Batalha do Atlântico - 783 submarinos e 3500 navios de carga afundados

Discussão em 'Vale Tudo' iniciada por San Andreas, 11 Novembro 2008.


  1. San Andreas Bam-bam-bam

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    http://en.wikipedia.org/wiki/Second_Battle_of_the_Atlantic


    A Batalha do Atlântico (1939 – 1945), foi a mais longa campanha da Segunda Guerra Mundial e foi responsável pelo naufrágio de 3500 navios cargueiros aliados, 175 navios de guerra aliados, 119 porta-aviões de escolta aliados e 783 submarinos alemães.


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    The Battle of the Atlantic was the longest continuous military campaign of World War II, (though some say it was a series of naval military campaigns and offensives) running from 1939 through the defeat of Nazi Germany in 1945, and was at its height from mid-1940 through to the end of 1943.

    The Battle of the Atlantic pitted U-boats and other warships of the German Navy (Kriegsmarine) against Allied convoys. The convoys, coming mainly from North America and the South Atlantic and going to the United Kingdom and the Soviet Union, were protected for the most part by the British and Canadian navies and air forces. These forces were aided by ships and aircraft of the United States from 13 September 1941. The Germans were joined by submarines of the Italian Royal Navy (Regia Marina) after Italy entered the war on 10 June 1940.

    The name "Battle of the Atlantic", first coined by Winston Churchill in 1941, is a partial misnomer for a campaign that began on the first day of the European war and lasted for six years, involved thousands of ships and stretched over hundreds of miles of the vast ocean and seas in a succession of more than 100 convoy battles and perhaps 1,000 single-ship encounters. Tactical advantage switched back and forth over the six years as new weapons, tactics and counter-measures were developed by both sides. The British and their allies gradually gained the upper hand, driving the German surface raiders from the ocean by the middle of 1941 and decisively defeating the U-boats in a series of convoy battles between March and May 1943. New German submarines arrived in 1945, but they were too late to affect the course of the war.


    Arctic convoys of World War II


    The Arctic convoys of World War II travelled from the United Kingdom and the United States to the northern ports of the Soviet Union - Archangel and Murmansk. There were 78 convoys between August 1941 and May 1945 (although there were two gaps with no sailings between July and September 1942, and March and November 1943). About 1400 merchant ships delivered vital supplies to the Soviet Union under the Lend-Lease program. 85 merchant vessels and 16 Royal Navy warships (2 cruisers, 6 destroyers, 8 other escort ships) were lost. The Germans lost a number of vessels including one battlecruiser, three destroyers and at least 30 U-boats as well as a large number of aircraft.



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    Navios Produzidos na Segunda Guerra Mundial


    Aircraft carriers

    United States = 22 (141)
    Japan = 16
    United Kingdom = 14
    Germany = 2

    Figures in parentheses indicate merchant vessels converted to carry airplanes.


    Battleships

    United States = 8
    United Kingdom = 5
    Italy = 3
    Japan = 2
    Germany = 2


    Cruisers

    United States = 48
    United Kingdom = 32
    Japan = 9
    Italy = 6
    Soviet Union = 2


    Destroyers

    United States = 349
    United Kingdom = 240
    Japan = 63
    Soviet Union = 25
    Germany = 17
    Italy = 6


    Convoy escorts

    United States = 498
    United Kingdom = 413
    Canada = 191
    Germany = 23


    Submarines

    Germany = 1,337
    United States = 422
    Japan = 167
    United Kingdom = 167
    Soviet Union = 52
    Italy = 28


    Merchant tonnage

    United States = 33,993,230
    United Kingdom = 6,378,899
    Japan = 4,152,361
    Commonwealth = 2,702,943
    Italy = 469,606





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    Historical plaque at the Bedford Basin in Halifax, Nova Scotia, Canada, a major convoy collection area.



