PDA

Ver Versão Completa : Battlefield 3 - Review


Executioner
18/11/2011, 14:27
http://image.gamespotcdn.net/gamespot/images//2003/all/boxshots2/960869_234941.jpg

Battlefield 3 - Review

Plataforma: PS3 (também para PC e 360)
Jogadores: 1 a 24
Produtora: DICE
Gênero: FPS
Lançamento: 25/10/11

http://image.gamespotcdn.net/gamespot/images/2011/296/621185_20111024_640screen006.jpg
Como diziam os sábios: “Make war, not love”. Ou algo parecido...

Introdução

Há quase 10 anos atrás, quando a Developer DICE introduziu a série Battlefield com 1942 nos PCs, surgia não apenas um jogo de tiro, mas sim um jogo de guerra. Um jogo onde pistolas e metralhadoras fazem apenas uma pequena parte da diversão, porque a outra grande parte consiste de tanques, jipes, helicópteros, aviões e uma tonelada de jogadores ao mesmo tempo no mapa. Se você é novo na franquia por ser um jogador típico de consoles (como eu sou e sempre fui), então sinta-se imediatamente afortunado. E não apenas porque, de todas as 20 versões desta série, esta é apenas a quarta a ser lançada para PS3/360, mas porque ela oferece situações tão inusitadas e tão fantásticas que não se encontra em nenhum outro jogo Online. Uma combinação de fatores criados em uma engine totalmente nova e voltada especialmente para os consoles, faz Battlefield 3 ser não só um jogo espetacular, mas um pequeno vislumbre do futuro, uma amostra do que podemos esperar para a nova geração. Battlefield 3 vai além do que se viu até agora em termos de multiplayer Online (que sempre foi o foco da franquia), mas e o todo? O que esperar além de um espetáculo técnico e artístico? É exatamente isso o que vamos analisar: o conjunto da obra. Porque isso não é apenas um first person shooter. É um campo de guerra.

http://image.gamespotcdn.net/gamespot/images/2011/297/reviews/960869_20111025_640screen012.jpg
Conheça Blackburn, o ilustre desconhecido.

Enredo

Battlefield 3 se passa em 2014 e acompanha os passos do Sargento Blackburn, ele lidera um pequeno esquadrão americano durante uma invasão ao Irã, e mais tarde acaba descobrindo um complô de russos suprindo a milícia local com armas nucleares, com o fim de detoná-las em grandes capitais mundiais. Como o single player nem sempre foi o foco da série - na verdade, pouquíssimas versões possuem uma história de verdade - é fácil analisar BF3 como um jogo totalmente singular no modo campanha. Difícil mesmo é se apegar a ele, já que não segue nenhuma cronologia, os personagens não possuem um background já firmado e com alicerces firmes, tudo é novo, mas não inovador. Além disso, o jogo não é tão fantasioso a fim de te empolgar quanto a série concorrente Modern Warfare por exemplo (que ao contrário, já possui personagens estabelecidos e muito populares), e nem tão focado na realidade como o mais recente Medal of Honor (também da parceria DICE e EA), o que o deixa num meio termo, o que nem sempre é bom para uma nova empreitada, porque ele não se destaca em nada.

Não há como se apegar aos personagens porque são todos tão rasos, mesmo os inimigos são clichês já estabelecidos no gênero há anos. Jogar o modo campanha não apresenta nada de especial, parece apenas um “bônus”, um modo “Extra” para você passar algumas poucas horas atirando em soldados que alternam entre bots com mira teleguiada a idiotas sem cérebro. Se você procura personagens marcantes, num modo campanha que te mantenha centrado e sempre querendo desenrolar mais e mais da história, então BF3 não é para você. Shooters com bons personagens e enredo são a exceção no mercado de hoje em dia, e BF3 não faz diferente. Porém, como a série nunca teve seu foco voltado para o single player, não é nenhuma surpresa, e muito menos deve ser considerado um ponto fraco, o jogo ser raso e sem apelo emocional no modo campanha.

http://image.gamespotcdn.net/gamespot/images/2011/296/621185_20111024_640screen001.jpg
Qualquer legenda é redundante com estes gráficos.

