Espadachins Europeus (Portugueses) contra Samurais [+ Soul Calibur]

Discussão em 'Vale Tudo' iniciada por Pingu77, 12 Dezembro 2014.


  1. Pingu77 Ei mãe, 500 pontos!

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    Espadachins Portugueses contra Samurais Japoneses

    Senhores, esse texto objetiva ilustrar os obscuros confrontos entre a arte de espada europeia e o kenjutsu japonês, indo até a raiz das lutas, que opunha espadachins portugueses contra samurais nipônicos, dando prioridade de explicação para os primeiros, já que os últimos são amplamente valorizados e conhecidos na cultura popular, justificando essa escolha com os relatos que concluem equilíbrio nas disputas, por vezes vitórias maiores dos europeus.

    O primeiro contato entre europeus e japoneses se deu em 1543, na Ilha de Tanegashima com os portugueses, que permaneceram quase os únicos por lá até os anos da década de 1590 (antes desse período houveram outros poucos europeus no Japão, em sua maioria espanhóis e italianos, que eram membros da Companhia de Jesus e vinham junto dos mercadores lusos - vide o Francisco Xavier e o Alessandro Valignano. [Quem diria que sete universitários em Paris, cinco espanhóis - entre eles, Xavier e Loyola - um português e um francês, fariam um juramento que criou uma das companhias religiosas mais ricas e poderosas do mundo por séculos?]).

    Não obstante, os contatos quase diários entre portugueses e japoneses começaram a ocorrer só a partir de 1570. Ou seja, aqui nesse período já estamos no final do século 16 (1500s). O sistema de infantaria através da cavalaria pesada europeia durou até, grosso modo, o começo desse século, o 16, quando os tércios espanhóis, em uma combinação de infantaria leve e artilharia de armas de fogo ou bestas, detonaram a tradicional cavalaria pesada francesa, no contexto das Guerras Italianas (http://en.wikipedia.org/wiki/Battle_of_Cerignola).

    Por conta disso, os grandes equipamentos da armadura tradicional do cavaleiro, como o elmo fechado, só estavam nos Descobrimentos no começo do século 16, não nesse contexto, o final, em que ela só servia para o esporte, a justa.

    Portugueses (nanbanjin) observados por japoneses, em pintura do japonês Kano Domi datada aproximadamente entre 1593 e 1600:

    [IMG]

    Novamente portugueses em arte de Kano Domi, de 1593 a 1600, e abaixo obra de Kano Naizen, entre 1570 e 1616, com atenção para as espadas que usavam (cliquem nas imagens para ampliá-las):

    [IMG]

    [IMG]

    Trata-se de uma rapieira, ou espada ropera em espanhol, de forma à moda italiana (no norte da Itália, bem como na Alemanha, eram aonde ficavam não apenas as indústrias de armaduras que exportavam para toda a Europa, mas também a de espadas):

    [IMG]


    O golpe na cavalaria e infantaria pesada que a Europa levou vinha desde a metade do século 14 (1350s), quando no contexto da Guerra dos Cem Anos a Inglaterra utilizou em diversas batalhas o foco na artilharia de arcos (bestas e arcos longos, pois as armas de fogo estavam ainda engatinhando ou não existiam). A decadência veio desde essa época e só foi bem constatável nas Guerras Italianas no começo do século 16. Porque se observar o desenvolvimento das armaduras de cavalaria pesada ao longo do século 15 (1400s), verá que ela aumenta cada vez mais o tamanho e a proteção, sendo uma parte dela mais tarde aperfeiçoada exclusivamente à justa, ao esporte, por conta dessa decadência já visível.

    (Exemplos de batalhas que o sistema de artilharia fez deslocar a tradicional cavalaria pesada do centro de importância nos confrontos militares da Idade Média tardia: http://en.wikipedia.org/wiki/Battle_of_Crécy http://en.wikipedia.org/wiki/Battle_of_Aljubarrota http://en.wikipedia.org/wiki/Battle_of_Agincourt)

    Então, temos um contexto em que os japoneses, que não sofreram essa revolução no sistema bélico-militar, ainda estavam com seu modelo de cavalaria pesada (os samurais de grandes armaduras) em pleno vigor quando os europeus chegaram. Não é a toa que quando os portugueses introduziram a arma de fogo em Tanegashima, essa revolução começou a ocorrer e foi parte do sucesso da expansão do Oda Nobunaga, que as utilizou largamente.

