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Especial - A Historia do Sistema Operacional MS-DOS |
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18/05/2009, 21:56
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Ser evoluído
Sonymaster is
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Especial - A Historia do Sistema Operacional MS-DOS
Bom Pessoal
Venho aqui para mostrar a vocês o sistema operacional que sei que muita gente usou, e até hoje empresas de grande porte usa o MS-DOS, pesquisei sobre ele para mostrar um pouco da historia do sistema operacional
O DOS (sigla para Disk Operating System ou sistema operacional em disco) foi originalmente desenvolvido por Tim Paterson da Seattle Computer Products sob o nome de QDOS (Quick and Dirty Operating System), sendo uma variação do CP/M-80 da Digital Research.

O QDOS era apenas um produto interno criado para testar uma nova placa com UCP 8086. Também não rodava nas CPUs 8080 (ou compatíveis) exigidas pelo CP/M-80.

A Microsoft licenciou-o da SCP, fez algumas modificações e licenciou-o posteriormente à IBM (vendido como PC-DOS) para seu novo 'PC' usando a CPU 8088 (que internamente era idêntica à 8086), e a vários outros fabricantes de hardware, vendido então como MS-DOS.

MS-DOS (e o IBM PC-DOS que foi licenciado desde então), e seu antecessor, QDOS, foram baseados no CP/M (Control Program / (for) Microcomputers — Programa de Controle para Microcomputadores) — que era o sistema operacional de disco dominante entre os microcomputadores baseados nos processadores de 8 bits Intel 8080 e Zilog Z80.
A empresa Digital Research produziu um sistema compatível, conhecido como "DR-DOS", que foi tomado pela Novell (depois de ter comprado a Digital Research).

Este se tornou o "OpenDOS" durante certo tempo, após a venda de uma divisão importante da Novell feita a Caldera International, atual SCO. Mais tarde, a divisão da Caldera se separou, tornando-se a Lineo (posteriormente rebatizada como Embedix), que por sua vez vendou o DR-DOS a recém-criada Device Logics, atualmente DRDOS, Inc.

O DOS possui nativamente uma interface de linha de comandos através do seu interpretador de comandos, command.com, porém não existe apenas uma versão do DOS.

A mais conhecida e popular é o MS-DOS, da Microsoft (por isso, as iniciais MS). Outros sistemas são os PC-DOS, DR-DOS e, mais recentemente, FreeDOS.

Com o aparecimento das GUIs desenvolvidas primariamente por Douglas C. Engelbart,

Seja interface gráficas, como por exemplo o Microsoft Windows 1.0 e o Common Desktop Environment(CDE),
Windows 1.0

Common Desktop

O MS-DOS ficou em segundo plano, mas não foi esquecido. Hoje em dia temos inclusive diversos emuladores como o DOSBox que nos permitem rodar os antigos programas feitos para o DOS identicamente em qualquer máquina como antigamente. Também existe uma alternativa livre chamada "FreeDOS".

Em poucos anos muitas empresas começaram a produzir micro computadores baseados no chip 8080. Em quase todas essas máquinas, rodava um sistema operacional chamado CP/M, produzido por uma pequena empresa da Califórnia, a Digital Research. Todos os computadores pessoais (chamados microcomputadores) projetados de 1975 até o início da década de 80 nada mais eram do que brinquedos comprados e utilizados fundamentalmente pelas pessoas que tinham a eletrônica como hobby.

No início dos anos 80, a IBM, que então dominava a indústria de computadores, deciciu entrar no negócio da computação pessoal. No entanto, como ela custou a tomar uma decisão sobre o assunto, já era tarde para desenvolver um projeto próprio. Por conta disso, seus executivos decidiram fazer algo que não era usual para a normalmente cautelosa e burocrática IBM. Enviaram um de seus gerentes, Philip Estridge, para Boca Raton, na Flórida, a dois mil quilômetros do quartel-general da corporação, situado no condado de Westchester, Nova Iorque, com uma mala cheia de dinheiro, com a recomendação de não voltar de Nova Iorque sem um projeto de computador pessoal no bolso.