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    Officers on the bridge of an escorting British destroyer keep a sharp look out for enemy submarines, October 1941



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    A U-boat shells a merchant ship which has remained afloat after being torpedoed



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    A SB2U Vindicator scout bomber from USS Ranger (CV-4) flies anti-submarine patrol over Convoy WS-12, en route to Cape Town, 27 November 1941. The convoy was one of many escorted by the US Navy before the US entered the war



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    A depth charge being loaded onto a depth-charge thrower aboard the corvette HMS Dianthus, 14 August 1942.



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    An Allied Casablanca convoy heads eastward across the Atlantic bound for Africa, November 1942



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    Hedgehog, a 24 barrelled anti-submarine mortar, mounted on the forecastle of the destroyer HMS Westcott



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    A Leigh Light used for spotting U-boats on the surface at night fitted to a Liberator aircraft of Royal Air Force Coastal Command, February 26, 1944



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    A U-Boat under attack by Allied aircraft in 1943



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    Newfoundland seamen raise White Ensign over a captured German U-boat in St. John's, Newfoundland



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    Coast Guardsmen on the deck of the U.S. Coast Guard Cutter SPENCER watch the explosion of a depth charge which blasted a Nazi U-boats hope of breaking into the center of a large convoy. Sinking of U-175. NA 1943/04/17



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    Allied tanker Dixie Arrow torpedoed by a German submarine U-71 in 1942.



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    U-boat 534, Birkenhead Docks, Merseyside, England


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    Submarine base of Saint-Nazaire. It holds today a museum and some commercial activities.
  2. San Andreas Bam-bam-bam

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    A Batalha do Atlântico (1939 – 1945)


    O objetivo estratégico de Hitler na batalha do Atlântico era interromper, na maior escala possível, os fornecimentos de provisões e material bélico da Inglaterra e seus aliados. Foi sua unidade de submarinos, habilmente comandada pelo Almirante Doenitz, que atingiu o maior grau de êxito, mas, felizmente para os ingleses, Hitler e Raeder, o chefe da sua Marinha, persistiram longo tempo na crença de que os grandes navios de superfície eram de importância superior, resultando disso que, até que fosse tarde demais, a força submarina nunca foi suficientemente desenvolvida para conseguir uma vitória completa, embora em março de 1943 a posição aliada fosse extremamente precária.

    A luta perdurou por toda a guerra, atingindo o auge entre a metade de 1942 e a metade de 1943. Começou a 3 de setembro de 1939, quando o navio de longo curso Athenia foi afundado por um submarino alemão. No final do mesmo ano, 114 embarcações britânicas e neutras totalizando 420.000 toneladas, tinham sido postas a pique, entre elas o porta-aviões Courageous e o navio de guerra Royal Oak, este último afundado em Scapa Flow pelo submarino alemão U-47, num audacioso ataque noturno.

    Nesse meio tempo, os navios alemães de superfície não corresponderam às expectativas: em dezembro, o esplêndido navio de guerra Graf Spee era condenado à morte na desembocadura do rio da Prata e afundado; o Deutschland (depois Lützow) causou pequena impressão em suas incursões pelo Atlântico Norte; e os dois cruzadores de batalha Scharnhorst e Gneisenau fizeram apenas uma breve incursão de reconhecimento.

    Iniciando a guerra com uma força submarina de apenas 56 barcos, a Kriegsmarine alemã viu esse número crescer resolutamente, enquanto os comboios aliados permaneciam desesperadamente privados de escolta. A situação foi um pouco abrandada pela entrada em ação, na primavera de 1940, das primeiras corvetas, mas o risco para a navegação aliada redobrou com a queda da França em junho de 1940. Quando isso aconteceu, o Canal da Mancha deixou, naturalmente, de ser seguro, e as rotas de navegação no Atlântico logo foram igualmente ameaçadas por novas bases de submarinos, estabelecidas pelos alemães em Brest, Lorient e outros portos da costa atlântica francesa. Submarinos transoceânicos passavam a poder operar em mais profundidade, no Atlântico, do que as escoltas de destróieres para os comboios de longo curso, e Doenitz não demorou a se aproveitar desse ponto fraco no sistema de comboio.