    [IMG]

    Estátua do confronto entre Miyamoto Musashi e Sasaki Kojiro na Ilha de Ganryu

    Vale lembrar também que o duelo semilendário entre Miyamoto Musashi e Sasaki Kojiro, amplamente conhecido na cultura popular japonesa, ocorreu na Ilha de Ganryu em 1612, que se encaixa no recorte de tempo do contato pungente com os lusos, além de exemplificar competições emocionantes e nascentes estilos de kenjutsu em forte desenvolvimento em tal período.

    Ainda assim, a arte na espada europeia não estava morta por conta da decadência da cavalaria pesada. No contexto da Península Ibérica, é desse período que surge a esgrima espanhola La Verdadera Destreza, que alcança grande força. Luis Pacheco de Narváez, um dos sucessores de outro andaluz, o então criador do estilo, foi imortalizado na pena de Francisco de Quevedo, grande expoente literário da Era de Ouro da Espanha nas artes, em um conto chamado El Buscón, no qual parodiava o sucessor esgrimista que durante um duelo contra um soldado experiente, apelava para cálculos matemáticos, para então concluir que deveria fugir.

    [IMG]

    Francisco de Quevedo

    Tal deboche partia da característica única desse estilo de luta, que consistia na adoção de uma postura teorizada após princípios geométricos, com base na razão e aspectos da educação humanista renascentista, incorporando os clássicos gregos, e almejando ser universalmente aplicável a todo tipo de arma. Basicamente a postura a ser adotada pelos cálculos dos teóricos dos manuais da Verdadera Destreza consistia no braço erguido em ângulo reto, de modo a criar um círculo de defesa, minimizando os danos ao corpo, cujo objetivo era imaginar o mesmo círculo para o adversário e tentar perfurá-lo.

    [IMG]

    Arte de livro sobre La Verdadera Destreza, datado de 1569

    [IMG]

    Arte de livro sobre La Verdadera Destreza, datado de 1672

    Na cultura popular, há um personagem menor do lore e do multiplayer de Assassin's Creed 4 Black Flag, chamado Renardo Aguilar, o qual é um duelista que utiliza o estilo La Verdadera Destreza, bem como um outro espanhol chamado Kirian no odiado Samurai Shodown Sen, além do icônico personagem Inigo Montoya do cult A Princesa Prometida (The Princess Bride).

    [IMG]

    [IMG]



    Em relação aos confrontos entre espadachins portugueses e samurais, pela média dos relatos, podemos concluir que havia um equilíbrio, com resultados de vitórias para ambos os lados, conforme seguem nas narrativas abaixo, cujos alguns dos textos, são achados da internet e apreciação cuidadosa de F. A. B. Coutinho, da Faculdade de Medicina da USP, em seu brilhante artigo sobre o assunto:

    "The incident took place in Nagasaki (in Jan. of 1610--my mistake), and started with difficulties between Pessoa and the local governor. This became more heated when it was learned that Pessoa--when he was governor of Macau--had killed a group of Japanese sailors there, only a few months before. Ieyasu then responded with an order to kill Pessoa and take his ship.

    The first attack involved 1,200 samurai in thirty boats, that attempted to board the Portuguese carrack in a night assault. The Japanese were overconfident, and shouted insults at their enemy, thus giving away the surprise. Pessoa's gunners cut loose with 2 broadsides, and that ended the first attempt.

    The Japanese tried the same thing for 3 nights in a row.

    The final assault made use of a sort of naval siege tower mounted on two larger vessels, as tall as the mastheads of the Nossa Senhora de Graca. A further 1,800 samurai were hired for this attack. Some warriors managed to board the carrack, but they were cut down by the Portuguese. It was at this phase of the fight that Pessoa is said to have killed a couple of samurai himself. Unfortunately, an accident involving a Portuguese grenade hit by Japanese musketry caused the mizzen sail and surrounding works to go up in flames, and soon the rest of the ship was burning. Realizing that all was now lost, Pessoa set fire to the powder magazine, and blew up the Nossa Senhora de Graca.

    Again, check out Giles Milton's Samurai William, which chronicles the story of William Adams, the first Englishman in Japan (and the inspiration for the Blackthorne character in Shogun)."

