Possivel ciclone tropical no Sul do Brasil

Discussão em 'Vale Tudo' iniciada por Zefiris, 7 Março 2010.


  1. Zefiris Bam-bam-bam

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    Faz várias semanas que os modelos climáticos de previsão divergem entre si na possibilidade de formação de ciclones subtropicais ou tropicais na costa brasileira, mas por fim um se estabeleceu.

    O serviço meteorológico da Inglaterra (Met Office) começou a emitir guidance (ver reprodução abaixo) sobre a possibilidade de formação de uma tempestade tropical no Atlântico Sul, nas costas do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, durante a primeira metade da semana, o que já era considerado desde a metade da semana passada por alguns meteorologistas brasileiros.

    http://img138.imageshack.us/img138/6888/ciclone6f.jpg

    Tempestades tropicais são absolutamente incomuns na região. Este tipo de tormenta é originado por um ciclone de natureza tropical, com centro quente, enquanto os ciclones que costumam atingir o Rio Grande do Sul são de natureza extratropical, ou seja, com o centro frio. O fenômeno da tempestade tropical é o ciclone tropical que tem vento contínuo em seu centro entre 60 km/h e 120km/h, constituindo-se no estágio imediatamente anterior a um furacão. Quando o vento contínuo ao redor do centro de baixa pressão ultrapassa 120km/h, o ciclone tropical deixa de ser classificado como tempestade tropical e passa a ser considerado um furacão.

    O Met Office, contudo, não antecipa uma grande intensificação da tempestade no Atlântico Sul que pudesse levá-la ao grau de furacão. De acordo com a análise da MetSul Meteorologia, os litorais gaúchos podem registrar rajadas de vento forte a intensas, de até 100 km/h ou mais, superiores a 100 km/h nas rajadas em alto mar, entre segunda e quarta-feira, mas a maior preocupação é com o risco de chuva forte a intensa. Não se poderia descartar volumes até extremos no Leste do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, sobretudo em áreas da encosta da Serra nos dois estados por efeito da orografia. Algumas projeções computadorizadas até sugerem volumes de 200 a 400 milímetros. O vento no Atlântico poderia induzir uma ressaca muito forte com condições até para erosão costeira e a navegação se tornaria inviável junto ao Litoral do Sul do país com risco mesmo de naufrágios de pequenas e médias embarcações.

    Imagem do satélite de agora.
    http://pyata.cptec.inpe.br/repositorio3/met9/web/ams_color_alta/2010/03/S11147928_201003072030.jpg
  2. Don_Raphael Bam-bam-bam

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    200 a 400 milímetros
    kct isso aqui é muita agua.
  3. Zefiris Bam-bam-bam

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    Apesar da imprensa em geral estar denominando este ciclone de extratropical, as caracteristicas dele é de subtropical, sendo que a divergência de vento na costa do Sul do Brasil deve impedi-lo de evoluir para tropical. De todo modo, o seu centro continua se aproximando da área continental como se vê nesta última imagem de satélite:
    http://pururuca.cptec.inpe.br/repos...color_alta/2010/03/S11147928_201003080700.jpg
    Embora todas as simulações indicam que ele não chegaria a tocar terra (landfall), como por exemplo esta:
    http://img39.imageshack.us/img39/3829/ciclone6l.jpg

    Ciclones subtropicais trazem mais chuva (forte a intensa) do que vento, mas não se descarta a possibilidade de tornados, sobretudo em áreas mais próximas da costa, e trombas d’água (tornado sobre a água) no mar.
    Já tendo havido ontem um tornado na região de Barra Velha, no litoral Norte de Santa Catarina, vide noticia abaixo:
    http://www.clicrbs.com.br/anoticia/...=18&section=Geral&newsID=a2830633.xml
  4. Incalus Bam-bam-bam

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    Eu tinha entendido "Ciclope Tropical"...:p
  5. DouradoMalvadao Larva

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    putz
    esse negocio de ciclone é foda
    eu tava nos USA durante o catarina.
    o tornado me pegou
    pqp
    voei e fui parar perto de washington.....
    isso pq n tava de brisa hein
  6. Maximu's Ei mãe, 500 pontos!

