SaaGa
29/07/2011, 16:55
Gráfico
Não achei Forever feio, mas algumas texturas (principalmente de perto) são muito feias. Achei que os gráficos ficaram parecidos com o primeiro Bioshock, com aquela aparência de plástico ou vaselina, mas piorado. No entanto, a visão da cidade em uma fase no alto de uma torre é bem feita. A animação dos personagens humanos deixa um pouco a desejar.
Gameplay
Forever tem interatividade com vários objetos do cenário, mas a grande maioria não tem um utilidade real e acaba se tornando um enfeite desnecessário (como exemplo, girar uma cadeira ou abrir torneiras). Dá até para desenhar nos quadros, mas além de ser bem ruim de escrever é difícil de enxergar enquanto faz isso. Algumas interatividades com humor foram colocadas, como mexer em um computador para colocar fotos de mulheres semi-nuas na tela.
Uma habilidade que gostei no jogo foi a de executar, os aliens ficam ajoelhados no chão e basta chegar perto e apertar um botão para duke dar um soco ou chute com bastante violência. Infelizmente mais pra frente no jogo não pude usar tanto isso quanto gostaria, porque é raro acontecer. Poderia ser aprimorado também com uma maior variedade de execuções.
Nota-se um esforço dos produtores de criar várias situações para diversificar e não ficar apenas no tiroteio. Em pelo menos 4 fases no jogo Duke fica encolhido e passear pelo cenário desta forma é divertido, cria uma ambientação legal onde até os ratos vem querer comer o Duke. Essa idéia foi bem aproveitada em Duke Burger principalmente, onde é preciso pular pela cozinha para realizar um objetivo. Os aliens em seu tamanho natural aparecem para atacar, bem como em tamanho encolhido, saindo de caixas de fast food e copos no chão.
Dirigir o monster truck foi mediano, no começo achei estranho mas logo me adaptei e foi divertido pular os precipícios e atropelar os porcos na estrada. Mas deixaram esta parte extensa demais (foram 3 ou 4 longas fases).
Um dos problemas maiores que afetam a qualidade do jogo é o excesso de plataforma e script. As vezes não fica claro o que fazer para sair do lugar, quebrando o ritmo de ação. Diria até que se torna frustrante ter que realizar algumas tarefas chatas para dar continuidade ao jogo. Normalmente, o progresso do jogo se divide em: in game cutscene -> plataforma/puzzle -> combate. O processo se repete, e em tempo a linearidade do jogo é massante.
Armas e acessórios
Em geral, o remake das armas ficou mediano. Não gostei da Freeze Thrower, que antes soltava vários gelinhos ao invés de uma gosma como nesse. Além disso ela não parece tão poderosa pois demora muito para congelar, as vezes não dá para quebrar os porcos pois eles caem (e sem quebrar). A Rocket Launcher está piorada, pois além de ter apenas 5 tiros ela demora para atirar e tem um sistema estranho de mira. As novas armas são sem graça.
O maior problema das armas vem junto com o maior defeito do jogo, que é poder usar apenas 2 armas ao mesmo tempo. Isso quase acabou com Forever, pois o bom de Duke era ter tanta arma diferente e liberdade para utilizar com quem e aonde quisesse. Ao meu ver, fica difícil aproveitar as armas na primeira vez que joga sem saber o que esperar na próxima área. Ficou péssimo, e não tem nada a ver com Duke Nukem...é impossível entender uma decisão como essa.
Em relação aos acessórios de Duke:
Esteróides - Péssimo, só tem utilidade se for colocado em algum momento específico onde terá vários inimigos pertos um do outro sem muitas obstruções (como na primeira vez em que é encontrado), é uma cópia descarada daquele poder de Doom 3. O antigo era muito melhor, pois ele ficava rapidão e dava para usar tanto em batalhas quanto chefes, dando mais liberdade ao jogador de usar alguma estratégia.
Cerveja - Duke recebe dano pela metade, mas fica com a visão embaçada ficando ruim de atirar e não dá para correr. É útil, mas achei sem graça.