    _______________________________________________________________________

    "The way I encountered this rumor was that there were 9-12 official duels fought between the Portuguese and Samurai. The Portuguese won all except one, which was believed lost on account of 'excessive drunkenness.' According to the story, the dead fellow's superior officer engaged the Samurai in a duel on the following day, and defeated him out of hand.

    Now, this has never been proven or disproven.

    The story goes that this information is all in the Portuguese national archive, (which is huge) and was stumbled on by some student, who tells his friend.

    His friend posts about it on the net, and asks the student to go get official copies from wherever in the archive he found it, and the student, (who isn't all that interested) promises to go back and get it eventually, but never does.

    Legendary needle in a haystack stuff, but it could be true. Or it could be an urban legend."

    ________________________________________________________________________

    "What's also interesting is that a Japanese member on MMA.tv stated a couple of years ago that one of his relatives claimed the same thing--that the Portuguese had fought several duels with samurai, and had won most of them. He insisted upon it. Again, I'd love to know more..."

    Todos esses três vêm da seguinte fonte: http://www.myarmoury.com/talk/viewtopic.php?t=4831

    ________________________________________________________________________

    Ocorrido em 1561

    “In either case he [Fernao de Souza] met with a sticky end, for he together with fourteen other Portuguese were killed in a brawl with Japanese at Hirado in 1561. That season there were no less than five Portuguese ships in Japan; one of which, commanded by a certain Afonso Vaz, went to Satsuma, where he was also killed in the port of Akune by some samurai,–accidentally according to Shimadzu, the local Daimyo.”

    Tirado de: Boxer, Charles. Fidalgos in the Far East, 1550-1770.

    ________________________________________________________________________

    “Maybe no recorded personal duel per se but the story about the Portuguese being banned from bringing swords (rapiers) ashore during the extensive trading exchanges in Kyushu is documented. The reason for the ban was linked to the fact that the Portuguese originally cut down so many samurai. The local samurai responded by having new swords made which were much lighter than the battle blades they normally carried. Later, another encounter occurred and a virtual small scale war ensued with many Portuguese dying in the skirmish. I know about this because a distant relative of my teacher actually took part in this bit of historical trivia. My teacher (Takamura Yukiyoshi) still owned his relatives sword which was made specifically in response to the Portuguese sword tactics the samurai encountered in Kyushu. Like the famous Kogarasu Maru, this sword was double edged from about 5 inches to the kissaki but much lighter and faster. This design was adopted to allow a swift back-cut like the ones the Portuguese employed so effectively against the samurai with rapiers. Once armed with swords of this style, the samurai turned the tables even on the Portuguese in the second encounter. This is when the ban was finally instituted. The whole trading relationship was threatened….”

    "...From what little I understand, the original confrontation resulted due to a serious breach of protocol by a Portuguese officer towards a Japanese official. He was summarily cut down by group of samurai. A party of sailors experienced at swordplay hearing of the incident went ashore armed with rapiers intent on a confrontation. Another incident of this type occurred (or was instigated) but the Portuguese were prepared and avenged their shipmate by quickly cutting down several samurai. Evidently several other similar incidents occurred in a short period of time which shook the proud samurai. Things calmed as the Portuguese were temporarily confined to their ship. Never to forget such a breach of honor the samurai set about a crafting a suitable response. Sometime later small contingents of Portuguese were allowed ashore and always came armed. The samurai insulted by the previous incident and angered by the defiance of the armed Portuguese instigated another incident. During this confrontation many of the Portuguese died or were seriously wounded."

    Quote from discussion thread on E-Budo.com

    _________________________________________________________________________

    “In fact there are some records in our national historic archive of more than a dozen encounters of Portuguese soldiers and samurais. These encounters are very well described and detailed. All ended with the same result except one. The samurai was killed in some or wounded (but killing themselves afterwards in shame) the only register of a killed Portuguese soldier was because he had such an amount of sake in his blood that he couldn’t stand straight. The Samurai that killed him was killed in the next day in a sword duel with a Portuguese sailor in top condition…”

    Quote from discussion thread on ARMA Research and Discussion Forum (2004)

    _________________________________________________________________________

    Nos trechos anteriores eu mencionei um relato que falava dos duelos entre portugueses e samurais, em que os lusos venceram todos, exceto um, porque o combatente europeu estava bêbado.

