14/07/2006, 21:06
Review: GUN
Gun, a última empreitada da Activision pelo mundo do velho oeste americano traz tudo o que o jogador poderia esperar de um título com esta temática: um herói durão, muita ação e uma história simples, porém bem amarrada ao tema do jogo.
Uma história de ação à moda antiga
Em tempos onde muitos jogos tentam (e nem sempre conseguem) absorver elementos cinematográficos, é curioso que um tema tão popular como o farwest tenha sido tão pouco explorado pelos produtores de games. Afinal alienígenas, terroristas e super-heróis aparecem com muito mais freqüência nos games do que um sujeito mal encarado como Colton White. Na pele do protagonista o objetivo do jogador será encontrar o culpado pela morte de seu pai, enquanto explora um ambiente típico dos filmes de velho-oeste. Você já sabe o que encontrar aqui: cidades pequenas, bandidos procurados vivo ou morto, rodadas de poker no sallon, índios nem sempre pacíficos, e principalmente muito tiroteio, regado a uma jogabilidade bem funcional (ainda que não seja muito inovadora). Se o objetivo era de criar um ambiente fiel à visão popular do velho-oeste, então podemos dizer que o objetivo foi alcançado com êxito.
Suas ferramentas: um revólver e reflexos afiados
Comparações com outros games são inevitáveis, e GUN adota características de dois games da RockStar: Red Dead Revolver e a série GTA. De Red Dead Revolver, temos a ambientação típica, de GTA temos o sistema de missões e a jogabilidade livre, que permite ao jogador explorar o ambiente, enquanto cumpre missões paralelas; que evoluem seus status, como resistência e habilidade com armas e também garantem dinheiro para a compra de upgrades no personagem e nas armas. Há uma boa variedade de coisas opcionais a se fazer; como caçar bandidos por recompensas, jogar algumas rodadas de poker, cuidar de um rancho, e até mesmos entregar correspondência em lugares perigosos galopando o mais rápido que puder. A sua disposição haverá um bom arsenal, que vai dos tradicionais revolveres de 6 balas, até rifles, shotguns, snipers, a até mesmo arco e flecha. Para ataques corpo a corpo, facas e machadinhas, e para arremessar, dinamites e garrafas incendiárias. Cada arma tem naturalmente fins específicos; enquanto os rifles e snipers possuem o recurso de zoom para ataque à longa distância, os revolveres permitem o uso de uma habilidade interessante, embora um pouco manjada: o quickdraw. Basicamente trata-se de uma câmera lenta, que permite que o jogador selecione os alvos automaticamente, arrasando um grupo inteiro de inimigos em poucos segundos, enquanto durar sua barra de quickdraw. Seja a pé, seja a cavalo, os tiroteios são empolgantes, e o nível de desafio está na medida certa para os jogadores em geral. Não é uma apelação total, mas também não é um game fácil. Senti falta dos bons e velhos duelos mano à mano, como em Red Dead Revolver, mas no geral, este é o game de faroeste que mais oferece opções ao jogador. Os controles são um pouco complexos, mas intuitivos. Algumas missões de tutorial ajudam o jogador a pegar o jeito rapidamente. Atalhos são usados para trocar de arma rapidamente (algo que você vai fazer muito, porque o jogo o estimula a usar todas as armas disponíveis). Para os jogadores de PC, um conselho: GUN fica muito melhor em um controle com dois analógicos e um direcional digital.
Visual simples, porém agradável
Se formos analisar o visual deste jogo pelos aspectos técnicos, diria que está na média. Não é nada que vá impressionar o jogador, nada de efeitos visuais modernos, ou texturas hiper-detalhadas. Mas ainda sim, não é desagradável, ou mal feito. Lembra um pouco o estilo “tosqueira bem feita” de alguns jogos como GTA, com algumas perfumarias a mais, e pode ser um pouco decepcionante para quem esperava algo como Red Dead Revolver (no quesito gráfico). Porém, os cenários passam a caracterização típica daquela época, algo importante dentro do contexto do jogo. Você realmente se sente cavalgando em um ambiente selvagem e desolado, enquanto luta com bandidos em um ambiente razoavelmente grande. O som cumpre bem seu papel, com efeitos sonoros de explosões convincentes, os gritos de guerra indígena (aliás, podemos ver em alguns momentos índios falando em suas línguas nativas), o galopar de seu cavalo, e algumas músicas que não chegam a empolgar, mas também não fazem feio.
O fator Replay depende basicamente das missões opcionais, que estão em boa quantidade. Infelizmente o jogo não oferece nenhum objetivo extra depois de terminado, e um bom multiplayer poderia aumentar bastante a vida útil do games, bem como valoriza-lo mais.
Nota: 9 estrelas. Veredicto final: Gun mostrou-se como um jogo despretensioso, e bem acabado. Não é um blockbuster capaz de arrancar um OH! do jogador, mas bastante honesto em sua proposta. Uma jogabilidade bem resolvida, e um estilo bacana, garantem a diversão para o jogador. Mas um pouco mais de trabalho do departamento gráfico, sonoro e alguns extras interessantes, bem como um modo multiplayer não fariam mal a ninguém.