Gráficos

Quando a DICE anunciou a sua nova Engine gráfica, a Frostbite 2.0, fez-se muito alarde sobre o que ela era capaz de gerar, texturas de outro mundo, animação ultra realistas, iluminação jamais vista e destruição em escala inimaginável. Vídeos e mais vídeos do jogo rodando em PCs de 2114 foram mostrados a esmo e todos ficavam se perguntando: mas, como é nos consoles? Ate não mais do que 1 mês antes do lançamento pouco se sabia a respeito das versões para consoles, e eis que aqui ela está. E, wow, é tudo isso e mais um pouco.

A iluminação do jogo é algo de outro mundo, colocar BF3 no seu console pela primeira vez e entrar no jogo é algo surreal, o high dinamic range do jogo é gigantesco e a transição de ambientes fechados e com pouca iluminação, para ambientes abertos com sol é feita com uma suavidade espantosa. E o jogo abusa disso o tempo todo, colocando você dentro e fora de veículos, saindo e entrando de salas, o que causa um impacto ainda maior no visual do jogo além de ter a sua utilidade prática quando você quer se econder. Tanto Online quanto Offline, cada reflexo, cada feixe de luz afeta tudo a sua volta, cada sombra é modificada por um objeto do cenário, pelo seu soldado ou por um veículo no céu a 1 quilômetro de distância. O único problema neste quesito são as lanternas dos soldados, oh my god, são como um pequeno sol portátil embutido nas armas inimigas e, para piorar, elas te cegam mais que o próprio sol no meio do deserto, o que é inaceitável. Porém, este problema já foi identificado pela DICE e, será corrigido num próximo patch, segundo os desenvolvedores.

As animações também são de primeira, em todos os aspectos, rastejando, correndo, pulando, o único jogo que está no mesmo nível é Uncharted 3 mas, ainda sim, só no single player. O sincronismo labial e animações faciais do single player de BF3 são idênticos no multiplayer (coisa que não acontece em U3 por exemplo, devido ao 3D) e mesmo com 24 pessoas, um mapa colossal lotado de veículos e explosões você vê cada soldado mexer suas pupilas, sincronizar suas falas com lábios, dentes e língua, tudo de maneira perfeita. É algo de outro nível, tudo se move de maneira suave e realista, as árvores reagem ao impacto do vento dos helicópteros e aviões, o solo se modifica com explosões, os veículos e armas também, todos tem animações top de linha em todos os modos.

Em termos de estrutura, destruição e interação, o jogo também se destaca, uma enorme parte de cada cenário é destrutível, prédios inteiros podem ser demolidos com C4, tanques ou mesmo RPGs, não existe coisa mais impressionante do que você estar correndo no meio do mapa e bem em cima da sua cabeça dois aviões se chocam, lançando pedaços para todo lado. Mais impressionante ainda é que isso não é apenas visual, mas possui física, peso e volume, porque se um pedaço daquele avião em chamas te acertar, você morre! A destruição e a modificação do cenário não são apenas visuais, não são apenas “firula”, praticamente tudo tem efeitos práticos tanto para o bem quanto para o mal.

No single player isso é pouquíssimo explorado, devido não só a ausência de veículos, mas principalmente porque não há necessidade. Porém, Online a coisa muda de figura. Você precisa plantar uma bomba e do lado tem um prédio cheio de inimigos protegendo ela? Jogue um avião kamikaze no prédio, demolindo-o com todo mundo dentro e pronto, verás como fica mais fácil atingir seus objetivos quando você usa o cenário a seu favor. Só tome cuidado porque se você estiver ao lado de um prédio em plena destruição, cada pedaço de bloco pode ter acertar e te matar, assim como veículos em rota de colisão. Tudo tem volume e propósito, e mesmo como o alarde negativo da concorrência pelo jogo rodar a 30 FPS, isso não diminui em nada o feito que foi alcançado com BF3, texturas de excelente qualidade (para um jogo num console de 5 anos), praticamente nenhum slowdown, que só acontece com o excesso de fumaça volumétrica que pouco é utilizada.