    Então, como esse, todos da internet que versam sobre esses ocorridos carecem de fontes, com exceção de um do Charles Boxer, já comentado atrás, e outro particularmente interessante do mesmo autor.

    Foi o caso do acontecido na nau Nossa Senhora da Graça, que ocorreu de fato, além de ser bem mais documentado. Samurais japoneses foram massacrados, sendo que o capitão, o português André Pessoa, que usava uma espada e um escudo, pessoalmente, matou dois samurais, segundo o relato do mercador espanhol Bernardino de Ávila Giron.

    Esse episódio é narrado pelo já mencionado respeitado historiador britânico, que em seu livro The Christian Century in Japan, 1549-1650, quem conta essa história:

    On the morning of the third day (January 5), Arima sent a message to Pessoa (how or by whom is uncertain) telling him that he wished to renew the negotiations about the silk pancada, and that if the captain-major was still suspicious of the purity of his intentions he would send him some hostages, providing that the ship stayed where it was. Pessoa replied with protestations of friendship, but demanded Arima's son and Murayama's son as hostages, adding that he must sail to Fukuda as soon as the wind served, since it was the only secure anchorage. Nothing came of this exchange, except that Hasegawa was furious when he heard of it. He sent a message to Pessoa next morning, telling him that Arima had no authority to make any such proposal, but on the contrary had orders from Ieyasu to kill him. Hasegawa added that he told him this out of the sincerity of his heart; but that if Pessoa surrendered, and offered the whole of the carrack's cargo to Ieyasu at a price to be fixed by the latter, he (Hasegawa) would intercede for him at court, although he could not guarantee the result. Pessoa gave a polite but nomcomittal reply, declining to negotiate further so long as the Japanese continued hostilities.

    On the morning of January 6, Feast Day of the Magi, Pessoa succeeded in warping the carrack out of the harbor by the ship's boat, arriving near his intended anchorage of Fukuda by the evening. The Japanese, seeing their prey about to escape them, resolved to make a final effort. Previous attempts to use fireships, and to cut the carrack's cables by deep-sea divers having proved unsuccessful, Arima now tried new. He lashed two large boats together and erected on top of them a wooden tower, about the height of the carrack's upper works, covered with wet hides to prevent the Portuguese from setting it afire, and manned by many musketeers. Arima's samurai had been continually reinforced during the last three days and eventually numbered about 3.000 men. Between eight and nine o'clock at night, the flotilla closed in for the kill. The floating tower attacked the carrack from the stern, whence only one gun could be brought to bear against it, since the other stern chaser had been transferred to the prow in order to protect the cables against Japanese attacks.

    The combat now reached its height. A few Japanese suceeded in boarding the carrack, but they were either cut down forthwith or forced to leap into the sea. Pessoa killed two boarders with his own hands, according to Avila Giron's account. The Portuguese fire did little harm to the floating tower, but it wrought great havoc in the crowded boats which eventually began to sheer off, the excited Portuguese shouting Victory! Victory! Just at this critical moment, a chance shot hit a grenade which a Portuguese soldier was about to throw, and the blazing fragments fell on some gunpowder at his feet, whence the fire spread to the mizzen sail. From here it spread so rapidly that it was obvious the scanty crew had no chance to extinguish it and carry on the fight simultaneously. Seeing that all was lost, Pessoa ordered the master gunner to fire the magazine, since he was resolved to die rather than surrender. The ship's purser, Pedro d'Estorci, demurred at this drastic order, whereupon "Pessoa with an intrepid heart put down his sword and shield in a cabin without saying another word, and taking a crucifix in one hand and a firebrand in the other, he went below and set fire to the powder magazine." The ship blew up with two successive explosions, splitting in half and sinking in thirty-two fathoms of water.

    Up till the time that the carrack caught fire, the defenders' casualties had been extraordinarily light, only four or five Portuguese having been killed in the four days' or rather nights' fighting. A good number perished in the explosion, but there were some survivors. Most of them were killed by the Japanese while swimming in the water, including a Spanish Augustinian friar, Fray Juan Damorin, the only priest on board, but a few lucky individuals reached the shore and safety. The Japanese casualties were naturally much heavier and amounted to several hundred men. The bulk of the silk cargo was still on board at the time, since no agreement had been reached over the price of the pancada. There was also a quantity of silver bullion aboard, and the total loss was estimated at more than a million in gold. Some baskets of silk were picked up while floating in the water, but repeated efforts by divers, from 1610 down to 1933, recovered only a few bars of silver, a quantity of cabin-window oyster-shell panes, a bronze canon, and the ship's astrolabe. The Japanese had won the battle in the end; but Pessoa had shown that when he could not conquer, he knew how to die.