Holoduke - Bem melhor que o original, pois este funciona como um bot enquanto deixa Duke invisível.
Pipe Bomb - Idêntica a original, mas com maior alcance. Funciona como uma granada em que dá para explodir a qualquer momente.
Minas - Melhor que a original, pois antes só dava para colocar na parede. Nunca usava em DN3D, aqui dá para jogar no caminho dos inimigos.
Óculos de visão noturna - meu olho dói quando ligo esse negócio no jogo. Eu gostaria de não ter muitos momentos de uso, mas tem muitas partes escuras em que fui obrigado a ligar isso. Em DN3D eram raros os momentos em que se precisava de verdade usar a visão noturna.
Conclusão
Muitos dizem que Forever recebeu notas baixas porque não pôde sobreviver ao hype que foi criado ao longo dos anos, mas a realidade é que os desenvolvedores tiraram tudo que fazia DN3D um bom jogo e colocaram quaisquer elementos que são populares nos jogos de tiro atualmente. Não tem exploração, não tem segredos, não tem nem medkit...Duke é old school, e não essa modinha de vida regenerativa que infectou todos os jogos de tiro.
Uma das coisas que deixei para falar na conclusão...falta apenas 1 fase para eu terminar o jogo, e até então não foi possível obter o jetpack. Lamentável. É triste ver um jogo que tinha personalidade ser tão influenciado por Call of Duty e afins.
Prós
- Piadas envolvendo outros jogos
- Raros momentos de nostalgia
- Acessórios melhores
- Batalhas são divertidas enquanto duram
- Partes em que Duke fica encolhido
Contras
- Fases lineares sem salas secretas
- Texturas muito feias
- Apenas 2 armas ao mesmo tempo
- Jogo tem mais cara de plataforma/aventura do que tiro
- Vida regenerativa
- Duke não soa fodão como antigamente
- Cadê o Jetpack?
- Não tem alien cagando no banheiro :p
NOTA - 4
Não achei Forever feio, mas algumas texturas (principalmente de perto) são muito feias. Achei que os gráficos ficaram parecidos com o primeiro Bioshock, com aquela aparência de plástico ou vaselina, mas piorado. No entanto, a visão da cidade em uma fase no alto de uma torre é bem feita. A animação dos personagens humanos deixa um pouco a desejar.
Gameplay
Forever tem interatividade com vários objetos do cenário, mas a grande maioria não tem um utilidade real e acaba se tornando um enfeite desnecessário (como exemplo, girar uma cadeira ou abrir torneiras). Dá até para desenhar nos quadros, mas além de ser bem ruim de escrever é difícil de enxergar enquanto faz isso. Algumas interatividades com humor foram colocadas, como mexer em um computador para colocar fotos de mulheres semi-nuas na tela.
Uma habilidade que gostei no jogo foi a de executar, os aliens ficam ajoelhados no chão e basta chegar perto e apertar um botão para duke dar um soco ou chute com bastante violência. Infelizmente mais pra frente no jogo não pude usar tanto isso quanto gostaria, porque é raro acontecer. Poderia ser aprimorado também com uma maior variedade de execuções.
Nota-se um esforço dos produtores de criar várias situações para diversificar e não ficar apenas no tiroteio. Em pelo menos 4 fases no jogo Duke fica encolhido e passear pelo cenário desta forma é divertido, cria uma ambientação legal onde até os ratos vem querer comer o Duke. Essa idéia foi bem aproveitada em Duke Burger principalmente, onde é preciso pular pela cozinha para realizar um objetivo. Os aliens em seu tamanho natural aparecem para atacar, bem como em tamanho encolhido, saindo de caixas de fast food e copos no chão.
Dirigir o monster truck foi mediano, no começo achei estranho mas logo me adaptei e foi divertido pular os precipícios e atropelar os porcos na estrada. Mas deixaram esta parte extensa demais (foram 3 ou 4 longas fases).