Para finalizar, os mapas são em sua maioria gigantescos e com design acima da média, você encontra de tudo não apenas em variedade de ambientes (desertos, florestas, ilhas, montanhas, cidades, etc) mas em construções das mais variadas formas. O field of view é animal (só vi melhor em FFXIII) o que para um jogo Online é um feito, pois praticamente não existe pop in, de nenhuma distância! Voando num avião a 300 metros do solo você pode ver soldados correndo no chão a pé e as construções perfeitamente em seus devidos lugares, mesmo fios, cabos e árvores não desaparecem senão depois de meio quilômetro ou mais.

http://image.gamespotcdn.net/gamespot/images/2011/257/621185_20110915_640screen008.jpg
Você vai deixar os vizinhos loucos com o som desse jogo. Use fone de ouvidos.

Som

Analisar BF3 em seus aspectos técnicos chega a ser redundante, mas no bom sentido. Parece até chato ficar repetindo, mas a DICE alcançou outro nível de qualidade sonora em seus ambientes. Começando pelo single player, o Voice Act é decente, não há muitas cenas com interação entre pessoas ou narração, mas quando há, está num nível aceitável. Os soldados se comunicam muito entre si - como é de praxe em jogo de guerra - e mantém a emoção em alta quando necessário. A trilha sonora é realmente bem sucinta, repetindo aqui e ali a tradicional 6 beat string que é marca registrada da série, mas não possui muitas músicas ou cenas em que elas se destaquem.

Onde o jogo realmente se destaca é na ambientação sonora. A maneira como o som de tudo - vozes, tiros, explosões etc. – reverbera nas paredes ou se dissipa no ar é impressionante. Eu e alguns amigos nos pegamos (tanto no single player quanto no multi) simplesmente atirando com armas diferentes nos mais diversos locais apenas para ver a diferença de acústica, é algo surreal. A maneira como uma sala fechada abafa o som da sua arma impressiona, e impressiona mais ainda se, segundos depois de você atirar lá dentro, alguém mandar um RPG na parede a abrir um rombo, deixando você surdo apenas de um ouvido, e logo em seguida, você ouve a sua arma atirando para fora da sala com som totalmente modificado devido a nova estrutura do ambiente, agora com um buraco na parede, tudo em tempo real, o som começa a “fugir” dos seus ouvidos para fora da sala.

O assobio das balas de diferentes calibres no ar, a maneira como o som dos veículos muda completamente no asfalto ou terra, ou se você simplesmente mudar o ângulo da câmera, tudo é calculado conforme a situação. Os soldados têm diversas falar para situações diferentes o que gera situações hilárias como você tentar reviver um compatriota russo online com o desfibrilador e ele gritar “live motherfuckeeeeeeer!!!” ou como um americano agradece você com “thanks doc, you saved my life!”. São pequenos detalhes, como o esgoto correndo debaixo de um prédio no Bazaar, algo tão desnecessário, mas tão importante: você está lá, tentando capturar uma bandeira no Conquest, com um tanque do lado de fora demolindo o prédio, russos xingando de maneira irreconhecível, explosões para todo lado, tiros, mas ainda sim, é possível ouvir a água correndo debaixo do ladrilho dentro da sala pelo ralo. Um show de atenção a minúcias que fazem uma diferença quase mágica. Assim como as batidas do seu coração são aceleradas quando você corre e como seu equipamento chacoalha quando você para. O som de BF3 é exatamente assim, tão real que quase assusta.

http://image.gamespotcdn.net/gamespot/images/2011/257/621185_20110915_640screen009.jpg
Lembre-se: isso não é um simples shooter. É um jogo de guerra.