    But Pessoa's heroism, though speedily forgotten by his own countrymen, lived long in the memory of the Japanese. Some of his compatriots considered that he had died "like a Roman rather than a Christian", but this spectacular suicide was just what appealed to samurai hearts. The last fight of the Nossa Senhora da Graça became part of the folklore of Nagasaki and was handed down in several Kyushu chronicles. The memory of it was still preserved, if a trifle inaccurately, at the time of the British frigate Phaeton's unwelcome intrusion two centuries later; and diving operations on the wreck in 1930-1933 have revived it in recent years. Well might one of the Jesuit missionaries write that whatever the ethical aspect of Pessoa's deed, it had bruited his fame abroad through all Japan: "magnum animi sui nomen tota Japonia evulgarunt."

    __________________________________________________________________________

    O capitão André Pessoa, quem morreu "mais como um romano (pagão) do que um cristão", que virou parte do folclore de Nagasaki por suas virtudes como guerreiro, na ocasião desse combate usava uma espada e um escudo. Entretanto, cabe a pergunta: será que sua postura já era influenciada pela Verdadera Destreza, ao contrário da esgrima vulgar?

    Pela internet é possível encontrar vídeos de partidas da Verdadera Destreza, utilizando espada e escudo, e inclusive enfrentando estilo de kenjutsu:





    Verdadera Destreza contra Estilo Romano-Napolitano (Esgrima Italiana)



    Esgrima Italiana (?) contra Kendo

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  2. Mawolf Habitué da casa

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    Não durariam um round contra o mito da AK-47.

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  3. yage Bam-bam-bam

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    "La Verdadera Destreza" olha esse nome fuderozo.
    Algo quase irreal portugueses dando pau nos samurais. Deve ter sido umas lutas bem fodas.

    [IMG]

    Essa imagem é muito foda, mas parece que a espada do cara da direita está na bainha. :klolz
  4. The_Kong Bam-bam-bam

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    ótimo tópico...... acertou a mao dessa vez.

    Mas sou mais espadas medievais...
  5. Godot Bam-bam-bam

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    Que foda essas duas estátuas.

    Bom tópico.
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  6. ELIDAN Supra-sumo

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    Porque não é uma espada e sim um remo. Foi a forma que Musashi encontrou de enfrentar a espada longa de Kojiro.
    Ao menos é o que diz o livro Musashi do Eiji Yoshikawa, que eu acho que serviu de inspiração pra essas estátuas.
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  7. chessgx Supra-sumo

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    Dos melhores tópicos em muuuuuuuito tempo, parabéns.
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  8. Aruguren Bam-bam-bam

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    Se eu tiver uma filha vai se chamar La Verdadera Destreza.
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  9. polkolop Bam-bam-bam

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    Só li uma parte, mas isso não seria esgrima? a tal da rapiera não seria um sabre?
  10. Oh my god cat Bam-bam-bam

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    Loooooooocooooooomia?
  11. Pingu77 Ei mãe, 500 pontos!

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    Então, o companheiro aí já explicou bem, que a lenda fala que o Musashi improvisou uma espada, raspando um dos remos do bote que levava ele até a Ilha de Ganryu.

    O que é algo que por si só já demonstra que toda a letalidade da katana não a torna invencível (a espada de Kojiro, na verdade, era uma nodachi, uma espada de 90 cm, ao contrário de cerca de 60 cm usuais das katanas).

    Ainda sobre a lenda, dizem que o Musashi jogou sujo, chegando atrasado de propósito para esse duelo, afim de desestabilizar psicologicamente o adversário, uma tática que pelo que parece já havia feito em outras lutas.

    E ganhou do Kojiro com um golpe fatal quando saltou e o acertou frontalmente no crânio, com um único golpe forte, usando o Sol atrás de si como forma de ofuscar a visão do oponente, que o cegou por uns instantes.

  12. Pingu77 Ei mãe, 500 pontos!

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    Sabre é diferente. São aquelas espadas das Forças Armadas de hoje, por exemplo.