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    Possivelmente em 2012. :lol

    --------------

    quanto ao ciclone..vento des 120 km/h saun fortes...da pa arrancar bastante telhado por ae...
  7. SemIdeiaPraNomeDeUsuario Habitué da casa

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  8. Pseudim Doutrinador Escandinavo

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    Vou começar a vender Jet Ski, vai virar item de necessidade básica.
  9. tukano Habitué da casa

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    Bem eu acho que se acontecer um Ciclone aqui no Brasil so os Telhados vão voar e as partes "pequenas", caso um Furacão mesmo vim aqui no BRasil, aquilo que a gente vem nos EUA,Casa sendo destruida, casas voando, eu acho que não vai acontecer pq aqui no Brasil a maioria das casa são feitas de Tijolos, la a maioria é Compensado de Madeira
  10. kenziner Bam-bam-bam

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    Que legal [kong] Já chove todos os dias por aqui e ainda vem ciclone subtropical :grr
  11. Lukalmeida Bam-bam-bam

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    Olha, é melhor (ou entenda como menos pior) ciclone do que terremoto.

    mil vezes...
  12. Zefiris Bam-bam-bam

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    http://img121.imageshack.us/img121/6389/odia.jpg
    Capa acima do Jornal O Dia desta segunda-feira.

    A mídia, como não poderia deixar de ser, interessa-se pelas conseqüências. Quem faz Meteorologia tem como objetivo principal a prevenção, a causa e a consequência, e, acima de tudo, a ciência. E, sob um olhar científico, estamos sob um cenário extremamente relevante e diferenciado. Nos últimos dez anos, quantas vezes ciclones se formaram na costa da Argentina e do Uruguai? Centenas. Quantas vezes um ciclone se formou na costa do Rio de Janeiro ou Espírito Santo e deslocou-se em direção ao Sul do Brasil? Uma. Foi no Catarina (este sistema de agora não repete o Catarina na sua natureza e magnitude). Quantos foram extratropicais ? Quase todos. Quantos tiveram natureza híbrida ou tropical? Pouquísismos. Mais, este sistema formou-se simultaneamente à presença de outro fenômeno pouco convencional pela sua localização que foi um vórtice ciclônico em São Paulo, que chegou a assumir características de ciclone subtropical, outro fenômeno raro, e que trouxe danos e perda de vidas humanas no fim de semana, sobretudo no Rio de Janeiro.

    Aliás, se fosse no Atlântico Norte já haveria vôo de reconhecimento (recon) para investigar a força do sistema no mar e sua natureza, entretanto aqui no Atlântico Sul sequer temos bóias para saber o que está ocorrendo em alto mar. Os diagramas de fase de quase todos os modelos internacionais, que estão indicando com razoável correção o posicionamento do fenômeno, insistem em um sistema de natureza subtropical e alguns até tropical. A questão que se estabelece, mais entre os aficionados do que na imprensa, é por que, então, não se enxerga aquela espiral tradicional que acompanha os sistemas? Isso é um grande engano. Ciclones subtropicais ou mesmo tempestades tropicais, por não terem valores de pressão atmosféricas muito baixos em seus centros, muitas, mas muitas vezes mesmo, não apresentam formato simétrico ou uma espiral organizada e bem definida.
  13. Zefiris Bam-bam-bam

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    http://img638.imageshack.us/img638/8097/noaa0803.jpg
    Acaba de ser publicado o boletim (reprodução acima) do NOAA, agência de Meteorologia do governo dos Estados Unidos, para a América do Sul com grande ênfase no ciclone subtropical em nossa costa, sob os seguintes termos: "O ambiente nos estados do Sul e do Sudeste do Brasil seguem favoráveis à manutenção de um ciclone subtropical nas próximas 24 a 36 horas. O sistema deve gerar um forte fluxo de umidade em direção aos estados do Sul (RS, SC e PR). Nestas áreas, o vento deve variar entre 35 e 55 nós com as rajadas mais fortes nas áreas mais elevadas da Serra do Mar. Agora esperamos volumes de chuva em 24 horas entre 75 e 125 milímetros com máximos localizados de até 250 milímetros sendo muito possíveis. A divergência de vento (shear) em níveis mais altos da atmosfera deve frustrar a formação de um ciclone tropical nos próximos dois dias. (...) Convecção severa é esperada à medida que a baixa pressão em altos níveis da atmosfera acentua a instabilidade convectiva no Sul do Brasil com risco de trombas d'água (tornados) na costa. Entre 60 e 84 horas, com o seu deslocamento para Leste e Sudeste, o ciclone deve passar a ser extratropical enquanto desenvolve características frontais no quarto dia".
  14. PhylteR Ei mãe, 500 pontos!

