eu conheci a palavra "hype" com esse jogo... Que desgraça de título!


Eu também caí no hype do Daikatana :D
Pô ! Na época o John Romero era o Deus dos FPS. O cara responsável por Doom e Quake ! Não dava pra esperar que o jogo fosse tão ruim ... e era :(

06/06/2006, 15:46
... eu nem vou contar o meu "caso" com o jogo Daikatana do PC (é isso mesmo, você não leu errado). Falo daquele FPS do famoso John Romero que levou 5 anos pra ser feito e que diria ser o "Half-Life killer"). Eu conheci a palavra "hype" com esse jogo... Que desgraça de título!

Eu também caí no hype do Daikatana :D
Pô ! Na época o John Romero era o Deus dos FPS. O cara responsável por Doom e Quake ! Não dava pra esperar que o jogo fosse tão ruim ... e era :(

Heheheh... Podemos concluir que Daikatana, assim como Fantasia, foi um dos maiores "contos do vigário" no mundo dos games! :lol

06/06/2006, 17:59
Sim. Grandes contos do Vigário! :-D

E um forte candidato a participar dessa lista é o
motor storm do play3. Mas esse não é retro, ainda
nem saiu. deixa pra lá. :D

06/06/2006, 19:20
... eu nem vou contar o meu "caso" com o jogo Daikatana do PC (é isso mesmo, você não leu errado). Falo daquele FPS do famoso John Romero que levou 5 anos pra ser feito e que diria ser o "Half-Life killer"). Eu conheci a palavra "hype" com esse jogo... Que desgraça de título!

Eu também caí no hype do Daikatana :D
Pô ! Na época o John Romero era o Deus dos FPS. O cara responsável por Doom e Quake ! Não dava pra esperar que o jogo fosse tão ruim ... e era :(

Heheheh... Podemos concluir que Daikatana, assim como Fantasia, foi um dos maiores "contos do vigário" no mundo dos games! :lol

Com relação a Fantasia, o duro era aguentar as revistas da época, todas deram nota máxima pro jogo sem exceção...a Supergame então, tratou como se fosse o jogo perfeito, com uma jogabilidade de fazer inveja a qualquer coisa do Super Nes. Como essas revistas eram ruins, meu Deus...

06/06/2006, 19:43
P.S: edinei, tem uma msg minha pra você (e pro australopitecus) no tópico do Starfox 64. Espia lá...

Com relação a Fantasia, o duro era aguentar as revistas da época, todas deram nota máxima pro jogo sem exceção...a Supergame então, tratou como se fosse o jogo perfeito...

Também né, bicho... A Supergame era chupeta da Sega, bem como a Gamepower era da Nintendo... Desnecessário dizer que isso era muito ruim, por não deixava de ser propaganda enganosa bem ralé...

O problema é que isso acontece ainda hoje. Veja o exemplo ridículo que a Nintendo World vem dando (Mário fica amigo do Sonic, Wii é revolucionário, Smash Bros é o melhor jogo de luta já feito etc....). Revista especializada tem dessas TÍPICAS cagadas escritas por "istas" (ou por editores que simplesmente precisam pagar as contas no final do mês)...

...Como essas revistas eram ruins, meu Deus...

Depende, cara... Eu diria que a maioria das revistas na época eram "mais ou menos". Outros 2 fatores que contavam muito era a "inocência dos jogadores da época" (eu, por exemplo, tinha 12 anos em 92... era um moleque bobo) e a ausência de internet... Isso tudo contava, e muito...

Hoje em dia o cenário é totalmente diferente daquela época (molecada esperta, internet pra tudo quanto é lado, propagandas diversas e lavagem cerebral de montão). Tem que dar um desconto, né... :smile.