Jogabilidade

Um jogo pode ter de tudo, história intrigante e personagens marcantes, gráficos de primeira em ambientações magníficas, ambos aliados ao som que marca cada cena, mas sem controle, nada disso adianta. Pois é aqui que o jogo, vira jogo de verdade, é aqui que nos diferenciamos de um CD, cinema ou teatro: controle. Battlefield 3 é algo único de ser avaliado neste quesito, pois como já disse lá no começo deste review, isso não é um jogo de tiro, não é um jogo de corrida, não é um jogo de ação, é tudo isso e no meio da guerra, é como GTAIV encontra Mercenaries com uma pitada de Call of Duty. Sendo assim, vamos por partes como sempre.

No single player é a maneira mais fácil de começar, porque é onde temos menos de tudo. Pouco – ou quase nada – é exigido do jogador em termos de mecânica a não ser, atirar, que é o básico de todo shooter. Com um ritmo mais cadenciado BF3 oferece uma jogabilidade que está entre Killzone (com algum peso e muito recoil) e Call of Duty (não tão veloz mas com certa agilidade para escalar, deitar e correr). É um híbrido agradável que pode suprir as necessidades de praticamente qualquer jogador de FPS, com controles precisos e respostas aceitáveis dentro de um jogo que roda a 30fps. Quase não há veículos, pouca destruição prática, tudo on rails, o single não é nada demais.

Então há o Co-op, uma adição para competir com a concorrência (MW2, MW3, U2 e U3 todos tem Co-op), este modo é estruturado em 6 - curtos - capítulos e pode ser jogado apenas Online pelo sistema de matchmaking ou Invite mas, sinceramente, ele não apresenta nenhum pouco do desafio do Spec Ops de MW3 ou da diversão do Co-op Story de U2 e 3, é bem abaixo da média no mercado atual. São pequenas fases que envolvem um pouco de stealth, assault e fuga que não tem nada de mais, apenas, estão lá. Na realidade, a única utilidade deste modo é acumular pontos – de maneira boçal repetindo capítulos – para habilitar armas especiais no multiplayer. Além disso, há um mapa onde você controla um helicóptero de ataque, que é uma excelente aula para pilotos antes de se aventurarem no full multiplayer.

Agora, passando pelo morno singleplayer e pelo dispensável co-op, chegamos ao que sempre foi o coração deste monstro chamado Battlefield: o multiplayer. No básico de todo multi está a chamada gun on gun gameplay, é o que carrega um shooter, se as armas não forem boas, se o “feeling” do jogo não for legal e divertido, então não cola. Neste ponto BF3 acerta na mosca, primeiro: há uma gigantesca variedade de armas que vão desde pistolas, metralhadoras, snipers, até morteiros, C4, RPGs, robôs de controle remoto e outros dispositivos. Segundo: tudo funciona de maneira excelente, todas as armas são balanceadas entre dano + recoil + distância + cartucho para gerar um sistema balanceado e extremamente bem executado. Há pouquíssimas armas overpower e praticamente tudo tem um contra-ataque, uma fraqueza e uma qualidade.

E o fato do jogo empregar física nos projeteis com balística e tudo mais, torna a curva de aprendizado realmente gratificante. A maneira como as balas de diferentes armas viajam em velocidades e arcos diferentes faz com que você tenha que se adaptar a cada situação e não simplesmente apertar o gatilho. E a contrário de afastar jogadores novatos, o jogo usa um sistema de recompensa (baseado na distância do seu alvo e na porcentagem de dano) que faz com que o jogador não apenas seja incentivado a melhorar (ganhando mais pontos de acordo com a dificuldade de acertar um alvo), mas realmente melhore com a prática dentro deste sistema.