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    Aqui acaba de começar uma boa chuva... Lembro que há 3 anos atrás não chovia tanto assim por essas bandas... Tá parecendo o Peru.
  15. dk120 Ei mãe, 500 pontos!

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    Considerando o que está acontecendo no mundo isso aê não é quase nada.

    Como diria nosso presidente "é só uma marolinha".
  16. Zefiris Bam-bam-bam

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    Aliás, em desastres nacionais o Lula não é tão rápido. Ele visitou o Chile dois dias depois que o terremoto e o tsunami espalharam destruição pelo país. Foi o primeiro presidente de outra nação a viajar ao território chileno após o tremor. A rapidez de Lula, no entanto, contrasta com a reação dele diante de catástrofes nacionais.

    Um exemplo foram as enchentes que castigaram Santa Catarina em novembro de 2008, destruíram casas e deixaram pelo menos 54 mil pessoas desabrigadas, além de uma centena de mortos. O presidente demorou pelo menos uma semana para ir ao Estado e sobrevoar a região atingida.

    Em maio do ano passado, ele não foi a Piauí e Maranhão, quando a chuva deixou mais de sete mil famílias desabrigadas.

    Já em dois acidentes aéreos, ele sequer foi ao local para prestar solidariedade. Isso ocorreu em 2006, quando um avião da Gol se chocou com um Legacy da Embraer - um Boeing 737-800 da Gol, com 154 pessoas a bordo, desapareceu dos radares entre Manaus e Brasília -, e se repetiu no acidente da TAM, em julho do ano seguinte, ocasião em que o presidente levou três dias para fazer um comunicado pela TV. Somente um mês depois, ele recebeu familiares das vítimas da tragédia, que ocorreu após o avião ultrapassar o final da pista durante o pouso no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Morreram 199 pessoas no desastre.

    No início deste ano, ele também não foi pessoalmente conferir os estragos provocados por deslizamentos de terra na primeira madrugada de 2010, em Angra dos Reis, que deixaram 52 mortes. A chuva intermitente fez descer um morro rumo ao mar, arrastando parte de uma pousada na praia do Bananal, em Ilha Grande. Lula enviou à região o ministro das Cidades, Marcio Fortes de Almeida, para representá-lo.
  17. Zefiris Bam-bam-bam

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    O sistema internacional de monitoramento de ciclones tropicais da Marinha dos Estados Unidos classificou, finalmente, o ciclone na costa gaúcha. A tempestade no mar responde agora pelo código Invest90Q pela Marinha america e Invest90L pelo NOAA. Há quatro anos, nenhum ciclone recebia classificação Invest na costa do Sul do Brasil. Do ponto de vista científico e de previsão, a grande notícia é que com a classificação, os olhos do mundo se voltam para este sistema na nossa costa e passa a surgir uma enormidade de dados indisponíveis antes e em tempo real. O ciclone na orla é fraco, não provocou maiores transtornos até agora e enquadraria-se como subtropical e chegou a formar um olho nas imagens de satélite, o que é absolutamente incomum nos ciclones que atuam em nosso litoral.

    http://img96.imageshack.us/img96/5807/invest1.jpg

    Todavia, ainda que a a evolução deste sistema seja incerta é interessante notar que o boletim do NOAA para a América do Sul de agora à tarde, órgão oficial de Meteorologia dos Estados Unidos, adota linguagem pesadíssima e sem precedentes nas análises para a nossa região. Alerta para a possibilidade do ciclone na costa ganhar força e evoluir para tropical e termina a advertência com a seguinte frase: "preparem-se para o pior". Veja a íntegra da análise deste sistema:

    http://img96.imageshack.us/img96/1131/invest10.jpg
  18. Don_Raphael Bam-bam-bam

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    Eu devo ser burro não entendi muito do que você escreveu..
  19. Zefiris Bam-bam-bam

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    Basicamente, ainda que no momento não tenha causado estragos, nas próximas 48 horas ou mais, existe a possibilidade dele provocar chuva excessiva aqui no Sul do Brasil. Embora o vento sustentado não deverá passar dos 64 Km/h

    O quadro é muito preocupante, altamente volátil, cercado de grandes incertezas - como assinalado pelo NOAA.
  20. rodrigog88 Ei mãe, 500 pontos!

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    Aconteceu um ciclone hoje em Florianópolis - SC as 17:30 mais ou menos.
    Ventos de 50~60km/h, bem tenso.
  21. dk120 Ei mãe, 500 pontos!