Gun, a última empreitada da Activision pelo mundo do velho oeste americano traz tudo o que o jogador poderia esperar de um título com esta temática: um herói durão, muita ação e uma história simples, porém bem amarrada ao tema do jogo.
Uma história de ação à moda antiga
Em tempos onde muitos jogos tentam (e nem sempre conseguem) absorver elementos cinematográficos, é curioso que um tema tão popular como o farwest tenha sido tão pouco explorado pelos produtores de games. Afinal alienígenas, terroristas e super-heróis aparecem com muito mais freqüência nos games do que um sujeito mal encarado como Colton White. Na pele do protagonista o objetivo do jogador será encontrar o culpado pela morte de seu pai, enquanto explora um ambiente típico dos filmes de velho-oeste. Você já sabe o que encontrar aqui: cidades pequenas, bandidos procurados vivo ou morto, rodadas de poker no sallon, índios nem sempre pacíficos, e principalmente muito tiroteio, regado a uma jogabilidade bem funcional (ainda que não seja muito inovadora). Se o objetivo era de criar um ambiente fiel à visão popular do velho-oeste, então podemos dizer que o objetivo foi alcançado com êxito.
Suas ferramentas: um revólver e reflexos afiados
Comparações com outros games são inevitáveis, e GUN adota características de dois games da RockStar: Red Dead Revolver e a série GTA. De Red Dead Revolver, temos a ambientação típica, de GTA temos o sistema de missões e a jogabilidade livre, que permite ao jogador explorar o ambiente, enquanto cumpre missões paralelas; que evoluem seus status, como resistência e habilidade com armas e também garantem dinheiro para a compra de upgrades no personagem e nas armas. Há uma boa variedade de coisas opcionais a se fazer; como caçar bandidos por recompensas, jogar algumas rodadas de poker, cuidar de um rancho, e até mesmos entregar correspondência em lugares perigosos galopando o mais rápido que puder. A sua disposição haverá um bom arsenal, que vai dos tradicionais revolveres de 6 balas, até rifles, shotguns, snipers, a até mesmo arco e flecha. Para ataques corpo a corpo, facas e machadinhas, e para arremessar, dinamites e garrafas incendiárias. Cada arma tem naturalmente fins específicos; enquanto os rifles e snipers possuem o recurso de zoom para ataque à longa distância, os revolveres permitem o uso de uma habilidade interessante, embora um pouco manjada: o quickdraw. Basicamente trata-se de uma câmera lenta, que permite que o jogador selecione os alvos automaticamente, arrasando um grupo inteiro de inimigos em poucos segundos, enquanto durar sua barra de quickdraw. Seja a pé, seja a cavalo, os tiroteios são empolgantes, e o nível de desafio está na medida certa para os jogadores em geral. Não é uma apelação total, mas também não é um game fácil. Senti falta dos bons e velhos duelos mano à mano, como em Red Dead Revolver, mas no geral, este é o game de faroeste que mais oferece opções ao jogador. Os controles são um pouco complexos, mas intuitivos. Algumas missões de tutorial ajudam o jogador a pegar o jeito rapidamente. Atalhos são usados para trocar de arma rapidamente (algo que você vai fazer muito, porque o jogo o estimula a usar todas as armas disponíveis). Para os jogadores de PC, um conselho: GUN fica muito melhor em um controle com dois analógicos e um direcional digital.
Visual simples, porém agradável
Se formos analisar o visual deste jogo pelos aspectos técnicos, diria que está na média. Não é nada que vá impressionar o jogador, nada de efeitos visuais modernos, ou texturas hiper-detalhadas. Mas ainda sim, não é desagradável, ou mal feito. Lembra um pouco o estilo “tosqueira bem feita” de alguns jogos como GTA, com algumas perfumarias a mais, e pode ser um pouco decepcionante para quem esperava algo como Red Dead Revolver (no quesito gráfico). Porém, os cenários passam a caracterização típica daquela época, algo importante dentro do contexto do jogo. Você realmente se sente cavalgando em um ambiente selvagem e desolado, enquanto luta com bandidos em um ambiente razoavelmente grande. O som cumpre bem seu papel, com efeitos sonoros de explosões convincentes, os gritos de guerra indígena (aliás, podemos ver em alguns momentos índios falando em suas línguas nativas), o galopar de seu cavalo, e algumas músicas que não chegam a empolgar, mas também não fazem feio.
O fator Replay depende basicamente das missões opcionais, que estão em boa quantidade. Infelizmente o jogo não oferece nenhum objetivo extra depois de terminado, e um bom multiplayer poderia aumentar bastante a vida útil do games, bem como valoriza-lo mais.
Nota: 9 estrelas. Veredicto final: Gun mostrou-se como um jogo despretensioso, e bem acabado. Não é um blockbuster capaz de arrancar um OH! do jogador, mas bastante honesto em sua proposta. Uma jogabilidade bem resolvida, e um estilo bacana, garantem a diversão para o jogador. Mas um pouco mais de trabalho do departamento gráfico, sonoro e alguns extras interessantes, bem como um modo multiplayer não fariam mal a ninguém.