Como segundo ponto – mas tão importante quanto o primeiro – estão os veículos e, de certa forma, eles tem um sistema parecido com o das armas: quanto melhor ele for, mais difícil é de manejar eficientemente. Jipes, APCs e tanques todos tem um sistema bem simples de comando que qualquer um pode pegar e se divertir, fazendo inclusive diferença no resultado de uma partida. Mas quando se passa para helicópteros de carga, de ataque e aviões, prepare-se, porque não é para qualquer um. Tais veículos aéreos são extremamente potentes nas mãos de um experiente jogador, mas exigem muitas horas de treino para fazerem alguma diferença graças ao sistema progressivo de unlocks. Além disso, nenhum deles utiliza algum sistema para novatos, todos exigem muita coordenação, o que é bom, já que o jogo não vira uma “zona” onde todo mundo tem poder demais nas mãos de modo a deixar a partida imprevisível. Em Battlefield, se o seu time tem os melhores pilotos e os melhores soldados, você VAI ganhar, e vai ganhar sempre com certa folga, pois o sistema dá a vantagem para realmente quem sabe jogar e não nivela nada por baixo. Não basta apertar um botão e esperar um avião fazer o trabalho, você tem que realmente botar a mão na massa e fazer acontecer.

Agora vamos a parte humana da coisa. Battlefield 3, assim como seus predecessores, baseia a estrutura da infantaria em classes, neste caso, 4. A primeira é o Assult, que foi fundida com Medic, essa classe carrega rifles, noob tubes, Méd Packs e o Desfribilador que é capaz de reviver soldados aliados e negar o ponto para os adversários, feita para ficar na linha de frente onde o massacre acontece. A segunda é Engineer, provavelmente a classe mais importante de BF3 devido a suas diversas maneiras de destruir – e reparar – os tão importantes veículos. Minas, Stingers, Javelins, massaricos, o engineer é de extrema importante pois um único tanque toma conta de ¼ do mapa, sem ele, seu time é massacrado por veículos. A terceira classe é o Support, como o próprio nome diz ele é responsável por dar suporte a todas as outras classes, graças a sua munição infinita em pequenas caixas que ele deixa pelo mapa, num jogo de tiro munição é tudo e esse cara é quem nos provém. Por fim, Recon, na maioria das vezes mal interpretado como “sniper” o trabalho do recon é o usar seus apetrechos (sniper, UAV, sensor de movimento) para marcar alvos inimigos e, principalmente, plantar respawn points móveis para seu esquadrão ficar em posições importante do mapa mais rapidamente.

Todas as classes têm o seu papel fundamental, porém, como era de se esperar algumas brilham mais que outras em certos modos de jogo, e é aí que chegamos a parte final. Em primeiro lugar: Battlefield 3 não é um jogo de mata-mata. Ponto. Na verdade, Team Deathmatch é o pior modo disparado deste jogo, porque ele simplesmente elimina todo o que torna Battlefield um jogo diferente, em TDM não existem mapas grandes, nem veículos e as classes são limitadas em sua eficiência. Devido a isso, BF3 se resume a dois modos: Conquest (capture uma zona do mapa e mantenha) e Rush (arme duas bombas e avance para as próximas). Parece pouco – e realmente é – mas Battlefield 3 não é jogado da maneira convencional, as partidas podem demorar 45 minutos, são enormes guerras e não um vai e vem de mapas rápidos. Pense nisso antes de comprar.

Para terminar a sessão jogabilidade, um pequeno overview sobre alguns features mais importantes deste jogo no que diz respeito a mecânica e ao uso em geral. A interface do jogo é uma droga, lenta, demora para reconhecer comandos e só pode ser acessada pelo menu principal, quase um insulto. BF3 utiliza servidores dedicados porém só existem USA, EURO e ASIA, o que é uma grande desvantagem para sulamericanos. Mas, ao menos, o sistema de matchmaking é genial, uma mistura de GT5 e Killzone 2 que permite uma gama enorme de customizações. O jogo utiliza Online pass, MAS possui versão digital (o que parece se a regra de agora em diante). O sistema de unlocks tanto de arma quanto veículos é progressivo conforme o uso, nada de comprar nada, quer algo, conquiste. Não existem killstreaks, pointstreaks ou boosters mágicos, só você e sua arma. O jogo é lotado de pequenos bugs de navegação, pulo e outras coisas menores, mas não temos nem um mês de lançamento, então esperem por patchs, nada muito grave, porém alguns são realmente irritantes como a comunicação e divisão de times que não funcionam corretamente.

http://image.gamespotcdn.net/gamespot/images/2011/097/621026_20110408_640screen005.jpg
Destruir coisas é sempre bom. No país dos outros, melhor ainda.