    É uma rapieira mesmo, veja as imagens e compare:

    http://en.wikipedia.org/wiki/Rapier
    ptsousa aprova isto.
  13. Pingu77 Ei mãe, 500 pontos!

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  14. Illidan Bam-bam-bam

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    Uma vez conversei com um japonês. Ele me disse que a arte samurai a muito tempo foi perdida. Não existem mais.
    Tinha visto também um documentário que foi buscar saber o que aconteceu. Se não me engano o único "descendente" (ele não chegou a se graduar) de samurai no mundo estava com a idade bem avançada, e desejava que a arte morresse com ele. Então ela não dava aulas.
    Então todos que se apresentem hoje como samurais, são farsas.

    Exite também um documentário que estuda o Kenpo. E mostrou que o nível de reflexo dos caras atingem taxas incríveis.
    Se não me engano, o máximo de reflexo que uma pessoa pode alcançar é algo em torno de 1s, que é o tempo do cérebro processar a informação, enviar o estimulo para os músculos e se movimentar. Praticantes de Kenpo consegue algo mais baixo que isso pois seus estímulos nervosos viajam a uma velocidade muito maior. É algo impressionante.
    rapha1985, New_Wave, klonoa 42 e 2 outros curtiram isto.
  15. Silent Len Bam-bam-bam

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    Tem uma série sobre esse período que não lembro o nome, em uma cena aparece um padre português usando uma katana contra um grupo de samurais no meio da floresta e chovendo.
    Pingu77 aprova isto.
  16. Novalgina Bam-bam-bam

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    marcando pra ler pq este assunto é interessante bagarai.
    Pingu77 aprova isto.
  17. NÃOMEQUESTIONE Bam-bam-bam

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    Já tinha lido sobre a história da explosão do barco, e muito foda esse lance da luta de espadachins :kjoinha

    Esse é o Pingu que gostamos!
  18. yage Bam-bam-bam

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    Depois das explicações as estátuas ficaram mais fodas ainda. :rox
    Pingu77 aprova isto.
  19. Hitokiri-Ken Ei mãe, 500 pontos!

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    Já tinha ouvido falar sobre esses confrontos.
    Pingu77 aprova isto.
  20. Knives Bam-bam-bam

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    "La Verdadera Destreza"... já to achando que as coisas soam mais fuderosas em espanhol do que em inglês.

    [IMG]
    E realmente dá pra imaginar situações aonde só o fato da parte de trás cortar garantir a vitória.
    New_Wave, Pingu77, Makenshi e 2 outros curtiram isto.
  21. TheNameless Bam-bam-bam

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    Esqueceram de falar do maior espadachim de todos
    [IMG]

    O Espadachim Negro
    Pingu77 aprova isto.
  22. luiztriforce Supra-sumo

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    bom tópico
    Pingu77 aprova isto.
  23. The_Kong Bam-bam-bam

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    Eu queria saber porque que espadas atualmente estão tão caras!
  24. kani-san Bam-bam-bam

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    1s em um combate corpo-a-corpo (qualquer arte marcial que seja), é muito...MUITO tempo pra separar quem ganha e quem perde.
    Pingu77 aprova isto.
  25. The_Merovigian Ei mãe, 500 pontos!

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    Que tópico foda!

    E digo mais:

    que tópico foda!!
  26. JUGULADOR Mil pontos, LOL!

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    Excelente tópico.

    Não li todos os casos pois fui vendo que a maioria é especulação, e até o caso do Nossa Senhora da Graça já ouvi caras que manjam dizerem durante uma discussão sobre esse exato assunto que as fontes não provam que realmente chegou a ter um combate e que essa história foi inventada pra justificar um acidente tosco que fez o navio explodir ou simplesmente ser incendiado (acontecia bastante). Porém com meu pouco conhecimento do assunto eu especulo que seriam duelos equilibrados, no máximo com uma pequena vantagem pros japas, enquanto que qualquer situação de combate total contaria com grande vantagem dos portugueses.