Estridge percebeu logo que a única maneira de se produzir rapidamente um computador pessoal era utilizando componentes-padrão, em vez dos projetados internamente, pela própeia IBM, como ela sempre fazia. Nesta época, a Intel já tinha produzido dois sucessores para o 8080, o 8086, de 16 bits, e o 8088, uma versão do 8086, com barramento de 8 bits. Estridges escolheu, pois os chips que davam suporte a esse processador eram muito mais baratos que o dos 8086. Esta decisão baseou-se no fato de o preço de venda da máquina ser o ponto de maior importância no projeto.
Além de não ter interesse em construir ela própria os chips para equipar seu computador pessoal, a IBM estava muito menos interessada em escrever um software para ele. Seus executivos sabiam que o BASIC era muito popular entre os usuários de computadores pessoais, de modo que eles foram consultar Bill Gates, que nesta época já tinha fundado uma nova empresa, chamada Microsoft, afim de licensiar o interpretador BASIC para ser usado no IBM-PC. Pediram também que Gates desenvolvesse um sistema operacional para a nova máquina.


A Microsoft, porém, estava dedicada ao projeto de vender o UNIX, sob licemsa de Bell Labs (AT & T). Ocorre que o UNIX originário do mundo dos mini computadores, precisava de 100Kb de memória só para o sistema operacional e também de um disco rígido. A máquina da IBM, tinha um total de 64k de memória e não era equipada com disco rígido. Em função disso, Gates sugeriu que a IBM usasse o CP/M – 86, desenvolveido pela Digital Research. A IBM consultou a Digital Research, que respondeu que o desenvolvimento dos CP/M – 86 estava atrasado em relação ao cronograma original, e a IBM não podia esperar.
A Microsoft foi então mais uma vez procurada, desta vez consultada sobre a possibilidade de escrever um sistema operacional com as mesmas características do CP/M – 86. Os projetos de Gates o impediram de assumir a empreitada e realizá-la no prazo exigido pela IBM. Ele, porém, sabia que uma empresa vizinha da Microsoft, a Seattle Computer Products, havia desenvolvido um sistema operacional CP/M – like, denominado 86 – DOS , para testar as placas de memória que ela produzia e vendia. A Microsoft então comprou o 86 – DOS, e em abril de 1981, contratou seu projetista, Tim Paterson (onde ele ficou entre maio de 1981 até abril de 1982), para torná-lo ainda menor.
Eles mudaram o nome do sistema para MS-DOS (Micro Soft – Disk Operating System), entregando-o a IBM dentro do prazo contratado. Quando o IBM PC foi anunciado com pompa de circunstância em agosto de 1981, o MS-DOS estava lá junto com ele.


Na versão da IBM e de muitos outros fabricantes, a maior virtude do MS-DOS era a de permitir que softwares desenvolvidos para CP/M, que rodavam no processador 8080 (o 8088 era compatível com o 8080 e podia rodar a maioria dos seus programas com pouquíssimas modificações), rodassem também sob o MS-DOS. Ninguém poderia imaginar que 10 anos depois este pequeno sistema, que surgiu no mercado quase que por acidente, pudesse estar controlando o funcionamento de 50 milhões de computadores espalhados pelo mundo inteiro.