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    Engraçado, aqui não deu nem uma brisa.
  22. SemIdeiaPraNomeDeUsuario Habitué da casa

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    Tava na aula esse horário, só dava pra ouvir o barulho foda.

    Meia hora depois já parou de chover e voltei pra casa sem nem abrir o guarda-chuva.
  23. Don_Raphael Bam-bam-bam

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    diga-me uma coisa, deu para perceber que as instituições internacionais tem uma qualidade melhor frente ao clima do que o Brasil....
    Você acha nos estamos preparados para problemas naturais graves.... ou seja, se algo como o Katrina, ou a tsunami ou coisas do gênero acontece aqui noBrasil tu acha que seriamos comunicados a tempo de salvar vidas ou seria uma grande destruição?
  24. Panoramix360 Bam-bam-bam

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    Putz eu li o mesmo


    sai correndo pra entrar no tópico achei que tinham achado mais um daqueles bichos estranhos e alguém tinha matado [khappy]
  25. Geo Bam-bam-bam

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    De fato, no sábado, pareceu ter havido um vórtice ao sul de São Paulo. A pressão atmosférica caiu rapidamente aqui no Rio e choveu demais enquanto que no interior de SP e oeste de MG havia alertas de umidade relativa baixa.
  26. Zefiris Bam-bam-bam

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    Parece que os últimos dados indicam que a intensidade do ciclone tropical, pela escala Dvorak subiu de 1.5 para 2.5 e que o vento contínuo no centro passou de 30 nós para 35 nós. A intensificação do ciclone acompanha o aumento da convecção ao redor do olho; dando pra ver pelo Rindat a quantidade de atividade eletrica no mar: http://www.inpe.br/webelat/rindat/

    Prever a exata trajetória deste sistema é extremamente difícil, uma vez que ele não está se comportando exatamente conforme os modelos antecipam. Algumas simulações computadorizadas da tarde e do começo desta noite aproximavam o centro da baixa muito do continente junto ao Litoral Norte do RS e algumas chegavam a posicionar o centro da tempestade sobre o continente, na orla, nesta quarta-feira. Trata-se de uma situação de dificílima previsão.

    Tsunami requer dados de terceiros. Mas acho que o Atlântico não tem um sistema de detecção tal como o Pacifico onde estes eventos são mais frequentes.

    Entre outono e primavera é mais fácil prever ciclones extratropicais aqui no hemisfério Sul com dias de antecedência, ou 24-48 horas no caso de uma ciclogênese. No verão as coisas são mais dificeis, e este ciclone subtropical de agora insiste em contrariar todos os modelos de previsão climática.

    Ciclones subtropicais podem matar mais pelos eventos de chuva extrema do que pelo vento. E devido o relevo da região Sul, a chuva orográfica posterior costuma ser substimada pelos modelos de previsão.
  27. Don_Raphael Bam-bam-bam

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    Acho que não fui bem claro... é o seguinte o Brasil(governo) está preparado para lidar com grandes acontecimentos eu citei a tsunami, mas pode ser outros exemplos.... porque dá a impressão que se eventos que acontecem em outros países se caso viesse a ocorrer no Brasil seria muito pior, eu não sei, mas tenho a impressão que o Brasil não investe muito nessa área(prevenção e aviso a população)
    além disso acho qeu o governo é meio lerdo nas ações após os eventos(geralmente clímaticos).
  28. Zefiris Bam-bam-bam

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    Bem, tome como base os telejornais e a midia em geral que não está tendo muita consideração por este sistema de baixa pressão. Alguns deles até disseram que estava se dissipando ou já afastado do continente.

    O comportamento deste ciclone está dificil de prever, e pode tanto acontecer nada, quanto acontecer algo relevante.
  29. kenziner Bam-bam-bam

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    Estava saindo do escritório bem nesse horário. Foi tenso mesmo.
  30. Zefiris Bam-bam-bam

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    Preocupam as imagens de satélite. Neste momento, é possível dizer com segurança que há uma tempestade tropical bem definida na costa gaúcha. O satélite mostra o que parece ser uma intensificação do ciclone com aumento da convecção, especialmente no flanco Sul do sistema. Aliás, a tempestade parece estar adquirindo um formato clássico de "rosca" com o olho bem definido.

    http://img641.imageshack.us/img641/9286/invest16.jpg

    Tenho enorme curiosidade em saber qual será o próximo valor da escala Dvorak no best track, que acredito que possa subir, confirmando uma intensificação. O último dado acusou 2.5. Pela escala, ao atingir 4.o seria um furacão categoria 1. Por isso, mesmo que a chance não seja a das maiores, no momento, neste começo de madrugada de 10 de março de 2010 não é possível mais descartar a formação de um furacão pela análise da MetSul Meteorologia. Em caso de elevação substancial da escala Dvorak no best track, estaremos emitindo um boletim especial de alerta.