06/06/2006, 19:56
Sei lá,mas por mal que o jogo seja ruim e difícil,eu o considero lindo,não sei porquê! :-D

07/06/2006, 23:45
Concordo! O danado do jogo é muito bonito.

http://edi-nei.sites.uol.com.br/outerspace/Fantasia_124.png

Apesar de tudo, não é o pior game do mundo.
Dá pra encarar, sem muita expectativa.

O problema é que esperávamos demais dele.
Naquela época as revistas eram muito tendenciosas,
como disse o hellraditz, e falavam bem de qualquer
jogo que achassem conveniente.

08/06/2006, 00:49
Muito bom edineilopes. Já joguei o game, mas nunca fui muito longe. O filme minha namorada tem e vive me chamando pra ver, mas até hoje não rolou. Vou ver em homenagem a esse tópico.

08/06/2006, 01:50
Muito bom edineilopes. Já joguei o game, mas nunca fui muito longe. O filme minha namorada tem e vive me chamando pra ver, mas até hoje não rolou. Vou ver em homenagem a esse tópico.

Ow Shinji... Tá esperando o que então... Vai logo assistir Fantasia... [kdiabo]

Só não esquece de falar pra ela que tem que "segurar firme no controle" por causa da "jogabilidade" (se é que você me entende...). Saca? [kviraolho]

Heheheh... [kfino]

08/06/2006, 13:01
Muito bom edineilopes. Já joguei o game, mas nunca fui muito longe. O filme minha namorada tem e vive me chamando pra ver, mas até hoje não rolou. Vou ver em homenagem a esse tópico.

Ow Shinji... Tá esperando o que então... Vai logo assistir Fantasia... [kdiabo]

Só não esquece de falar pra ela que tem que "segurar firme no controle" por causa da "jogabilidade" (se é que você me entende...). Saca? [kviraolho]

Heheheh... [kfino]
Eu acho que é outra "fantasia" que ela tem em casa. :D Vá logo rapaz! Go, go, go! :rox

09/06/2006, 00:10
Muito bom edineilopes. Já joguei o game, mas nunca fui muito longe. O filme minha namorada tem e vive me chamando pra ver, mas até hoje não rolou. Vou ver em homenagem a esse tópico.
O pessoal não perdoa... :-D

Valeu pela homenagem, Shinji Ikari ! Vai lá!

Bom, só pra ilustrar como as revistas eram
craques em gerar expectativas demais
sobre jogos comuns, vejam que fantasia
é destaque de capa, como os dizeres
"O Reino encantado em seu videogame" !
Como dizem por aí, seria cômico,
se não fosse trágico!

http://edi-nei.sites.uol.com.br/outerspace/Supergame2.jpg


A capa peguei do interessante projeto GAME SCANS
postado pelo João Luís no tópico
http://outerspace.terra.com.br/phpbb/viewtopic.php?t=3548&highlight=projeto

Justamente as páginas que falavam de fantasia
não estão abrindo, mas a capa dá uma idéia
do sensacionalismo da revista.

Edit: Já tive essa revista. Enchem o jogo de elogios, com o
único porém da dificuldade, que admitem ser elevada.

09/06/2006, 15:18
...

http://edi-nei.sites.uol.com.br/outerspace/Supergame2.jpg

...

Ow Edinei, eu tava justamente procurando pela net a capa dessa revista pra te mandar. Eu comprei ela em um sebo a 2 meses atrás e só agora lembrei... :ideia:

A Supergame, bem como a Gamepower, era revistas meio sacanas mesmo... Bem como muitas outras atuais...

Foda isso. Lavagem cerebral das bravas... :lol

P.S: ow cara, aproveita e coloca essa sua msg acima dentro do review do game! Fica perfect...

09/06/2006, 20:49
É verdade.

Até dá pra entender. O leitor não quer comprar
uma revista que "desça a lenha" no videogame
que tem em casa. Prefere ser enganado que
todo mês sai para a plataforma um jogo supimpa.

Vou seguir seu conselho e acrescentar a capa
no review. Valeu!