Além do mais, ninguém, nem mesmo a IBM, tinha a menor idéia do sucesso que o IBM PC iria alcançar. A IBM imaginava inicialmente que ele seria usado para jogos. Basta ver que a freqüência de 4,77MHz do seu clock, foi escolhida em função da compatibilidade com a usada nos sistemas de televisão americanas, de maneira a permitir que as pessoas usassem seus próprios aparelhos de TV com vídeo em vez de monitores específicos. O PC também vinha equipado com hardware para controlar aparelhos de gravação/reprodução de fitas cassete, que poderiam ser usadas como meio de armazenamento, e joysticks. Nenhum destes dois dispositivos, teve muito uso, em virtude da inexistência de softwares para eles.
Provavelmente a melhor coisa que a IBM fez, foi tornar o PC um sistema aberto. O projeto completo, inclusive as listagem da ROM e os diagramas elétricos foram descrito em detalhes em um livro que estava disponível em todos os pontos de venda dos PCs. Isto fez com que fosse possível usar no PC tanto produtos de Hardware quanto de Software produzidos por terceiros, a exemplo do que foi feito por milhares de fabricantes no mundo inteiro.
De fato, com os diagramas de circuitos disponíveis, e a máquina sendo composta exclusivamente por componentes não dedicados, que podiam ser comprados em qualquer loja de eletrônica, muitas empresas passaram a construir e a vender cópias do PC, conhecida como clones, entrando em competição direta com a própria IBM. Foi devido a esta enorma carga de enrgia e criatividade que o PC teve tanto sucesso, e, a reboque dele, o MS-DOS.
É interessante dizer alguma coisa sobre o hardware do PC. Apesar do 8088 dispor de um espaço de endereçamento de 1Mb, a IBM resolveu alocar os primeiros 640k deste espaço para RAM, e o resto para as roms, placas de vídeo e outras coisas. Como consequência, o MS-DOS, foi projetado para suportar programas com tamanho máximo de 640k. Em um primeiro momento, isto não era problema, uma vez que as máquinas só tinham 64 kb de RAM, mas a incapacidade do MS-DOS em rodar programas com mais de 640k , tornou-se um problema sério. E este problema está ajudando na sua quase extinção.
Outra característica importante do IBM PC é o fato de ele não dispor de qualquer tipo de proteção por hardware. Os programas são livres para passar por cima do sistema operacional e acessar diretamente o hardware, usualmente com o intuito de obter uma performance melhor. Este estilo de programação resultou em um grande número de programas mal escritos e sem características que permitissem sua portabilidade. Tais programas constituiram-se numa assombração constante para seus criadores, que não raro os recebem de volta.
Com a certa complexidade do DOS em termos de comandos, foi criado um ambiente gráfico para ele, o Windows. No Windows, além de ser mais fácil "navegar" entre os programas devido ao sua interface simples de ser interpretada (pastas a diretórios, figuras para o arquivos, cliques do mouse), já era possível rodar dois programas ao mesmo tempo, coisa que o DOS não permitia, porém o acesso a memória ainda era no mesmo esquema do DOS, fazendo que falhas gerais que derrubasse o sistema fossem ainda muito frequentes.

MS-DOS deu inicio a grandes empresas desenvolver jogos para o Sistema.





Linha do tempo
Microsoft compra os direitos não-exclusivos de comercialização do QDOS em Dezembro de 1980. Em Julho de 1981, ela compra os direitos exclusivos do 86-DOS, versão seguinte do QDOS.
A primeira versão, PC-DOS 1.0, foi lançada em Agosto de 1981. Ela suportava até 256 kB de RAM e dois disquetes de 160 kB 5.25" de face única. Suas principais características era ser um sistema monousuário e monotarefa(monoprocessado).
Em Maio de 1982, o PC-DOS 1.1 trouxe suporte aos disquetes de 320 kB dupla-face.

PC-DOS 2.0 e MS-DOS 2.0, lançados em Março de 1983, foram as primeiras versões a suportar o PC/XT e drives de discos fixos (comumente chamados de drives de disco rígido). A capacidade dos disquetes foi elevada a 180 kB (face única) e 360 kB (dupla face) com o uso de nove setores por trilha em vez de oito. A versão 2.0 também permitiam a um programa carregar e rodar subprogramas e overlays de programa(isso lhes dá um grau de independência do programa que os iniciou).

Ao mesmo tempo, a Microsoft anunciou sua intenção de criar uma GUI (Graphical User Interface - Interface Gráfica de usuário) para o DOS. Sua primeira versão, Windows 1.0, foi anunciada em Novembro de 1983, mas estava incompleta e não interessou a IBM. Em Novembro de 1985, a primeira versão completa, Windows 1.01, foi então lançada.

MS-DOS 3.0, lançado em Setembro de 1984, suportava inicialmente disquetes de 1.2MB e discos rígidos de 32MB. Incluiu também códigos de erro mais estendidos, de forma que permitia que os programas obtivessem uma explicação mais detalhada do que aconteceu de errado, quando um erro surge.
MS-DOS 3.1, lançado em Novembro do mesmo ano, introduziu o suporte à redes, com serviços que permitiam o "travamento" e "destravamento" do acesso a todas as partes de um arquivo, o que tornava seguro e prático para vários computadores compartilharem o mesmo arquivo sem interferência um do outro.
MS-DOS 3.2, lançado em Abril de 1986, foi o primeiro lançamento comercial do MS-DOS. Ele adicionou suporte aos disquetes de 720 kB/3.5". As versões anteriores foram vendidas apenas aos fabricantes de computadores que embutiam-no em seus produtos, porque os sistemas operacionais, até então, eram considerados parte de um computador, não um produto independente. Ele também incluiu o suporte para que o sistema a usasse linguagens diferentes do inglês americano.
MS-DOS 3.3, lançado em Abril de 1987, introduziu os discos lógicos. Um disco físico maior que 32MB poderia ser dividido em várias partições, consideradas como discos independentes pelo sistema operacional. Também foi adicionado suporte aos disquetes de 1.44 MB/3.5" e o suporte para até quatro portas seriais reconhecidas pelo sistema.