Um dos problemas maiores que afetam a qualidade do jogo é o excesso de plataforma e script. As vezes não fica claro o que fazer para sair do lugar, quebrando o ritmo de ação. Diria até que se torna frustrante ter que realizar algumas tarefas chatas para dar continuidade ao jogo. Normalmente, o progresso do jogo se divide em: in game cutscene -> plataforma/puzzle -> combate. O processo se repete, e em tempo a linearidade do jogo é massante.
Armas e acessórios
Em geral, o remake das armas ficou mediano. Não gostei da Freeze Thrower, que antes soltava vários gelinhos ao invés de uma gosma como nesse. Além disso ela não parece tão poderosa pois demora muito para congelar, as vezes não dá para quebrar os porcos pois eles caem (e sem quebrar). A Rocket Launcher está piorada, pois além de ter apenas 5 tiros ela demora para atirar e tem um sistema estranho de mira. As novas armas são sem graça.
O maior problema das armas vem junto com o maior defeito do jogo, que é poder usar apenas 2 armas ao mesmo tempo. Isso quase acabou com Forever, pois o bom de Duke era ter tanta arma diferente e liberdade para utilizar com quem e aonde quisesse. Ao meu ver, fica difícil aproveitar as armas na primeira vez que joga sem saber o que esperar na próxima área. Ficou péssimo, e não tem nada a ver com Duke Nukem...é impossível entender uma decisão como essa.
Em relação aos acessórios de Duke:
Esteróides - Péssimo, só tem utilidade se for colocado em algum momento específico onde terá vários inimigos pertos um do outro sem muitas obstruções (como na primeira vez em que é encontrado), é uma cópia descarada daquele poder de Doom 3. O antigo era muito melhor, pois ele ficava rapidão e dava para usar tanto em batalhas quanto chefes, dando mais liberdade ao jogador de usar alguma estratégia.
Cerveja - Duke recebe dano pela metade, mas fica com a visão embaçada ficando ruim de atirar e não dá para correr. É útil, mas achei sem graça.
Holoduke - Bem melhor que o original, pois este funciona como um bot enquanto deixa Duke invisível.
Pipe Bomb - Idêntica a original, mas com maior alcance. Funciona como uma granada em que dá para explodir a qualquer momente.
Minas - Melhor que a original, pois antes só dava para colocar na parede. Nunca usava em DN3D, aqui dá para jogar no caminho dos inimigos.
Óculos de visão noturna - meu olho dói quando ligo esse negócio no jogo. Eu gostaria de não ter muitos momentos de uso, mas tem muitas partes escuras em que fui obrigado a ligar isso. Em DN3D eram raros os momentos em que se precisava de verdade usar a visão noturna.
Conclusão
Muitos dizem que Forever recebeu notas baixas porque não pôde sobreviver ao hype que foi criado ao longo dos anos, mas a realidade é que os desenvolvedores tiraram tudo que fazia DN3D um bom jogo e colocaram quaisquer elementos que são populares nos jogos de tiro atualmente. Não tem exploração, não tem segredos, não tem nem medkit...Duke é old school, e não essa modinha de vida regenerativa que infectou todos os jogos de tiro.
Uma das coisas que deixei para falar na conclusão...falta apenas 1 fase para eu terminar o jogo, e até então não foi possível obter o jetpack. Lamentável. É triste ver um jogo que tinha personalidade ser tão influenciado por Call of Duty e afins.
Prós
- Piadas envolvendo outros jogos
- Raros momentos de nostalgia
- Acessórios melhores
- Batalhas são divertidas enquanto duram
- Partes em que Duke fica encolhido
Contras
- Fases lineares sem salas secretas
- Texturas muito feias
- Apenas 2 armas ao mesmo tempo
- Jogo tem mais cara de plataforma/aventura do que tiro
- Vida regenerativa
- Duke não soa fodão como antigamente
- Cadê o Jetpack?
- Não tem alien cagando no banheiro :p
NOTA - 4