Conclusão

Battlefield 3 é uma produção impecável tecnicamente para os dias de hoje, parece ser o ápice do que conseguiremos nesta geração, em todos os aspectos técnicos, som, imagem e controle. Algumas pequenas falhas no multi são claramente resultado de uma Beta Testing tardio e mal feito, porém nessa geração pós patchs, esperem por consertos, todo jogo tem. De uma maneira geral BF3 não é um jogo para qualquer um, não porque ele seja ruim em algum aspecto ou muito restrito em outro, o que ele se compromete em entregar, que é um multiplayer robusto, ele o faz como ninguém. Porém exige um certo grau de comprometimento não apenas de tempo, mas de prática, que pode afugentar aqueles menos pacientes e solitários. Por não oferecer um single e co-op acima da média uma pequena parcela da população gamer pode se afugentar, mas para aqueles dedicados jogadores multi que se empenham nas leaderboards e nos modos com objetivo, trabalho em conjunto e execução de primeira, não há nada melhor no mercado.

Prós
Gráficos e som de primeira
Multiplayer praticamente impecável
Mecânica, física e jogabilidade de outro mundo
Mais variedade de cenas épicas Online não há

Contras
Interface horrível
Super Nova portátil em forma de lanterna
Não há servidores dedicados sulamericanos
Single e co-op poderiam ser melhores

jaloreti
18/11/2011, 16:24
Ótimo review amigo! Jogão fodástico! Tá acabando com minhas noites de sono..

rap3d
18/11/2011, 16:31
Muito bom o jogo, multiplayer online lindo demais além de ser uma pegada violenta demais, estou jogando no pc ainda no rank 4, no single estou na última missão.

rafaella_mac
20/11/2011, 11:53
ótima revew!! me animou ainda mais a pegar o mp dele!! :D

só to esperando as provas da facu passarem pra pegar o online no pc (pow 50 conto contra 160 no xbox não dá pra concorrer hehe) e adquirir mais um vício :rox

dúvida: o single ficou semelhante ao single do bad company 2 ou 1 ou nada a ver??

flw

Jomarumu
20/11/2011, 13:26
Achei bem melhor o Battlefield Bad Company 2, odiava FPS até joga-lo, achei que o BF3 seria uma continuação dele. Para mim o BF3 foi muito para o lado de CoD, ficou até chato, queria um jogo mais aberto, aquele mapa do rio sena é uma droga, não tem por onde fugir, você passa por onde tem camper te esperando.
Fora os respawns, isso ficou uma droga, você está escondido em um local capturando uma bandeira, um cara dá respawn bem atrás de você e já te mata, ou então você vai dar respawn em alguma bandeira, se tiver um inimigo por perto você cairá na frente do inimigo, isso é quase certeza.

Quanto ao jogo em si eu gostei bastante, tem muito lag, mas está legal, queria um jogo de guerra, pelo menos continuou dessa forma, uma ótima alternativa a CoD.

Snake-Eyes
21/11/2011, 00:25
otimo reviw cara parabems vou ver de pegar o jogo ano que vem em alguma promoçao da Steam

Executioner
21/11/2011, 16:05
Achei bem melhor o Battlefield Bad Company 2, odiava FPS até joga-lo, achei que o BF3 seria uma continuação dele. Para mim o BF3 foi muito para o lado de CoD, ficou até chato, queria um jogo mais aberto, aquele mapa do rio sena é uma droga, não tem por onde fugir, você passa por onde tem camper te esperando.
Fora os respawns, isso ficou uma droga, você está escondido em um local capturando uma bandeira, um cara dá respawn bem atrás de você e já te mata, ou então você vai dar respawn em alguma bandeira, se tiver um inimigo por perto você cairá na frente do inimigo, isso é quase certeza.