    Fonte: http://www.metsul.com/blog/
  31. Zefiris Bam-bam-bam

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    Fonte: http://www.metsul.com/blog/

    Alerta - Tempestade tropical segue na costa gaúcha

    Um ciclone muito raro, extraordinário do ponto de vista científico para o nosso clima regional, ainda classificado oficialmente como subtropical pelos Estados Unidos, mas que pela nossa análise já evoluiu para tropical, segue atuando na costa do Rio Grande do Sul. Os mais recentes dados do chamado best track do sistema acusam ele posicionado a 29,5 graus de latitude Sul e 48 graus de longitude Oeste, muito perto da posição anterior de seis horas de 29,9 graus Sul e 48,1 graus Oeste. Significa que o centro do ciclone pouco mudou de posição, deslocando-se um pouco para Norte e Noroeste. A última estimativa da escala de Dvorak de ciclones tropicais é a mesma da noite de terça-feira com valor de 2.5, o que equivale a vento médio sustentado de 35 nós (64,8 km/h) em 1 minuto e 31 nós (57, km/h)na média de 10 minutos, o que coloca o fenômeno com o status de uma fraca tempestade tropical.

    Nas últimas horas, o sistema perdeu um pouco em simetria, mas segue organizado junto à costa gaúcha como uma circulação fechada com o seu centro agora ao amanhecer de quarta parcialmente encoberto por nuvens após ter apresentado um olho muito bem definido nas imagens de satélite do final da terça-feira e do começo da quarta-feira.

    Imagens de satélite especialmente processadas para análises de ciclones tropicais são claras em indicar que as características estruturais deste sistema junto ao litoral gaúcho são de um ciclone de natureza tropical com centro quente, apresentando simetria típica deste tipo de fenômeno.

    O que mais chama a atenção é a nitidez com que se observa uma banda de nebulosidade concêntrica que sugere ter se desenvolvido uma parede do olho, algo totalmente atípico para os ciclones rotineiros que atuam na nossa região (extratropicais), mas comuns nos sistemas tropicais.

    A grande preocupação da população de áreas costeiras é com a possibilidade de vento forte. Esta espetacular imagem, pela sua riqueza de dados ao qual não estamos acostumados a ver, mostra que a área de vento forte a intenso (na cor escura no mapa) está toda ela concentrada sobre o mar com sua borda ocidental muito próxima da faixa costeira no Litoral Norte do Rio Grande do Sul.

    http://img707.imageshack.us/img707/5660/post1003d.jpg

    O vento deve soprar moderado com ocasionais rajadas fortes nos litorais do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, com rajadas que podem chegar a 50 km/h a 80 km/h, mas, novamente, a MetSul Meteorologia enfatiza que o risco maior é de chuva. Nesta manhã já ocorrem pancadas fortes localizadas e com a interação entre a umidade da circulação ciclônica e o aquecimento diurno deve se desenvolver nebulosidade mais carregada que tende a provocar chuva forte a torrencial localizada e passageira com possibilidade de causar transtornos como alagamentos em pontos do Leste do Rio Grande do Sul, o que inclui a Serra, o Litoral, a região das lagoas e a Grande Porto Alegre. Na Metade Oeste, não se descarta chuva forte localizada e temporais isolados da tarde para a noite. Podem ocorrer volumes elevados de precipitação em curtos períodos.

    O ciclone ainda pode se acercar um pouco mais da costa gaúcha, aumentando o risco de chuva forte a intensa no Leste do Estado, e propiciando rajadas de vento na orla, contudo, a tendência é que centro da tempestade fique mesmo em mar aberto até a sua dissipação, não se desenhando uma grande intensificação, o que torna muito remota a possibilidade deste ciclone tropical converter-se em furacão. Ante a natureza peculiar e não raro volátil deste tipo de sistema, o monitoramento prossegue de forma muito atenta para mudanças de prognóstico em caso de qualquer alteração significativa do comportamento da tempestade.

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