MS-DOS 4.0, lançado em Julho de 1988, suportava discos de até 2 GB, sem a necessidade de se criar partições, (discos cujos tamanhos variavam, geralmente, entre 40 e 60 MB na época), e teve a adição de uma shell chamada DOSSHELL. Outras shells, como a Norton Commander e a PCShell, existiram na época. Em Novembro de 1988, a Microsoft corrigiu muitos bugs em um update, MS-DOS 4.01.
MS-DOS 5.0, lançado em Abril de 1991, incluiu o interpretador (compilador) de BASIC em tela cheia, o QBasic, também trazendo um editor de texto em tela cheia, (anteriormente, havia apenas um editor linha-a-linha, edlin). Um utilitário de cache de disco (SmartDrive), capacidade de undelete, e outras melhorias foram incluídas nessa versão. Como houve problemas graves com alguns utilitários de disco, mais tarde, no mesmo ano, foi lançado o MS-DOS 5.01, com as devidas correções.
Em Março de 1992, a Microsoft lançou o Windows 3.1, que se tornou a primeira versão popular do sistema Microsoft Windows, que somou mais de um milhão de cópias vendidas.
Em Março de 1993, o MS-DOS 6.0 foi lançado. Seguido pela concorrente Digital Research, a Microsoft adicionou um utilitário de compressão de disco chamado DoubleSpace. Nessa época, os discos rígidos mais comuns tinham em torno de 200 a 400 MB, e muitos usuários necessitavam seriamente de mais espaço em disco. O MS-DOS 6.0 também trouxe o desfragmentador de disco DEFRAG, o MSBACKUP para criação de backups, otimização de memória com o MEMMAKER, e um princípio de protetor anti-vírus, MSAV.
Como suas duas antecessoras, a versão 6.0 mostrou ter várias falhas. Devido a reclamações sobre perda de dados, a Microsoft lançou uma versão atualizada, MS-DOS 6.2, com um utilitário DoubleSpace melhorado, um novo utilitário de checagem de disco, SCANDISK (similar ao fsck do Unix), além de outras melhorias.
A versão seguinte, MS-DOS 6.21 (lançada em Março de 1994), surgiu devido a problemas legais. A empresa Stac Electronics acionou judicialmente a Microsoft, que foi forçada a remover o DoubleSpace de seu sistema operacional.
Em Maio de 1994, a Microsoft lançou o MS-DOS 6.22, com outro pacote de compressão de disco, DriveSpace, licenciado da VertiSoft Systems.
O MS-DOS 6.22 foi a última versão stand-alone do sistema disponível ao público. Ele foi retirado do mercado pela Microsoft em 30 de Novembro de 2001. Veja o (em inglês) Microsoft Licensing Roadmap.

A Microsoft também lançou as versões de 6.23 a 6.25 para bancos e organizações militares Estadunidenses. Estas incluíam já suporte a partições FAT32. A partir de então, o MS-DOS passou a existir apenas como uma parte dos sistemas Windows 9x (95, 98 e Me). A versão original do Microsoft Windows 95 incorporou o MS-DOS versão 7.0.

Hoje o MS-DOS ainda é usado em grandes empresas como a IBM para desenvolvimento de aplicativos para servidor, a Wal-Mart na rede de PDV que é tudo rodando em DOS e usando COBOL para desenvolvimento,e muitas empresas que não querem comprar computadores caros usam o MS-DOS com programas feitos em Qbasic, Cobol e Clipper pela rapidez do sistema.
Download
Para quem quiser fazer o Download do Sistema o Operacional em Portugues:
Parte 1: http://www.grandi.net/dos/d01.exe
Parte 2: http://www.grandi.net/dos/d02.exe
Parte 3: http://www.grandi.net/dos/d03.exe
Abraços.
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18/05/2009, 22:17
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Ser evoluído
gelsoncroft is
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Vlw pela iniciativa, eu como sou curioso logo leio td, vlw 
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Os principais ^^
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19/05/2009, 02:38
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#3
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Supra-sumo
Kobayashi is
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Ótimo tópico. Praticamente um dossiê do sistema.
Eu usei bastante DOS (mais especificamente MSX-DOS), alguns comandos eu ainda lembro.
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