    O que acontece NA TEORIA é o seguinte: Todo estilo de combate tem um uso determinado, o kenjutsu foca na ação durante o combate (mesmo que focado no 1x1) enquanto a maioria dos estilos de esgrima daquela época se focavam exatamente no duelo. Então o estilo de espada dos portugueses era muito mais adequado (assim como suas espadas) para esse tipo de embate, porém os japoneses tinham toda sua cultura de combate totalmente focada no uso da espada, então seria o melhor estilo (ou estilo mais adequado) contra o melhor espadachim. Porém vai pesar muito mais o fato de que enquanto o combatente português dividia seu preparo com a demanda mais plural de ser marinheiro mercante (que tem muito mais afazeres que um samurai), e é exatamente isso que acho que faria um samurai ter mais chances. Igual quando um cara que estuda, trabalha e namora vai se enfiar num jogo multiplayer contra um monte de vagal que só joga o dia inteiro... o cara com rotina mais plural só se daria bem caso tivesse muito mais aptidão natural que seu oponente. Alias, pesa aqui o fato de serem guerreiros profissionais de elite (japoneses) lutando contra peãozada armada (portugueses).

    Porém, durante uma batalha padrão guerra total (aka, com todas as estruturas militares e equipamentos) é muito mais fácil medir o vencedor. Os portugueses estavam num modelo de guerra séculos a frente do usado no Japão, tanto em táticas quanto treinamento e equipamento. A única coisa que faria o Japão ganhar uma guerra seria o fato deles estarem lutando em casa, em absoluta maioria numérica e dos portugueses terem que literalmente se deslocarem meio mundo para irem lutar. Portugal não tinha condições de lutar guerras fora de casa, tanto que apanhou (feio) em praticamente toda costa africana enquanto combatiam tribais (que estavam milenios atrás dos japoneses em todos os sentidos, de números, organização até táticas e equipamento). Alias, Portugal sempre foi uma bosta em guerras. Porém, em engajamentos isolados (como o que supostamente aconteceu no Nossa Senhora da Graça) a vantagem seria totalmente por conta dos portugueses, exatamente pela baixa densidade dos engajamentos, que beneficia a tática e equipamento superior.

    As ruins são baratinhas, usadas pra enfeite. Mas as caras são feitas por poucas pessoas já que não sobrou nem muita gente que ainda sabe as usar e tão pouco quem faça.

    Eu sei fazer espadas de adorno, é a coisa mais fácil do mundo (pra quem tem uma mínima noção de mecânica... digo, mínima mesmo), porém nem se eu estudasse muito conseguiria fazer uma de verdade. Alias, não adianta eu simplesmente estudar, teria que alguém que sabe fazer me ensinar.
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  27. guiracer Bam-bam-bam

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    Interessante, nunca imaginei que existiria algum guerreiro espadachim que poderia enfrentar um samurai num mano a mano, mesmo sabendo que numa batalha de guerra, os samurais seriam massacrados numa parede de escudos.
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  28. Tilak Veterano

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    Já tinha ouvido falar no combate entre japoneses e europeus, mas não sabia que eram os portugueses...

    ótimo tópico!
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  29. The_Merovigian Ei mãe, 500 pontos!

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    Alguém conhece um bom livro que fale dessas aventuras dos portugas em terras nipônicas?

    Tenho muita curiosidade sobre essa passagem histórica. Conhecem algum bom livro sobre isso? De preferência, um da perspectiva japonesa.
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  30. Piotr Kropotkin Supra-sumo

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    Que locura cara, interessante pra caralho! Alguém ae joga Chivalry: Medieval Warfare? É loco em
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  31. Makenshi Bam-bam-bam

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    Suas nega vc chama né? Tá certo... [IMG]
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  32. jonasdorock Bam-bam-bam

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    Espadachins almeidas.
  33. The_Merovigian Ei mãe, 500 pontos!

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    Aqui no meu civilization meus espachins ganham de uma galera de espingarda. :ksafado
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  34. overoad Bam-bam-bam

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    Só assistir bleach que tu tem a confirmação disso.
  35. Cadelão Bam-bam-bam

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    E tá na bainha. Ele usou o remo do barco pra lutar. O adversário dele usava uma espada maior do que a katana convencional, apelidada de varal. Os dois iriam duelar em uma ilha e, durante a viagem de barco para essa ilha, ele pegou um dos remos e começou a esculpir esse boken (espada de madeira).

    A filosofia por trás desse duelo é bem interessante. Diz a lenda que o cara do varal (Ganryu Sasaki Kojiro) era mais habilidoso com a espada, um verdadeiro gênio, mas o cara do remo (Miyamoto Musashi) tinha o espírito mais preparado, e esse foi o fator decisivo no duelo. Musashi venceu.

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