    A única rota que permanecia aberta para os comboios com destino à Inglaterra, ou regressando de lá, passava pelos acessos norte-ocidentais - contornando o norte da Irlanda - , mas nem essa rota escapou aos ataques dos bombardeiros de longo alcance Focke-Wulf Kondor, com bases na Noruega e na França. Em setembro de 1940, Churchill, sem esperanças de reforçar as escoltas de comboios, fez um acordo de concessão de crédito com Roosevelt, segundo o qual a Inglaterra passava a usar 50 destróieres da Primeira Guerra Mundial, com quatro canhões, da reserva naval americana, que foram enviados para bases no lado oposto do Atlântico; mas ainda havia muito pouca escolta, e em outubro de 1940 submarinos alemães afundaram um total de 350.000 toneladas de embarcações, a cifra mais alta até então.

    O mau tempo trouxe ao combate um período de calmaria, durante o inverno de 1940-41, mas na primavera Doenitz renovou a ofensiva com uma nova tática devastadora. Começou a desdobrar grupos de submarinos no que foi designado como “matilhas de lobos”. Os membros da matilha se espalhavam e patrulhavam uma vasta área até que um deles localizasse um comboio. Esse submarino então chamava os outros pelo rádio e, depois de todos se reunirem, a matilha fazia um ataque de superfície, à noite. Sua velocidade em superfície superava a da maioria das escoltas de comboio, mas o mais importante era que o aparato de escoltas de Asdic era incapaz de detectar a presença deles. As matilhas de lobos atacaram noite após noite, retirando-se durante o dia e causando efeitos devastadores, mas felizmente Doenitz não os tinha em quantidade suficiente. De qualquer modo, em março de 1941, vários submarinos, atacantes de superfície (o navio de guerra ligeiro Admiral Scheer e os cruzadores pesados Scharnhorst e Gneisenau) e muitos aviões reivindicavam entre si o afundamento de mais de 500.000 toneladas de navios aliados.

    Em maio do mesmo ano ocorreu um dos grandes últimos confrontos de navio a navio. O magnífico navio de guerra alemão Bismarck, em companhia do novo cruzador Prinz Eugen, navegava pelo Atlântico à procura de vítimas. Localizados, o cruzador de batalha britânico Hood e o navio de guerra Prince of Wales partiram em seu encalço para interceptá-los. A 24 de maio entraram em combate, e o potente Hood, de 42.000 toneladas, com oito canhões de 381 mm, foi explodido pela primeira salva do Bismarck, enquanto o Prince of Wales era danificado o suficiente para ser forçado a parar. O Bismarck fôra atingido duas vezes pelo Prince of Wales e tinha um vazamento de combustível; assim, fez meia volta, visando a rumar para um porto atlântico francês, e, após repetidos ataques de bombardeiros britânicos decolados de porta-aviões (dos quais apenas um acertou o alvo, e com um tiro bem fraco), escapou aos atacantes. Alguns dias depois foi novamente localizado e mais uma vez atacado por torpedeiros. Desta vez foi atingido por dois tiros, um dos quais emperrou seus lemes. Deixado sem controle mas aparentemente impossível de ser afundado, foi alvejado primeiro por obuses dos navio de guerra Rodney e King George V, e depois torpedeado pelo Dorsetshire, até que deslizou por sob as ondas. O Prinz Eugen, que o acompanhava inicialmente, conseguiu seguir a salvo para Brest, mas a destruição do Bismarck representou o fim dos esforços alemães para vencer a Batalha do Atlântico com navios de superfície.

    Logo, em março de 1941, a Lend-Lease Bill foi assinada. Segundo seus termos, a Inglaterra podia solicitar armas e provisões sem pagamento imediato. Isso, junto com a ampliação unilateral que os Estados Unidos fizeram da chamada “Zona de Segurança” ao largo da sua costa ocidental (dentro da qual os submarinos tinham que respeitar a neutralidade da navegação americana) e sua decisão de fornecer apoio atlântico à navegação aliada, indicou aos alemães que os americanos estavam se tornando bem menos do que neutros. Essas medidas, porém, melhoraram consideravelmente as chances dos comboios aliados no Atlântico, e quando a Marinha Real Canadense começou a oferecer escoltas até o sul da Islândia, finalmente um sistema de escolta transatlântica contínua entrou em operação.