Quanto ao jogo em si eu gostei bastante, tem muito lag, mas está legal, queria um jogo de guerra, pelo menos continuou dessa forma, uma ótima alternativa a CoD.

Eles claramente tentaram um balanço entre mapas para infantaria e mapas para veículos, eu achei que ficou excelente a variedade. Analise bem: Seine Crossing, Operation Metro, e Grand Bazaar são totalmente infantaria, enquanto Capian Border, Operation Firestorm, Kharg Island são totalmente veículos. Já Teeran Highway, Damavand Peak e Norshar Canals são hibridos.

O lance dos respawn por bandeira é realmente foda, nisso eu concordo, se você vai capturar uma bandeira, encosta a bunda na parede porque senão alguém nasce exatamente nas suas costas, isso precisa de um leve patch.

Agora resta esperar alguns dias por Back to Karkhang. :king

Leo Navarro
23/11/2011, 18:39
Não sei se é só impressão minha e de um amigo, mas achamos que o Sniper ficou uma merda no BF 3.
Tenho BF BC 1, BF BC 2 e BF 3 para o Xbox 360, e ele tem BF BC 2 e BF 3 para o PC, e nós achamos um baita pé no saco matar alguém de sniper no BF 3, tanto no Xbox quanto no PC.
Nos dois anteriores, matar alguém de sniper era até que fácil. Mas no BF 3, não conseguimos matar um lazarento sequer.
Ontem mesmo, tirei uma dúvida jogando os 3 BFs pra ver se eu estava noob ou se o jogo que estava estranho. E pra mim, realmente, o BF 3 ficou uma merda no sniper, parece que você atira, atira, atira, e não acerta o cara a distância de forma alguma!

Rallado
24/11/2011, 17:29
Ótimo review cara, peguei o meu pro ps3 esses dias e ainda estou aprendendo a jogar, mas o jogo realmente (principalmente o multiplayer) te deixa viciado! rsrsrs

Abcs

Claudio pr
02/12/2011, 09:27
joguei e por enquanto gostei
apenas os graficos acredito que ficaram muito aquem do que esperava
ficaram bons, mas longe de ser dos melhores da geração (de consoles)
talves a versao para pc possa ser melhor (bem melhor)
mas o jogo esta bem divertido a jogabilidade melhorou bastante
o som é excelente, os veiculos sao bem simples, possuem espelhos mas estes nao tem imagem, a m16 nao é 3 round burst, detalhes
mas enfim, esta bem divertido
[kbope]

rodrigog88
03/12/2011, 02:16
Se ele conseguisse rodar sem bugar; seria jogável a ponto de eu conseguir realizar uma review decente também. :lol

Leo Navarro
03/12/2011, 17:07
joguei e por enquanto gostei
apenas os graficos acredito que ficaram muito aquem do que esperava
ficaram bons, mas longe de ser dos melhores da geração (de consoles)
talves a versao para pc possa ser melhor (bem melhor)
mas o jogo esta bem divertido a jogabilidade melhorou bastante
o som é excelente, os veiculos sao bem simples, possuem espelhos mas estes nao tem imagem, a m16 nao é 3 round burst, detalhes
mas enfim, esta bem divertido
[kbope]

A M16A4 é Burst e Semi, devem ter jogado o Full Auto da A3, só pra dar um ar mais arcade ao jogo .

DaffDuck
03/12/2011, 19:07
o BF 3 ficou uma merda no sniper, parece que você atira, atira, atira, e não acerta o cara a distância de forma alguma!

É pq vc não jogou o BF2 ... esse sim tinha/tem um hitbox mto ruim/difícil ...

Acho que o problema todo é que o BC2 acostumou mto mal os snipers ... lá é mto fácil matar de sniper e não é atoa que rolam vários videos de sniper rush no bc2 ...