    Pelo final de 1941, as perspectivas pareciam mais animadoras, embora ainda houvesse deficiência de aviões de longo alcance para missões de proteção a comboios, e os submarinos, agora sendo produzidos com cascos soldados a pressão em lugar dos antigos blindados e rebitados, estavam se tornando mais difíceis de afundar. No entanto, os acontecimentos deveriam dar uma guinada, e para pior. Depois que a América entrou na guerra, em resposta ao bombardeio de Pearl Harbor em dezembro de 1941, a Zona de Segurança deixou de existir. Doenitz não demorou a perceber que agora poderia fazer inúmeras vítimas ao largo da costa ocidental americana, e as cifras de 500.000 toneladas postas a pique em fevereiro de 1942 e 700.000 em junho testemunham o sucesso dessa nova ofensiva. Em agosto de 1942, mais de trezentos submarinos estavam em serviço, e em novembro, apesar da introdução de aparelhos de radar de 10 centímetros e de equipamento HFDF (que podia localizar um submarino por transmissões de rádio), os Aliados sofreram a perda de 729.000 toneladas.

    No começo de 1943, porém, os Aliados tinham finalmente desenvolvido o que se revelou ser um sistema de contra-ataque verdadeiramente eficaz e, o que talvez tenha sido mais importante, aviões Liberator de longuíssimo curso se tornaram disponíveis, afinal, para missões de escolta de longo alcance. Embora em março se tenham perdido 627.000 toneladas de embarcações, as cifras de abril e maio mostraram um progressivo e impressionante declínio. Em maio, Doenitz calculou que para cada três submarinos que tinha no mar, perdia um, e a 23 de maio, vendo que não resistiria a tais perdas por muito tempo, ordenou a seus submarinos que se retirassem do Atlântico Norte.

    Embora a campanha continuasse até o fim da guerra, em junho de 1943 a construção de novos navios mercantes tinha finalmente superado as perdas, e a batalha estava ganha.





    Liberty Ship


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    SS Carlos Carrillo



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    Jeremiah O'Brien



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    SS John W. Brown, one of two surviving operational Liberty ships



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    Victory Ship


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    SS Red Oak Victory, now a museum ship



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    War Shipping Administration photo showing early 1944 Victory ship construction with a May, 1945 war tonnage production chart



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    Victory cargo ships are lined up at a U.S. west coast shipyard



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  3. tukano Habitué da casa

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    São novos Screen Shoots do NOVO Call of Duty GX ?

    hauahuha zoa

    Eu tenho um Livro falando sobre os Aviões Spitfire da Segunda guerra mundial Muito LOKO
  4. Cadelão Bam-bam-bam

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    [COLOR="Blue"]Esses U-boats foram um verdadeiro pesadelo nos primeiros anos da guerra. Não havia tecnologia capaz de detectá-los, e como ficavam submersos, também era difícil vê-los a olho nu.

    Eu fico imaginando o que teria acontecido caso Hittler não tivesse subestimado a Rússia. Ele tinha praticamente toda a Europa nas mãos, mas se fodeu ao ignorar o inverno russo. [/COLOR]
  5. San Andreas Bam-bam-bam

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    Os U-Boats subiam a superficie a noite para ligar os motores Diesel e recarregar as baterias.

    Quando os radares foram miniaturizados e colocados nos aviões de patrulha aliados, foi possivel detectar os U-Boats...
  6. Flashgunner Habitué da casa

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    E depois começaram a usar o snorkel para os u-boats recarregarem as baterias submersos.
  7. San Andreas Bam-bam-bam

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    Os U-Boats com snorkel só apareceram no final da guerra e ainda assim em pequena quantidade, o que acabou não adiantando nada...

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